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Comentário do filme: Cine Rato A ÚLTIMA CARROÇA 720P DUBLADO – 1956

arrebol - significado

substantivo masculino

1. cor avermelhada do crepúsculo.
2. p. met. a hora em que o sol está surgindo ou sumindo no horizonte.

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Verbo _  ga.lo.par, intransitivo

andar a galope, depressa

andar, baixando e levantando alternadamente a parte dianteira e a traseira (falando-se de carruagens do caminho de ferro)

ga.lo.par, transitivo

percorrer rapidamente

https://pt.wiktionary.org/wiki/galopar


Significado de Engalopar
verbo transitivo directo
Fazer andar a galope.
verbo intransitivo
Andar a galope.
verbo transitivo directo
[Regionalismo: Norte] Comer alarve e apressadamente.

"La palabra galope procede de galopar."
https://educalingo.com/pt/dic-es/galope

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"Eu sei que fiz uma espécie de meia-carreira, uma carreira de (filmes de) violência, mas eu abomino a violência. Eu sou um ardente defensor do controle de armas. Parece incrível para mim que os Estados Unidos são a única nação civilizada que não coloca algum controle efetivo sobre armas. "

Richard Weedt Widmark foi um ator e produtor americano de cinema, teatro e teatro. (26 de dezembro de 1914 - 24 de março de 2008)

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A tradução é interessante à medida que se vislumbra o português - o nível formal em pleno deserto do USA. "Um reunião bem aqui, à descoberta..."
A vida é uma viagem; não dá para ficar o tempo todo escondido!
Nem sempre a verdade é tão cristalina quanto gostaríamos. Todo mundo mente. Fica difícil acreditar que alguém fala a verdade quando se distancia ou é um estranho.
O mito do herói dá enfase quando flui a ideia de quantidade e qualidade: poucos soldados contra 300 apaches. Por trás da epopeia evidencia também a superioridade do branco em eliminar indígenas e dominar seu território. O filme traz à tona a vingança de apaches contra os brancos que mataram mulheres e crianças. Covardia escondida para enaltecer a hipocrisia da saga cultural do oeste.
O tempo todo defendemos nosso ponto de vista, mas preferimos não discutir ou ignorar o ponto de vista do outro.
A chave pode estar com o outro: mas, nem sempre disponível. Ninguém cede a chave até que tenha motivos suficientes para liberá-la. O ódio pode procrastinar o encontro da chave e o cadeado; a esperança e a soltura de um detento.
Não é tão fácil aceitar quando o outro não é do meu lado, do meu grupo, da minha pele, da minha visão de mundo.
Fazer habitualmente depende de que lado você foi acostumado ou vive: o outro pode ser diferente e não comungar com isso.
"O permanente é o que se deseja..."
O sonho do outro nem sempre é prático quando não coincide com meus objetivos e utopias. Mas, todos as temos - vai variar de tempo, idade, maturidade e idealização ou coragem de ser diferente e dar uma chance de recomeçar, incluindo o outro como diferente de mim.
Nunca subestime a força interior de uma mulher; ela pode ver facetas do conflito que o homem às vezes custa-lhe enxergar. Algumas demoram amadurecer; outras, rápido... O sofrimento e as dificuldades podem ou não endurecer o coração de homens e mulheres.
Não entendemos por que uns morrem logo e outros vivem não obstante o paradoxo dos fatos e a intransigência dos eventos.
É preciso ver além das aparências as pessoas: nem todos são tão bons e nem ruins como aparentam.
O amor é um viés da vida que faz da casa o encontro do amor permanente; na tenda de um índio é a experiência de sintonia com a natureza: seja debaixo do sol ou das estrelas... seja um dia ou uma estação... "Se essa é a última noite, quero passar com você. Não retornarei à carroça..."
Qual a diferença de guerra e assassinato? São ambos violência e o ódio pode ser quente ou frio... a vingança é a expressão de que as coisas saíram do lugar e do controle - a morte lega os que amam e os que odeiam.
Essas reflexões anteriores nos levam a discussão do filme.

Além das paisagens do deserto e do cânion - lindas e áridas - o enredo é intrigante, porque justapõe culturas que se hibridam. O vingador é um filho de pastor... Mas, criado por comanches e casou com índia, viu morto...

A experiência de vingança de um meio branco e meio comanche fez o itinerário do ódio à custódia ou guarita do amor, a opção pela vida.
Vira sua esposa e mulher morrerem; depois foi preso e levado a uma carroça onde ficou acorrentando e com sede.
O olhar de estranhos foi aos poucos redimindo-o do ódio, embora a vingança o consumiu a sangue frio: matara os quatro assassinos de seu lar.
Depois de ajudar a atravessar território apache, foi julgado e se defende. Um caravana mostra-lhe o sentido de respeito de ser humano, mesmo um prisioneiro.
O espírito cristão vai coincidindo com do comanche à medida que se convence ao trato humano e respeitoso. A caravana tem orientação cristã e não aceita que haja violência - nem contra menores, desprezo ao outro diferente, partilhar o alimento entre todos... A lei não está acima da justiça e da solidariedade!
"O céu dos índios é verde e água..."
"Não tenho receio de tirar dos mortos as suas coisas, eles não ligam..."
Outra discussão está no filme é a morte como fim da existência - dar a vida pelo outro.
Há também o tema da relação tensa e afetiva do homem e mulher: se educado, domado e assumir papeis em cada cultura. O posicionamento é patriarcal: "mulheres são para serem domadas ... domesticadas... e o casamento é o lugar deste controle social rígido..."  É um olhar de estranhamento na incultural e na aceitação de si e do outro.
Outra questão é a intolerância cultural e o mito de que índios são insensíveis, brutos, ignorantes, nada hospitaleiros...
Viver na natureza é viver como bruto, animal: pensar e agir para sobreviver.
Tudo muda até que os comanche a todos matam e sobrevivem apenas um grupo de mulheres e jovens, por ter se distanciado da caravana e nadar.
Nesse parte, há uma interessante apologia do Hamurábi, o direito de defender o lar, lutar pela vida. A Bíblia não fica distante do direito e da justiça, da recuperação e da oportunidade de mudar de atitude.
Inocentado e assumindo novo caminho: torna-se aberto à experiência de reconstituição de novo lar.

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The Last Wagon
A última carroça (PT)
A última caravana (BR)

 Estados Unidos

1956 •  cor •  98 min

Direção Delmer Daves
Roteiro William B. Hawks
Elenco Richard Widmark
Felicia Farr
Susan Kohner
Tommy Rettig

Género Faroeste
Idioma Inglês
Página no IMDb (em inglês)

The Last Wagon
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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The Last Wagon
A última carroça (PT)
A última caravana (BR)

 Estados Unidos
1956 •  cor •  98 min
Direção Delmer Daves
Roteiro William B. Hawks
Elenco Richard Widmark
Felicia Farr
Susan Kohner
Tommy Rettig
Género Faroeste
Idioma Inglês
Página no IMDb (em inglês)
The Last Wagon (br.: A última carroça / pt.: A última caravana) é um filme estadunidense de 1956 do género western, realizado por Delmer Daves em filmado em CinemaScope.

Elenco

Richard Widmark...Comanche Todd
Felicia Farr...Jenny
Susan Kohner...Jolie Normand, filha meia-índia do coronel Normand
Tommy Rettig...Billy, irmão mais novo de Jenny
Stephanie Griffin...Valinda Normand, irmã branca racista de Jolie
Ray Stricklyn...Clint, oujtro sobrevivente
Nick Adams...Ridge, um dos suspeitos de Todd
Carl Benton Reid...Gen. Oliver O. Howard
Douglas Kennedy...Coronel Normand
George Mathews...xerife Bull Harper
James Drury...Tenente Kelly, líder do regimento da Cavalaria
Ken Clark...Sargento
Timothy Carey...Cole Harper
Juney Ellis...Madame Clinton
Abel Fernandez...Feiticeiro Apache
George Ross...Sarge

Sinopse

"Comanche" Todd é um homem perseguido por crimes cometidos anteriormente. No decorrer da ação incorpora-se numa caravana em direção ao Oeste.
Os apaches atacam e matam quase todos, deixando escapar um grupo que estava ausente.
Todd tenta salvar os sobreviventes e no fim enfrenta um julgamento para justificar os crimes e sair livre com Jenny.

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Richard Widmark

Oscar de melhor ator secundário, no filme O denunciante de 1947.

Nascimento 26 de dezembro de 1914
Morte 24 de março de 2008 (93 anos)
Roxbury
Cidadania Estados Unidos
Ocupação ator cinematográfico, ator de teatro, ator de televisão


Richard Widmark foi um ator estadunidense indicado ao Oscar de melhor  secundário, no filme O denunciante de 1947.

Wikipédia

Nascimento: 26 de dezembro de 1914, Sunrise Township, Minnesota,

EUA

Falecimento: 24 de março de 2008, Roxbury, Connecticut, EUA
Altura: 1,78 m

Cônjuge: Susan Blanchard (de 1999 a 2008), Jean Hazlewood (de 1942 a 1997)

Filha: Anne Koufax

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Esposa:

Jean Hazlewood
Roteirista

Resultado de imagem para anne koufax jean hazlewood
Nascimento: 4 de agosto de 1916, Illinois, EUA
Falecimento: 2 de março de 1997, Santa Bárbara, Califórnia, EUA
Cônjuge: Richard Widmark (de 1942 a 1997)

Causa da morte: Doença de Alzheimer
Filmes: The Secret Ways
Filha: Anne Koufax
J B Pereira e https://www.youtube.com/watch?v=br-Qg7b2peM
Enviado por J B Pereira em 09/06/2018
Reeditado em 09/06/2018
Código do texto: T6359978
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Sobre o autor
J B Pereira
Piracicaba - São Paulo - Brasil
2274 textos (1261018 leituras)
14 e-livros (88 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 15/11/19 17:26)
J B Pereira