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A Mecânica e o Gol Branco

Agora na coluna presente , se recupera a ideia de um tio bem presente entre nós apesar já ter falecido, era um bon vivant no sentido prático da palavra .

Mediante ele possuir uma vida corrida e acelerada como o carro que possuía na garagem. Nesse ponto entra seu trabalho, bem aí nesse detalhe  cujo sujeito sujava muito as mãos com graxa.

E a cada carro arrumado e ele refazia o trabalho no dia seguinte.O ato de refazer o mesmo trabalho reanimava sua energias , como pessoa ele se sentia realizado com esse pequenos eventos.

Categoricamente ele enxergava seu trabalho como uma visão que somente ampliava  conforme os andares do sol.E cada verdade descoberta no montar e desmontar veículos , ele descobre sua biografia bem particularizada.

Assim ele se educa e adquire cultura para driblar a realidade das mãos com graxa , pois a polifonia da vida tem sempre gratas surpresas a despontar no horizonte.

Naturalmente adquirir conhecimento mediante os anos que se passavam gratuitamente , passa a entender as desventuras da vida conforme pensa no passado.

Inicialmente todos repousam no passado pois é um lugar amplo onde todos buscam o autoconhecimento de forma utópica e irônica. Todos que gostam do passado sempre leem Proust, mas exatamente em Busca do Tempo Perdido.

Cabalmente o desafio reside aí exatamente em compreender e dimensionar o passado em termos oficiais, regularmente o romancista Ondjaki , é um tempo que sempre volta , em seus romances e obras relativas a cidade de Luanda.

Assim rememorar o passado é um trabalho de se fazer e refazer continuamente conforme a imaginação do intérprete e do comentarista esportivo.

E as considerações dos dois podem variar muito , o intérprete antecipa tudo que pode em suas muitas interpretações que seguem um alinhamento narrativo permanente que possivelmente desafia o modo de pensar.

O intérprete procura exatamente triangular de forma geométrica suas formas interpretativas numa tentativa desesperada de resgatar a humanidade do esquecimento.

Geralmente diferente do intérprete , o comentarista esportivo conforme relembra usualmente as melhores partidas de futebol, os melhores gols e também só melhores jogadores.

Os dois de alguma forma  retornam ao passado ao entender de forma tardia da importância de figuras relevantes ao mundo em diversas realidades conectadas.

Legalmente amparados pela sombra do passado, o comentarista esportivo garante que no tempo passado ou perdido proustiano o futebol era uma forma de arte , de acordo com as suas concepções.

Basicamente o comentarista e o intérprete constroem o passado de acordo com suas memórias naturais e o reforço midiático que os cerca geralmente de forma enviesada e gratuita.

Realmente o intérprete sonoriza suas narrativas mediante uma leitura saudável bem segura  garantia de uma boa interpretação sempre, por outro lado o comentarista esportivo depende exclusivamente de uma imagem.

Assim em matéria de recuperar a memória de forma graciosa , meu tio sempre recuperou o passado em sua oficina compartilhando seus medos e suas incertezas.

Negativamente para o intérprete o passado dignifica seu trabalho individual e criativo como um leitor original, postergando o passado a um tempo brumoso.

Calidamente o comentarista esportivo se dedica em seus programas televisivos em construir monumentos e destruir muitas imagens de novos jogadores parece uma clássica ironia cervantina.

O tio recupera seu passado graças a sua mecânica silenciosa, esqueci muito barulhenta, com muitos carros para dar um jeito , mas Marcel Proust e sua magnífica obra 'em busca do Tempo Perdido' fez ele recuperar seu passado.
JessePensador
Enviado por JessePensador em 02/10/2017
Código do texto: T6131333
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Sobre o autor
JessePensador
Santana de Parnaíba - São Paulo - Brasil, 35 anos
997 textos (9585 leituras)
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