Dueto - Setembro Amarelo
 
Divagações interiores de um blue.

Num mergulho cego de conhecimento,
Revoltam-se apenas lágrimas a contento,
Imersão voluntária que no âmago ressoa,  
O confronto covarde que a face destoa.

Um reflexo pardacento que clama por ajuda,
Em meio a risos e afagos não há quem acuda,
Reitera-se o simulacro social em tom vivaz,
Aquiesce com a trama do sofredor contumaz.    

Em silêncio, minh’alma grita por socorro,
Eu gostaria que alguém me interpretasse,
Nesses dias caóticos quase morro,
Solto pistas, só queria que enxergassem.

A palidez do quarto escuro é o meu tom,
Apesar de muitas vezes me camuflar,
Vou às ruas, em meu fone escuto um som,
E o blues da minha tez a morenar.
Sem ninguém, ao menos, desconfiar...
Marcus Hemerly e Claudia Lundgren
Enviado por Marcus Hemerly em 24/09/2020
Reeditado em 24/09/2020
Código do texto: T7071439
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