ÁRVORE SOFRENDO AÇOITE DO HOMEM - UMA MULHER UM POEMA // LAMENTO DE UMA ÁRVORE LINDA À BEIRA DA MORTE - APAIXONADO JOVEM.
Eu fui plantada com muito amor e carinho,
Nasci robusta, saudável e repleta de folhas,
Para dar acolhida a todos passarinhos,
Proporcionando lazer debaixo de minha sombra.
Sempre cheia de frutas com sabores agradáveis,
Caindo no chão do grandioso pomar exuberante,
Enfeitando a mesa das pessoas da cidade,
Deixando o panorama mais especial e fascinante.
Imaginei ver o tempo passar alegremente,
Que os meus galhos nunca seriam queimados,
Que as minhas raízes não ficassem doentes.
Mas o meu viço findou e acabei envelhecendo,
Logo surgiu o homem com sua grande maldade,
Me oprimindo e açoitando desse jeito.
Eu sou uma pessoa muito boa para existência da natureza
Até porque eu sou madeira do norte, longe de um serrote
Estou sempre correndo de um açoite por parte do homem
Mostrando pureza com ganhos fortes, conto com minha sorte
Saio falando não mexa comigo, amigo! Não sou inimigo!
Às vezes sou do bem e meio assustada nesta estrada
Cobrando delicadeza e sutileza desse ancião com facão
Aqui no bosque fico à deriva, entre a vida e a morte
Não tem saída, só tenho um grande xodó que é o meu irmão
Sempre lado a lado ficamos balançando nossos galhos
Assim, fazemos sons e sombras em atalhos como raios
Pois tenho valentia e medo nesta agonia sem medida
Guardo sempre meus segredos nos dedos virados para o sol
Sendo ardentes as minhas chamas queimando muito rápidas
Eu fui plantada com muito amor e carinho,
Nasci robusta, saudável e repleta de folhas,
Para dar acolhida a todos passarinhos,
Proporcionando lazer debaixo de minha sombra.
Sempre cheia de frutas com sabores agradáveis,
Caindo no chão do grandioso pomar exuberante,
Enfeitando a mesa das pessoas da cidade,
Deixando o panorama mais especial e fascinante.
Imaginei ver o tempo passar alegremente,
Que os meus galhos nunca seriam queimados,
Que as minhas raízes não ficassem doentes.
Mas o meu viço findou e acabei envelhecendo,
Logo surgiu o homem com sua grande maldade,
Me oprimindo e açoitando desse jeito.
Eu sou uma pessoa muito boa para existência da natureza
Até porque eu sou madeira do norte, longe de um serrote
Estou sempre correndo de um açoite por parte do homem
Mostrando pureza com ganhos fortes, conto com minha sorte
Saio falando não mexa comigo, amigo! Não sou inimigo!
Às vezes sou do bem e meio assustada nesta estrada
Cobrando delicadeza e sutileza desse ancião com facão
Aqui no bosque fico à deriva, entre a vida e a morte
Não tem saída, só tenho um grande xodó que é o meu irmão
Sempre lado a lado ficamos balançando nossos galhos
Assim, fazemos sons e sombras em atalhos como raios
Pois tenho valentia e medo nesta agonia sem medida
Guardo sempre meus segredos nos dedos virados para o sol
Sendo ardentes as minhas chamas queimando muito rápidas