Há que se fazer...

J:

Há que se saber amar e colher

Deitar nas costas-planícies de uma mulher

Para amá-la por ao menos alguns minutos

E:

Minutos sensoriais imersos em brumas

momentos míticos onde a mão é estrada

onde, ao acolher em seu peito, o homem-menino

ela o possa amar por pelo menos alguns minutos

J:

Caminhando dentro dela nesses caminhos misteriosos

mão-estrada, corpo-veículo, magia-lugar

Há que se fazer acreditar que ama

Há que se fazer com que ela acredite

E:

E assim, depois de consumado o antigo ritual

Depois que o amor se desfizer em fumaça a se esvair

Há que descobrir, então:

Amor não existe, amor se faz!

J Kraft & Espinho em flor

J Kraft
Enviado por J Kraft em 01/12/2009
Reeditado em 01/12/2009
Código do texto: T1954431
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