A BORBOLETA E O VENTO

Eis a questão?

Fazer o vento ou impulsiona-o!

Não é assim que faz as pequenas Lepidoperas?

As dúvidas que me afligem neste acasalamento flutuante.

O vento!

Pois se ele já existe, então seria impossível cria-lo!

De onde veio o primeiro sopro?

Delas?

Qual elemento pode ser tão misterioso a se esconder atrás da sua própria transparência.

E sua invisibilidade não o desmente.

Existe a inexistência no que lhe toca sem ser visto?

Se impulsiona o barco a vela, a própria vela que também apaga, daí vai parar em outro contexto.

Ao criar o caos , e a apaziguar o calor que no verão escalda, arrebata as águas do mar , dando o movimento ao que não parecia ter um resquício de vida.

Agradece a águia que deslisa pelos seus braços invisíveis, o que faz o frágil inseto ir mais longe que se imagina....

A eterna simbiose entre a fragilidade e a força, a beleza da frágil borboleta e o vento, indiscutível e magnífico show , a liberdade de voar e ir além do que se imagina.

De esquecer a pequenez para o mais alto grau de superioridade e grandeza!

O mais lindo e colorido vôo...

( Do meu livro: Textos Avulsos)

(Autor: George Loez)

George Loez
Enviado por George Loez em 11/11/2022
Código do texto: T7647312
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