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O INCÔMODO DOS COMPLEXOS.

Os iniciados mais corajosos enfrentam sua cacofonia interior para ver o que está em espera debaixo da distração, mas  estão necessitados de amor próprio e cura.Não percebem um âmago de fel que arrastam por toda uma vida. E assim vivem os lamurientos, ressentidos, frustrados, complexados no fundo de uma literalidade que brota de seus verbos claramente, inconformados com suas vidas em quintais paroquiais reduzidos em cores, diminuídos em amplitude da visão contida em apertados “landscapes”.

Esse descortino lança farpas e setas de motivação pegajosa, viscosa em infelicidades proclamadas em antítese de felicidade que não têm, mas dizem ter.
Quem está feliz e conformado com o que o destino lhe deu, não atira em círculos para o que outros conseguiram. São a doutrina do desencontro estes amargurados.
Não têm amor próprio e muito menos ao próximo, cantam desfavorecida decadência da repetência que nunca alcança resultado. São as almas pequenas a quem o destino cortou a possibilidade de sentirem o mundo como é.

E alardeiam o desamor, pregam o desgaste, sinalizam a guerra, a luta, as provocações para resolverem sua pequenez não resolvida por falta de vontade em vencer e ociosidade temporal.
Só tem amor próprio quem tem amor ao próximo, urge não descuidar, meta permanente que não deve ter cisões ou interrupções, mesmo que inexista o clarão da inteligência ou o “insight” do talento.
Como o simbolismo do círculo, ininterrupto e sem cisões, deve permanecer o humanismo sincero e a verdade de cada um, aliança das permanências firmes e decididas, continuadas, como as alianças dos conúbios,  sem retornos ao primitivismo conhecido das sebes humanas, que devem persistir na luta contra a prevalência das menoridades da vontade, arraigadas na insuficiência  de baixo teor, majoritária nas gentes.

Temos que tentar curar a quem descura, alertando para as baixezas da vontade, que não se furtam em se mostrarem danosas, mas não se pode ir até onde a utilidade se torna inútil, perdida na disfunção e na impossibilidade neuronal da compreensão. O cerebelo como limite é espaçoso, faz escola na biologia.

A retórica nula pousa na repetência insidiosa e enfadonha que só iguais acolhem pelas mesmas razões de problemática vivencial.
Não pode estar errante na impossibilidade da mais primária função, o entendimento. As disfunções estão nos pódios, o convencimento da lógica é precário nessa ambiência frágil e decrépita. Ninguém ajuda nem salva o salvacionismo, os profetas continuam a pregação do que foi, já não é nem virá a ser, conhece-se.
Preciso e necessário,  portanto, em “start” luminoso, ligar a íris do alerta que dá curso ao veículo químico que leva ao interior silencioso sacralizado na compreensão,  ainda que de coisas pequenas. Não se perder e exceder na temática desimportante. Essa a cacofonia que esbarra na difusão do principal e a nada edificante leva. O diálogo com suas raízes na elevação ao fluido imaterial do  éter, deve ao menos por questão de reverência e respeito, submeter-se às leis universais das conquistas dadas ao homem pelo que foi melhor como pensamento da chegada civilizatória. O FILTRO DAS SOCIEDADES NO TEMPO JÁ FEZ SUAS ESCOLHAS. SALVOU-SE A LIBERDADE, VEM SE SALVANDO DOS COMPLEXADOS.
Celso Panza
Enviado por Celso Panza em 12/12/2019
Reeditado em 12/12/2019
Código do texto: T6817099
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Sobre o autor
Celso Panza
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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