Quando a Poesia Habitava em Mim > Eu, o Rouxinol e a Velha Laranjeira

 

(...) Foi quando morei na casa do pé de laranjeira,

Em seus galhos, um rouxinol cantava tímido e melancólico

 

À noite, a lua entrava lenta e cuidadosamente, através das janelas de ferro

 

E, como se compadecesse de mim, acariciava minha face com o seu brilho prateado,

Compartilhando um pouco da luz do sol, que dele recebera...

 

Ouvia - se musica no ar da noite. E eu agarrava - me as suas notas,

 

E com um pouco te tinta num papel, às materializava em poesia,

Era uma sinfonia que, supostamente, só a laranjeira e eu podíamos ouvir... Ela dançava, e eu voava.

 

Naquele momento, já não era mais o rouxinol que cantava, mas acredito que, repousado a cochilar, nos galhos daquela velha laranjeira, ele também podia ouvir aquela música no ar.

 

Guerreiro Tharley
Enviado por Guerreiro Tharley em 28/10/2018
Reeditado em 22/04/2024
Código do texto: T6488090
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