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Porque repetimos “religião, política e sexualidade não se discute”?

Porque repetimos, como papagaios, aquela frase “religião, política e sexualidade não se discute”?
Ainda pequenos, como crianças, somos perguntadores natos. Queremos saber sobre tudo e todos, o porquê, de onde, como, pra onde, quem, se sim, se não, talvez? Por que talvez? E isso é alimentado pelas pessoas próximas com a justificativa “é criança”.
Porém, o tempo passa, as crianças crescem e já conseguem desenvolver um pensamento analítico, começam a tomar suas próprias decisões, a ter autonomia, mas, ainda pergunta o porquê, de onde, como, pra onde, quem, se sim, se não, talvez? Por que talvez? E é aqui que os pais entram e dizem:
“porque eu sou seu pai!” ou “porque eu sou sua mãe!” e isso explicita que, como autoridades que são, não devem ser indagadas.
E pouco a pouco vamos sendo submetidos, vamos deixando de perguntar, vamos parando de alimentar nossa imensa insatisfação em não saber “o porquê, de onde, como, pra onde, quem, se sim, se não, talvez? Por que talvez? “que tanto nos assola e não nos deixa dormir.

Esse fato se estende à escola, o que o professor fala é sempre correto e incontestável, “porque é a Ciência”, que tudo explica, tudo sabe, tudo pesquisa, é domínio do homem à sua própria natureza.
Ciência é conhecimento e conhecimento é poder.

Esse fato se estende à opinião, gerando nenhuma conclusão, esclarecimento, transferência de valores e observações ou prática do dom de ouvir.
Opinião com maior aderência e pouca contestação é poder. E que a defende é usufrui desse poder.

Esse fato se estende à Igreja, o que é falado no altar, o que se escuta na pregação. “Não devemos perguntar porque é a vontade de Deus”. E nossa vontade? Deus decide tudo por nós, se nascemos, quando nascemos, se nos livra de um acidente, se nos castiga por não querer fazer algo que “é a vontade Dele”, quando morremos, quem conhecemos, por quem nos apaixonamos, se adoecemos, se nos curamos, se conseguimos um emprego, então, onde fica nosso livre arbítrio? Se tudo já está escrito e predestinado…
Deus é poder e usar Deus confere poder. Nem que seja na venda de indulgências e ou esperanças.

Esse fato se estende à política, o que o deputado faz é o melhor, então nem ligamos. O que o prefeito faz ou o que ele não faz, “ele sabe o que é melhor”. Mas, na primeira manchete de corrupção, os escorados cidadãos, apontam o dedo como se a culpa fosse toda do político.
Se estou defendendo políticos corruptos? Absolutamente não. Só mostro um fato.

É toda essa passividade que nos torna submetidos e passíveis a fazer o que decidem por nós.
Nos acostumamos, mas não deveríamos. Conhecemos bem o que o absolutismo religioso (Idade Média, Idade das Trevas), político (Nazismo e Fascismo) e opinativo (possível jornalismo tendencioso da Rede Globo) gera na sociedade, o que gera em nós.
Somos nós a decidir nossa passividade. Somos nós a decidir a nossa atividade.

Levantem e avante!
Diego B Fernandes Dutra
Enviado por Diego B Fernandes Dutra em 18/06/2017
Código do texto: T6030729
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Diego B Fernandes Dutra
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 18 anos
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Diego B Fernandes Dutra