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LINGUÍSTICA TEXTUAL,DISCURSO, TEXTUALIDADE, GRAMÁTICA TEXTUAL, ANÁLISE LINGUÍSTICA, TEORIA DO ENUNCIADO, ENUNCIAÇÃO, TEÓRICOS...

A análise enunciativa não considera somente a frase, os procedimentos da organização textual e, ao mesmo tempo, os mecanismos enunciativos de produção e de recepção do texto.

Linguística Textual; abordagem para além da  concepção descritiva da linguagem. – 18/09/2016
No Gênesis, Bíblia — Deus creou o universo do nada pelo poder de sua palavra onipotente. Deus disse “Fiat lux”, “A luz se fez!”. A partir daí, todo o resto se criou e ao mesmo tempo em que as coisas estavam sendo criadas, Deus as nomeava! E deu a Adão o poder de também nomeá-las.

Introdução
No Gênesis, vê-se que a linguagem é um atributo da divindade, pois o criador dela se vale quando realiza sua obra. Deus cria o mundo falando. No início, não havia nada. Depois, há o caos:
No princípio, criou Deus o céu e a terra. A terra, contudo, estava vazia e vaga e as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas (1,1,2).
A passagem do caos à ordem (=cosmo) faz-se por meio de um ato de linguagem. É esta que dá sentido ao mundo. O poder criador da divindade é exercido pela linguagem, que tem, no mito, um poder ilocucional, já que nela e por ela se ordena o mundo:
Deus disse: “Faça-se a luz”. E a luz foi feita. E viu Deus que a luz era boa: e separou a luz e as trevas. Deus chamou à luz dia e às trevas, noite; fez-se uma tarde e uma manhã, primeiro dia (1.3,5).
Ao mesmo tempo que faz as coisas, Deus denomina-as. No universo mítico, dar nome é criar. Até o quinto dia, o senhor vai criando lingüisticamente o mundo.
A expulsão do paraíso foi a colocação do homem na História. No âmbito da linguagem, o que pertence à ordem da História é o discurso. Colocar o homem na História é enunciá-lo.
Dentro desta visão performativa da linguagem, é que nos propomos, num esforço de síntese, a acompanhar a evolução do pensamento de Austin.
http://www.filologia.org.br/viiifelin/41.htm

Na busca de uma “teoria do texto”, surge a linguística textual focando a relevância do “contexto situacional, social, psicológico, cognitivo ou psicanalítico em que o discurso é produzido.”
É uma teorização não estruturalista, buscando os efeitos de sentido no texto com o repertório variegado dos elementos envolvidos na comunicação social e interpessoal: frase, texto, sujeito como locutor e interlocutor e temática ou leimovit, discurso, sentido, enunciação-enunciado, produção e recepção de textos e seus gêneros possíveis...
MOMENTOS DA ANÁLISE TEXTUAL:

1. ANÁLISE TRANFRÁSTICA
Busca-se a coerência dos enunciados e seus efeitos de sentido na comunicação. Ainda estava restrito à frase, mas já com elementos direcionados à teoria do texto.

2 GRAMÁTICA DO TEXTO
Já que a gramática normativa tradicional tinha lacunas e equívocos paradoxais na elucidação das orações e frases, houve uma busca da linguística de superação desses eventos e episódios. Houve a concepção e que o texto não é uma sequencia de frases e palavras.

A textualidade é a propriedade maior de significação congenciada pela cultura (determinados contextos vivenciais de comunicação) e os contextos sociais específicos que conferem coesão e coerência ao texto oral e escrito, visual e midiático.

“Embora a gramática de texto leve em consideração que o texto seja muito mais que uma sequência de palavras e enunciados, que sua compreensão e produção derivam de competências específicas dos falantes, ela surge antes da teoria de texto.”

3. TEORIA DO TEXTO
Há fatores e condições extrínsecas ao texto que lhe conferem qualidade e quantidade suficiente para seu sentido na produção e recepção, ou seja, na sua interpretatividade. A competência textual está sustentada na competência comunicativa dos sujeitos situados contextualmente e ideologicamente em cada cultura.

Mesmo que o discurso (enunciados + condições de produção) é mais amplo que a textualidade em si (uma das “capacidades discursivas circunstâncias em que o texto está sendo produzido e proferido”; entre outras como a artística, mímica, dança, pintura, filosófica, política, midiática, jornalística, etc.), o conceito de textualidade é importante na linguística do texto porque enfatiza a competência ou habilidade do ser humano produzir texto ou textos verbais ou não, visuais ou não, na sociedade e que tenham sentido e coerência (por meio de signos).

UM POUCO DE HISTÓRIA – ANTECEDENTES DA LINGUÍSTICA TEXTUAL

Ainda nos anos 1970, o estruturalismo estava restrito às implicações de sentido da sentença do texto, disponíveis em estruturas fonológicas, morfológicas, sintáticas e semânticas.

O mérito do estruturalismo foi apontar os fenômenos da sinonímia, polissemia, homonímia, metáfora e metonímia. Um dos primeiros a pensar essas análises foi Ferdinand Saussure.

Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Ferdinand_de_Saussure>. Acesso em: 18/09/2016.

Ele concebeu e a língua (= atividade social no espaço de interação entre pessoas) como um corpo vivo ou um instrumento, um sistema de signos e de regras, um conjunto de convenções e circuitos homogêneo cuja sinapse os grupos se valiam para acionar a comunicação.

A partir dessas postulações, a gramática gerativa aprofunda uma genealogia estrutural das orações quase infinitas, em que o ouvinte/falante acessa, criativa e seletivamente, os enunciados no processo de produção e interpretação das frases da língua.

Noam Chomsky soube pegar carona nessa teorização, evidenciando a linguagem como a criatividade e versatilidade ou performance pragmática e semanticamente social viável e não estática lexicalmente. Percebeu-se “a estrutura profunda a uma estrutura de superfície, ou seja, de uma descrição estrutural de um dado corpus pela simulação – sob a forma de derivações hipotético-dedutivas a uma série de operações ordenadas –, cujo resultado é a frase.”

Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Noam_Chomsky>. Acesso em: 18/09/2016

Com o tempo percebeu-se que a língua como tal e o texto implica o seu contexto mais amplo que dá sentido ao mesmo texto.
Para além de estruturas abstratas da tradição clássica e da gramática avançou-se em propostas de análises do uso efetivo da língua e seu contexto de criação poderiam fazer a diferença e ultrapassar os clichês ou estereótipos ou lugares comuns de olhar a língua e o texto na sociedade em transformação e no que os sujeitos poderiam dizer ou sugerir quando forjavam seus textos.
O texto é objeto de comunicação interpessoal e interemocional, ou transfrasal.


Esses estudos não negavam o objeto estruturado — a língua —, mas colocavam em foco, também, os mecanismos usados pelos falantes para transformá-lo em discurso.

Ex.: “Você está com a macaca solta”: a expressão idiomática pode ser o símio está livre; o símio fugiu; está muito brincalhão; está atraente; você é negra (com sentido racista ou não), etc.
ENUNCIAÇÃO, DISCURSO, PRAGMÁTICA E SEMIÓTICA
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN, 2006) apontam a linguagem como “a capacidade humana de articular significados coletivos em sistemas arbitrários de representação, que são compartilhados e que variam de acordo com as necessidades e experiências da vida em sociedade. A principal razão de qualquer ato de linguagem é a produção de sentido. “(Currículo de Língua Portuguesa, p. 27)
Currículo de Língua Portuguesa: A proposta de estudar a língua considerada como uma atividade social (espaço de interação entre pessoas) num determinado contexto de comunicação, implica a compreensão da enunciação como eixo central de todo o sistema linguístico e a importância do letramento em função das relações que cada sujeito mantém em seu meio.
Teoria da enunciação
Os enunciativos são percebidos em momentos diferentes concomitantes, não sendo possível asseverar sua origem temporal e espacial.

O EU, categoria de um ser ou ente que se diz AQUI e AGORA, um SUJEITO no ESPAÇO-TEMPO, levou a considerar os o texto como construção não só mental como social nos procedimentos da organização textual e nos mecanismos enunciativos de produção e de recepção do texto.

Benveniste visualiza-nos o diagrama para diferençar os pronomes de pessoa (1ª e 2ª pessoa) dos de não pessoa (3ª pessoa). Os que se referem ao discurso: o locutor, o interlocutor (eu, tu, nós, vós – você e vocês, notadamente e pragmaticamente com comportamento de pronomes de 2ª pessoa, embora sejam classificados tradicionalmente como de 3ª pessoa), porque estes estão referidos aos referentes — elementos extralinguísticos de que se fala.

Eu...................... enunciado........... tu (que se alternam na interação)
Processo de enunciação .....  Ele – contexto -------------------------- recepção do enunciado e posteriormente se torna um EU a apropriar o discurso, enquanto o EU vira TU. É  dinâmica da comunicação interpessoal.
       
A ENUNCIAÇÃO EM BENVENISTE E BAKHTIN:
EXCLUSÕES SAUSSURIANAS
 
Karina Giacomelli
(Mestranda em Letras UFSM)

http://www.celsul.org.br/Encontros/04/artigos/063.htm
 O ato de apropriação da língua "introduz aquele que fala em sua fala" (idem, ibidem), pois "É na linguagem e pela linguagem que o homem se constitui sujeito" (BENVENISTE, 1976, p.286). Para o autor,
A consciência de si mesmo só é possível se experimentada por contraste. Eu não emprego eu a não ser dirigindo-me a alguém, que será na minha alocução um tu. Essa condição de diálogo é que é constitutiva da pessoa, pois implica em reciprocidade - que eu me torne tu na alocução daquele que por sua vez se designa por eu.
(...) convém ressaltar que o sentido do enunciado é sempre determinado pelo falante, pois a apropriação da língua se dá pelo individual e não pelo social. Assim é o locutor que dela se apropria para anunciar a sua posição, manifestando-se através de marcas linguísticas - o sujeito aparece como fonte do dizer, como fonte do sentido.
É justamente sobre essa homogeneidade do sujeito e do sentido que se concentram as críticas de Bakhtin a Benveniste.
 (...)
Segundo BRAIT (1997, p. 98),
(...) o dialogismo diz respeito ao permanente diálogo, nem sempre simétrico e harmonioso, existente entre os diferente discursos que configuram uma comunidade, uma cultura, uma sociedade. É nesse sentido que podemos interpretar o dialogismo como elemento que instaura a constitutiva natureza interdiscursiva da linguagem. Por outro lado, o dialogismo diz respeito às relações que se estabelecem entre o eu e o outro nos processos discursivos instaurados historicamente pelos sujeitos, que, por sua vez, instauram-se e são instaurados por esses discursos.
(...)Resumindo, nas palavras de BAKHTIN (1992, p. 316),
Um enunciado é um elo na cadeia da comunicação verbal de uma dada esfera. As fronteiras desse enunciado determinam-se pela alternância dos sujeitos falantes. Os enunciados não são indiferentes uns aos outros nem são autossuficientes, conhecem- se uns aos outros, refletem-se mutuamente. São precisamente esses reflexos recíprocos que lhes determinam o caráter. O enunciado está repleto dos ecos e lembranças de outros enunciados, aos quais está vinculado no interior de uma esfera comum da comunicação verbal. O enunciado deve ser considerado acima de tudo como uma resposta a enunciados anteriores dentro de uma dada esfera.
               O recorte feito por Saussure, ao estabelecer a língua como objeto da linguística, em detrimento à fala, propiciou o surgimento de diversas teorias que buscaram repor o que o mestre havia deixado de fora: o sujeito, o contexto, a história.
Benveniste colocou o sujeito no centro do seu dizer, postulando que o locutor se apropria das formas da língua, definindo-se como eu e, ao mesmo tempo, instituindo seu interlocutor como tu. Nessa perspectiva, o sujeito é a origem do sentido e implanta o outro diante de si.
Bakhtin, diferentemente, vê o outro como constitutivo do sentido. Para ele, o dialogismo é o princípio constitutivo da linguagem e condição do sentido, entendido como interação entre locutor e alocutário. Essa concepção afasta-se do subjetivismo idealista de Benveniste, na medida em que o sujeito perde o papel central e é substituído por diferentes vozes sociais e ideológicas. O sentido instala-se, então, no espaço entre o eu e o tu, ou entre eu e o outro. Configura-se, aqui, a enunciação como fenômeno social e não individual.
http://www.celsul.org.br/Encontros/04/artigos/063.htm

Referências bibliográficas
 http://www.celsul.org.br/Encontros/04/artigos/063.htm
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http://www.celsul.org.br/Encontros/04/artigos/063.htm
___________________
Benveniste bifurca a sua teoria em discurso e história da enunciação, em que os tipos discursivos aparecem.
A história envolve os fatos: “Os tempos verbais - o imperfeito, o mais-que-perfeito e o futuro do indicativo, na 3ª pessoa (plural e singular).”
No discurso, há a identificação dos pronomes como “locutor, um EU, diante de um TU. EU e TU estão dentro do tempo-espaço (locutário). O tempos verbais são o presente, o pretérito perfeito, o imperfeito, o mais-que-perfeito e o futuro do presente, na 1ª e na 2ª pessoas (singular).
A coerência e sequencia coesa do enunciado envolve a formação da frase na ordem lógica; a sua veracidade, composição de tempo e lugar da recepção de um enunciado emitido no contexto compreensivo.
Pragmática: atos de fala ou atos de linguagem. “Há o ato de enunciar cada elemento linguístico que compõe a frase – é o ato locucionário.”
“Com efeito, os atos de fala são, hoje, uma fonte inesgotável de trabalhos tanto na área da pragmática quanto na área da linguística em geral.”
Disponível em: <https://pt.scribd.com/doc/125888528/semantica-da-enunciacao-texto-que-ira-me-ajudar-nas-respostas>. Acesso em: 18/09/2016.
Veja o link ou verbete na internet, com bibliografia disponível:

semântica da enunciação - texto que ira me ajudar nas respostas
Disponível em: <https://pt.scribd.com/.../semantica-da-enunciacao-texto-que-ira-me-ajudar-nas-respost...
Para a Semântica Cognitiva, mesa é a superfície linguística de um conceito, ... A Semântica, em geral, deve muito à definição de significado estabelecida pelo... a Semântica Formal considera que há pressuposição quando tanto a verdade ...... atos de fala são hoje fonte inesgotável de trabalhos na área da Pragmática, ...
Página 68

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TEORIA DOS ATOS DE FALA
Disponível em: <http://www.filologia.org.br/viiifelin/41.htm>. Acesso em: 18/09/2016.
Gustavo Adolfo da Silva (UERJ– UGF)
[Poder nomear é próprio do homem para designar o seu saber.]
Austin aprofundou o sentido de “dizer : transmitir informações, sobretudo, uma forma de agir sobre o interlocutor e sobre o mundo ao redor.”
Austin põe em xeque a visão segundo a qual que dizer era “descrever um estado de coisas e, portanto, eram verdadeiras ou falsas “  Para ele, a visão descritiva da língua serve para realizar ações, indicam uma intencionalidade.
Os Enunciados são: constativos (são afirmações, descrições ou relatos: “Eu sou professor. Eu gosto de você. O sol brilha e a Terra é redonda.”) e performativos (dizer algo é fazer. algo: “Declaro-os marido e mulher. O réu está condenado a 10 anos de prisão. Declaro aberta a sessão. Eu te perdoo.”)
Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89mile_Benveniste>. Acesso em: 18/09/2016.

John Searle, em obras: Speech actos (1969) e Expression and meaning (1979), evidencia 05 categorias de atos de linguagem:
• representativos (com verbos declarandi ou  dicendi),  (mostram a crença do locutor quanto à verdade de uma proposição: afirmar, asseverar, dizer);
• diretivos (para o DESTINATÁRIO ou "alocutário", http://www.priberam.pt/dlpo/alocut%C3%A1rio [consultado em 18-09-2016]: pedir, mandar, etc.),
• compromissivos (prometer, garantir),
• expressivos (expressam sentimentos: desculpar, agradecer, dar boas vindas);
• declarativos  (produzem uma situação externa nova: batizar, demitir, condenar).
_____________
Atos representativos (com verbos declarandi ou  dicendi são os verbos de elocução:

A elocução refere-se à maneira pela qual alguém se expressa, quais palavras usa para fazê-lo.

Áreas semânticas: (GARCIA, 1986, p.131)
DIZER – afirmar, declarar;
PERGUNTAR – indagar, interrogar;
RESPONDER – retrucar, replicar;
CONTESTAR – negar, objetar;
CONCORDAR  – assentir, anuir;
EXCLAMAR  – gritar, bradar;
PEDIR – solicitar, rogar;
EXORTAR  – animar, aconselhar;
ORDENAR – mandar, determinar

GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna:Aprenda a escrever, aprendendo apensar. 13.ed. Rio de Janeiro: FGV, 1986. (Biblioteca de Administração Pública, 14)


Disponível em: <https://pt.scribd.com/doc/77282143/Lista-de-Verbo-Dicendi>. Acesso em: 18/09/2016.

 “Austin parte da teoria pragmática de Wittgenstein de que é o uso das palavras em diferentes interações linguísticas que determina o seu sentido. Esse sentido, porém, não se reduz apenas ao das proposições declarativas do tipo: "a parede é azul".
“Tipos de expressão
Disponível em: <http://educacao.uol.com.br/disciplinas/filosofia/filosofia-da-linguagem-6-austin-e-searle-e-os-atos-de-fala.htm>. Acesso em: 18/09/2016.

Austin classificou em cinco grupos os tipos de expressões de acordo com a força ilocucionária de cada uma delas. São elas:

1) Expressões veridictivas: que dão um veredicto sobre determinado assunto, podem ser feitas por um juiz, um médico falando sobre uma doença, ou mesmo em situações cotidianas em que sustentamos algo com base em valores ou provas;

2) Expressões exercitivas: consistem em tomar uma decisão a favor ou contra determinado comportamento. Diferenciam-se da situação anterior por não serem apenas juízo, mas decisão. Exemplos: proibir, estimar, confiar, prescrever, conceder, exigir, propor etc.

3) Expressões comissivas: aquelas que comprometem o falante com o cumprimento de algo. Exemplos: jurar, garantir, provar, combinar etc.

4) Expressões conductivas: trata-se de uma reação em relação ao destino ou conduta de outros. Exemplos: felicitar, criticar, saudar, desejar, lamentar, queixar-se etc.

5) Expressões expositivas: sua intenção é tornar claro como a expressão do falante deve ser considerada para permanecer fiel ao seu pensamento. Exemplos: comunicar, relatar, testemunhar, reconhecer, corrigir etc.”

Disponível em: <HTTPS://PT.WIKIPEDIA.ORG/WIKI/JOHN_SEARLE>. Acesso em: 18/09/2016.

“Ato de fala é direto quando realizado por meio de formas linguísticas especializadas. Há uma entonação usada para perguntas; as formas imperativas são usadas para dar ordens ou fazer pedidos; expressões como por favor ou por gentileza são usadas para fazer pedidos ou solicitações.
Exemplos: Que horas são? (ato de perguntar); Saia daqui! (ato de ordenar); Por favor, traga-me um copo-d'água (ato de pedir).

Ato de fala é indireto (ou derivado) quando realizado indiretamente, isto é, por meio de formas linguísticas típicas de outro tipo de ato. Nesse sentido, “dizer é fazer uma coisa sob a aparência de outra”.
Exemplos: Você tem um dinheiro aí? (pedido com aparência de pergunta) — Quem enuncia essa frase não está perguntando se o alocutário tem ou não um dinheiro, mas está pedindo-lhe que ceda um.
Como está abafada esta sala! (pedido com aparência de constatação) — Alguém está pedindo que o alocutário faça algo para amenizar o calor, como abrir as janelas, ligar o ventilador, o ar-condicionado etc.
Você pode fechar a porta? (pedido com aparência de pergunta) — Quem enuncia essa frase não está perguntando sobre a (in)capacidade física do alocutário de fechar a porta, mas sim pedindo-lhe que feche a porta. Seria estranho se o alocutário pensasse que a pergunta é mera curiosidade e respondesse simplesmente sim ou não”.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AUSTIN, John L. How to do Things with words. New York: Oxford University Press, 1965.
SEARLE, John R. Expression and meaning. Cambridge: Cambridge University Press, 1979.
SILVA, Gustavo Adolfo Pinheiro da. Pragmática: a ordem dêitica do discurso. Rio de Janeiro: ENELIVROS, 2005.
Disponível em: <HTTP://WWW.FILOLOGIA.ORG.BR/VIIIFELIN/41.HTM>. Acesso em: 18/09/2016.

LINGUÍSTICA TEXTUAL
A situação desdobrada pelo enunciado em enunciados revela-se em sentidos diferentes, dependendo dos contextos e dos sujeitos e sua formação discursiva ou ideológica no momento de recepção ou produção do texto oral e/ou escrito ou visual com diferentes efeitos de sentido.
A gramática normativa diante do enunciado como frase e oração isola-os da situação de produção e recepção. Isso nos leva a engessamentos e análises decorativas e artificantes, reduzidas às análises ou classes gramaticais (substantivo, adjetivo etc.) e funções sintáticas (sujeito, objeto etc.), perdendo-se a riqueza semântica e pragmática da força comunicativa das línguas em ação dos actantes ou agentes envolvidos no processo de comunicação.
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Semiótica - terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Austin é um referencial nas investigações linguísticas, postulando a concepção de linguagem performativa e pragmática, que supera a tradição de estudos linguísticos cuja visão da língua está embasada na abordagem descritiva da linguagem.
A Semiótica (“objetiva explicar e descrever o que o texto diz e como ele faz para dizê-lo.”) centraliza-se na interação sujeito/texto, a partir de uma gramática autônoma; do simples e abstrato ao complexo e concreto; com o aprofundamento de três etapas: fundamental ou estruturas mínimas, narrativo e profundo sob o olhar do enunciador.
Disponível em: < http://formaoprofes2011.blogspot.com.br/2011/12/enunciacao-discurso-pragmatica-e_8088.html>. Acesso em: 18/09/2016.

Artigo: FAZER SEMIÓTICO: subsídios para exame do espaço concreto TO MAKE SEMIOTICS: subsidies for the space concrete examination Célia Regina Simonetti Barbalho Doutora em Comunicação e Semiótica Professora Adjunta do Departamento de Biblioteconomia – UFAM simonetti@ufam.edu.br Comente este artigo no blog - Disponível em: <Ebibli = http://encontros-bibli-blog.blogspot.com/>. Acesso em: 18/09/2016.
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TEIXEIRA,Lucia. A semiótica no espelho .Cadernos de Letras da UFF , Niterói: Instituto de Letras da UFF, p. 33-49, 1996.
Disponível em: file:///C:/Users/JOSE/Downloads/371-1252-1-PB.pdf>. Acesso em: 18/09/2016.
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“Ao sujeito do fazer correspondem, as modalidades do fazer ou intencionais; ao sujeito de estado, as modalidades do ser ou existenciais. Para que o contrato seja estabelecido entre o destinador e o destinatário no momento da interação, o destinatário tem de ter um querer, dever, saber e poder-fazer.”
“A Semiótica analisa o sujeito não apenas do ponto de vista de sua competência, mas também de seu modo de existência.
Há quatro modos de existência do sujeito: potencial (crê ser), virtual (quer ou deve ser), atualizado (sabe ou pode ser) e realizado (faz ou é). Esses modos são responsáveis pela determinação de suas respectivas modalidades: Potencializantes, Virtualizantes, Atualizantes e  Realizantes.”
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Alfa, São Paulo, 51 (1): 9-22, 20079  SEMIÓTICA DAS PAIXÕES: O RESSENTIMENTO. José Luiz FIORIN
RESUMO: Este trabalho, depois de mostrar as razões por que a Semiótica sentiu necessidade de estudar, de maneira rigorosa, as paixões, nota que Greimas distingue o discurso apaixonado do discurso da paixão. Essa diferença aponta para uma dupla manifestação dos sentimentos no discurso: na enunciação e no enunciado. Naquela, cria-se um tom patêmico; neste, os afetos podem ser mencionados ou representados. A Semiótica, ao examinar as paixões, não perscruta temperamentos ou caracteres. Os efeitos de sentido passionais são construções de linguagem, pois derivam de arranjos provisórios, de intersecções e de combinações de modalidades diferentes. Depois de fazer ver que os afetos marcam profundamente a vida na universidade e que, entre eles, o mais importante parece ser o ressentimento, este estudo faz uma descrição dessa paixão e mostra as implicações de sua presença no convívio acadêmico.
PALAVRAS-CHAVE: Discurso da paixão; discurso apaixonado; modalização do ser; ressentimento; enunciação; enunciado
Disponível em: <http://www.academia.edu/18933085/SEMIOTICA_DAS_PAIXOES_O_RESSENTIMENTO_Jos%C3%A9_Luiz_Fiorin>. Acesso em: 18/09/2016.

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Manipulação em Greimas - manipulação postuladas pela semiótica discursiva
Quando convencemos, levamos o outro a “fazer acontecer”, pois ele está acreditando e aceitando conscientemente os argumentos apresentados. O convencimento pressupõe a adesão e o comprometimento com o “fazer”.
Modalidades de manipulação
Segundo Greimas, existem quatro modalidades de manipulação: a tentação, a sedução, a provocação e a intimidação.
Tentação - nesta relação, o manipulador oferece ao manipulado um objeto de valor positivo: Exemplos: quando a mãe oferece um doce ao filho se ele se alimentar bem; quando, em uma empresa, são oferecidos bônus de salários para quem obtiver melhores resultados positivos em suas metas.
Intimidação - neste caso o manipulador oferece ao manipulado um objeto de valor negativo. Ele usa o medo e faz ameaças para conseguir o que deseja. Exemplos: quando a mãe ameaça bater no filho se ele não comer tudo; quando em uma empresa, o líder levanta a possibilidade de demitir quem não atingi as metas estabelecidas.
Sedução - nesta modalidade o manipulador "mexe" com o ego e com a autoestima do manipulado atribui um juízo de valor positivo ao manipulado . Ele "levanta a moral" do seu interlocutor . Por exemplo : a mãe diz para o filho o quanto é mocinho, grande e inteligente e por isso será capaz de comer tudo sozinho. Em uma empresa o líder aponta as qualidades da equipe, exalta a importância do trabalho em grupo destaca atributos individuais dos colaboradores que beneficiam a empresa. Por orgulho e por estar com autoestima elevada, o manipulado "faz acontecer".
Provocação - neste caso ocorre o posto a sedução. O manipulador atribui juízo de valor negativo ao manipulado. Derruba a sua autoestima com objetivo de provocá-lo. Também "mexe" com o ego e com o orgulho do outro. Exemplo: quando a mãe compara o filho mais novo com o mais velho , levantando suas qualidades , é como se ela estivesse afirmando que o irmão mais novo tem as qualidades que estão faltando no irmão mais velho. Em uma empresa, a provocação ocorre quando o líder põe em dúvida o desempenho de algum colaborador.
Disponível em: <HTTP://FORMAOPROFES2011.BLOGSPOT.COM.BR/2011_12_01_ARCHIVE.HTML>. Acesso em: 18/09/2016.
‘Hoje Sou Hum; Amanhã Outro’, é de autoria de Qorpo Santo, escritor, dramaturgo, poeta, jornalista, professor.
 
Disponível em: <HTTP://PT.SLIDESHARE.NET/CAROLCASALI/SEMITICA-NARRATIVA-GREIMASIANA>. Acesso em: 18/09/2016.

   
Referências bibliográficas

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• BARROS, D. L. P. “Contribuições de Bakhtin às teorias do texto e do discurso”. In: FARACO, C. A.; TEZZA, C.; CASTRO, G. (orgs). Diálogos com Bakhtin. 3. ed. Curitiba: Ed. da UFPR, 2001.
• COURTÉS, J. Introdução à Semiótica narrativa e discursiva. Coimbra: Almedina, 1979.
• DIJK, T. V. Cognição, discurso e interação. São Paulo: Contexto, 1992.
• DUCROT, O. O dizer e o dito. Campinas: Pontes, 1988
• FIORIN, J. L. Elementos de análise do discurso. 8. ed. São Paulo: Contexto, 2000.
• GREIMAS, A. J. Da imperfeição. São Paulo: Hacker Editores, 2002.
• SEARLE, J. R. Expression and meaning. Cambridge: Cambridge University Press, 1979.
• ______________. Os Actos de fala. Coimbra: Almedina, 1984.

J B Pereira e HTTP://WWW.FILOLOGIA.ORG.BR/VIIIFELIN/41.HTM HTTP://WWW.DACEX.CT.UTFPR.EDU.BR/11_LUCIANA_CRESTANI.HTM HTTP://WWW.CELSUL.ORG.BR/ENCONTROS/04/ARTIGOS/063.HTM
Enviado por J B Pereira em 19/09/2016
Reeditado em 19/09/2016
Código do texto: T5765615
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Sobre o autor
J B Pereira
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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J B Pereira