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O CONCEITO DE CULTURA EM FRAZ BOAS por J B Pereira – resumo e comentário em 12/08/12.

Em sua obra Antropologia cultural, Boas (2004) conceitua cultura como configuração única e construída entre o local de sua diversidade e o desejo de compreensão de projeção e interesse das ciências de sua universalização.
Para ele, a antropologia pode investigar a diversidade de culturas e estudar a cultura de uma tribo cujos “traços análogos” a outras a localizariam no patamar mais amplo como fizeram “Tylor, Spencer, Bastian, Andree, Post” e outros.  (BOAS, 2004, p. 26)
As ideias não existem isoladas e de forma idênticas nas culturas. A variação é objeto da antropologia entre a singularidade e a diversidade de modus vivendi.
O antropólogo deve recorrer a outros saberes: a sociologia mensura a densidade populacional e as causas sociais simples. A origem de ideias universais é um desafio da antropologia, visto que Bastian nega tal possibilidade das invenções, ideias, costumes e crenças serem de ocorrência universal. (p. 28).
Os fenômenos etnológicos podem ter uma amplidão de causas. “A mente humana (não) obedece às mesmas leis em todos os lugares.” (p. 29) Contudo, “os fenômenos podem se desenvolver por uma multiplicidade de caminhos” (idem) Na investigação, a comparação de material selecionado deve ser visto cuidadosamente. Há um sistema dentro do qual algumas comparações funcionam para mostrar detalhes semelhantes em lugares diferentes. Contudo, é duvidoso hoje afirmar que o sistema de uma evolução uniforme e universal seja coerente. Talvez seja mais interessante estudar os processos dentro do sistema, o que muda nosso ponto de vista sobre os diferentes estágios de cada cultura. O antropólogo deseja saber como e por que razões se deu a história de desenvolvimento de crenças e costumes no bojo de cada cultura. A precisão de causas se deve a interconexão entre culturas e suas práticas em uma dada distribuição geográfica entre vizinhos tribais. Aí podem ver vistas as condições ambientais, fatores psicológicos da configuração cultural e conexões históricas no desenvolvimento processual da cultura. Pode-se desse modo retomar os estágios de cada cultura e os artefatos encontrados, sem saber talvez com precisão sua origem.  Ainda o método histórico comparativo sofre de uma fragilidade demonstrativa: os elos perdidos podem parecer mais aceitáveis à ficção romanesca ou projeção hipotética cientifica, sem concluir a veracidade dos fatos em si. Já não acreditamos mais na conexão intercontinental de semelhanças tribais. Isso foi causa suficiente nas pesquisas de Putnam, Mason, Tylor e Ratzel; hoje já não é mais!
Boas (2005) desacredita o método comparativo como precipitado e o método histórico como o melhor em seu desempenho em “abandonar o principio enganoso de supor conexões onde quer que se encontrem similaridades culturais.” (BOAS, 2004, P. 38)
Boas (2004) observa que o comportamento do individuo como parte da sociedade pode ser determinado pela sociedade como inter-relações entre indivíduos como seus constituintes e influenciar a mesma de alguma forma (solidariedade, coordenação, subordinação dos grupos, antagonismos, estrangeirismos, resistências, etc.). O nosso comportamento é condicionado socialmente. É automático. Parte é instintivo. Há tendências gerais. Há três pontos de vista das relações individuais: relações com o mundo orgânico e inorgânico, no interior dos grupos, relações subjetivamente condicionadas (luto, pudor, amor paterno, propriedade privada, etc.). Elas são vistas como dualistamente boas ou más.  O homem forjou culturas diferentes na história: os hominídeos fabricaram artefatos de pedra cerca de 2, 5 milhões de anos até o fim da última época glacial cerca de 10 mil anos. Contudo, a histórias das culturas visualizam conquistas isoladas, esquecendo-se das relações e dos hibridismos culturais, como feitos pré-históricos, a linguagem, o fogo, a roda, a imprensa, a máquina a vapor, os estudos de Mendel sobre hereditariedade, as revoluções burguesas, o capital de Marx, os sistemas religiosos como a inquisição, o padroado no Brasil, a sífilis em Casa Grande e Senzala, a relatividade de Einstein, dentre outros fatos. Assim, as condições geográficas podem ser vistas ou otimizadas diferentemente conforme o processo de avanços dos usos e bens culturais de cada povo. AS condições geográficas dos polos e desertos podem restringir de certa forma algumas maneiras de invenção ou avanços; mas, hoje, com a globalização há um nivelamento se dando aos poucos e alterando os modos de vida e de vestir ou de alimentar de certas culturas. Hoje “é infrutífero tentar explicar as cultura em termos geográficos” (p. 62)  Sabe-se que o lazer e a estabilidade local podem favorecer a produção artesanal, mas não a forjam necessariamente, pois a capacidade criativa é talento maior ou de cada grupo ou de indivíduos. A arte pode exprimir práticas religiosas. Da Vinci é um fenômeno da Renascença. Relacionar aspectos culturais implica a dinâmica de interação entre artes e ciência, sempre exigindo um exame crítico de tudo. Por exemplo, a colonização da América está ligada à presença do negro como escravo na monocultura brasileira até o século XIX; já nos Estados Unidos, o Plantation evoca o negro como condição de existência do sistema social mais plural. A hibridação cujo resultado visível é o crioulo representa a identificação plural de traços étnicos e corporais diferentes decorrentes dos cruzamentos ou acasalamentos e nas condições históricas entre clima e condições de vida.Há os aspectos seletivos desse processo híbrido de constituição de certos traços da população de uma região e continente. Os fatores “nascimento, mortalidade, migração podem ser indícios de mudanças na composição hereditárias de um grupo.” (p. 74)  A guerra projetou a mulher no mercado  mundial; “a guerra eliminou os mais fortes fisicamente. Aumentou os devastadores da humanidade como doenças e aumenta a taxa de crescimento” em dado momento.  (idem) Sabe-se que “o ritmo cardíaco é diferente no sono e na vigília, no trabalho que exercemos, da altitude”, etc. (idem) Assim, cada organismo se ajusta as condições  várias de cada cultura (alimentares, ambiente de trabalho, influências, pressões, resistências) , promovendo reações diferentes (inclusive mentais) em cada um. As condições etnológicas são possíveis na diferença entre os traços hereditários e as condições culturais de projeção de determinados grupos e etnias. A sociedade vive a constante tensão de busca de sua unidade entre as obrigações dentro dos grupos e o antagonismo contra os outros grupos paralelos. A “endogamia racial” foi sempre uma necessidade de sobreviver o grupo para “manter”-se diferente de outros no ideal de “pureza de raça”.   (p. 85)
 Aí Boas insere a preocupação de mudança social no tempo presente. Cada grupo tem sua história própria e única. O fluxo ocorre na linguagem e na história como trocas culturais desiguais. Esse é o fenômeno da aculturação. A observação nos leva aos efeitos fisiológicos, psicológicos, sociais
Houve sempre o desejo de conhecer o outro como diferente e sua cultura estranha. Os europeus consideravam os outros povos estranhos a si, o que constituiu o que chamamos de etnocentrismo ou eurocentrismo. Isso levou a construção de teorias incríveis sobre a raça, a evolução das espécies, o determinismo e a seleção natural, no século XIX em Freud, Lamark, Darwin, Levi-Srauss na América, etc. Montesquieu já, sem sair da Europa, tinha estudos interessantes e conclusões instigantes sobre os outros povos não europeus. Historicamente, algumas teorias tinham fins não tão elegantes e éticos, serviam-se para justificar a escravidão desde Aristóteles, preconceito religioso entre velho e novo mundo, superioridade genética, exploração mercantilista, tendências criminológicas entre raças, etc. Com o tempo, a ciência foi distinguindo as questões biológicas e as culturais. Em cada cultura, soube-se da capacidade inventiva de cada povo: a pólvora na China,  “o garfo em Fiji, o arpão com correia em espiral nas Ilhas Almirantado e na Roma Antiga, a domesticação de animais no Peru, o zero em Yucatán”... (p. 101) supõe-se que houve várias hordas migratórias divulgando o uso de tais inventos em diferentes lugares no planeta. “Essa interdependência de fenômenos culturais deve ser um dos temas da pesquisa antropológica nas sociedades existentes.”   (103) Por trás de tudo, Boas vê uma complexidade dos objetos estudados. Cabe a antropologia, no auxilio de outras ciências, mais do que leis gerais, investigar os fenômenos individuais em condições sociais específicas. Diversas mentalidades estão lá onde viveram massas de indivíduos com marcas culturais específicas, promovendo mudanças culturais e abrimo-nos à influência estrangeira inevitável. A universalidade e a variedade estão juntos hoje na descrição e na análise da antropologia para perceber as configurações culturais e abrir-se a um futuro diferente da humanidade.

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Quem foi Franz Boas?


Franz Boas (Minden, 9 de julho de 1858 — Nova Iorque, 21 de dezembro de 1942) foi um antropólogo teuto-americano.
Nascido numa família judaica liberal, seu pai, Meier Boas, era um comerciante de sucesso e sua mãe, professora de jardim da infância. Ambos os pais de Boas eram influenciados pelo "espírito" da Revolução de 1848 mesmo anos após o seu término. A influência dos princípios políticos de seus pais durante sua infância e adolescência teriam reflexos na formação de suas idéias pioneiras sobre raça e etnicidade.
Sua primeira inserção no campo científico não se deu a partir da Antropologia, mas sim da Física, curso no qual Boas se qualificou como doutor pela a Universidade de Kiel em 1881. Através de sua dissertação de doutorado "Contribuições para o Entendimento da Cor da Água" Boas buscou demonstrar como os domínios da experiencia humana "através dos conceitos de quantidade … não eram aplicáveis". Foi em uma viagem para Baffinland com a intenção de escrever um livro sobre psicofísica, enquanto trabalhava com um grupo de esquimós (inuit) que Boas vivenciou a sua primeira experiência de campo. Tal experiência foi determinante para sua mudança disciplinar e o início de suas reflexões antropológicas.
Em 1887 Boas emigrou para os Estados Unidos, mas somente depois de sua primeira publicação tornar-se-ia referência como antropólogo. Em 1892, tornou-se professor de antropologia na Universidade Clark, em Worcester. Em 1896, foi indicado curador assistente de Etnologia e Somatologia do Museu Americano de História Natural. No mesmo ano, foi nomeado leitor de Antropologia Física da Universidade Columbia, e promovido a professor de Antropologia em 1899. Na época, os vários antropólogos que lecionavam em Columbia distribuíam-se por diferentes departamentos. Quando deixou o Museu de História Natural, Boas negociou com a universidade a reunião desses vários professores em um único departamento, do qual ele próprio seria o responsável. O programa de PhD em antropologia da Universidade Columbia, criado por Boas, seria o primeiro da América.
Diferente dos evolucionistas que dominavam a Antropologia em seu princípio, Boas argumentava que em contraste com o senso comum, raças distintas da caucasiana, "raças como os índios do Peru e da América Central haviam desenvolvido civilizações similares àquelas nas quais as civilizações européias tinham sua origem". Embora seus escritos ainda reflitam um certo racismo inerente ao seu tempo, Boas foi pioneiro nas idéias de igualdade racial que resultaram nos estudos de Antropologia Cultural da atualidade. Como orientador de antropólogos notáveis como Margaret Mead, Melville Herkovits, Ruth Benedict, Boas ficou conhecido posteriormente como pai da Antropologia contemporânea. Influenciou profundamente o escritor brasileiro Gilberto Freyre, autor de obras marcantes sobre a formação social brasileira.
De todas as suas idéias, a formulação do conceito de etnocentrismo e a necessidade de estudar cada cultura singularmente por seus próprios termos exercem, ainda nos dias de hoje, uma enorme influência nos estudos antropológicos. Em sua obra, Boas se contrapôs aos evolucionistas, que compreendiam as culturas das sociedades não-caucasianas como inferiores. É através de seus estudos que a idéia de uma escala evolutiva das sociedades partindo de agrupamento de homens "selvagens" ou "naturais" e chegando as "sociedades civilizadas" européias vai sendo gradualmente abandonada pelos estudos antropológicos.
…Dois índios particularmente responsáveis foram enviados pelo conselho dos anciões a visitar um grupo que quase uma geração antes havia se separado para caçar em uma região pouco conhecida e mantivera só contato esporádico com a tribo. À volta, relataram sobre seu encontro com os representantes do grupo: tinham constituído uma espécie de novo conselho dos anciões e deram as informações desejadas sobre a região. Os dois emissários expuseram "verbatim" (literalmente), o conteúdo das conversas imitou as expressões dos rostos dos interlocutores, que para nós europeus parecem sempre impassíveis, mas das quais os índios detectam as mínimas nuances, salientaram uma sombra de reticência, num determinado momento e contribuíram na análise dos resultados da empresa, realizada pelo conselho: lá devia haver mais facilidade de caça do que os membros do grupo queriam admitir. (FRANZ BOAS, 1890, de uma carta a um amigo na Alemanha, na qual comunicava que decidira dedicar-se exclusivamente à antropologia.)
[editar]Contribuição teórica

Franz Boas criticou com veemência os determinismos biológicos e geográficos, além da crença no evolucionismo cultural. Boas apontava que cada cultura é uma unidade integrada, fruto de um desenvolvimento histórico peculiar. Enfatizou a independência dos fenômenos culturais com relação às condições geográficas e aos determinantes biológicos, afirmando que a dinâmica da cultura está na interação entre os indivíduos e sociedade. Dentre suas obras principais, destacam-se: "The Mind of Primitive Man", de 1911 (A Mente do Homem Primitivo), "Primitive Art", de 1927 (Arte Primitiva), e "Race, Language and Culture", 1940 (Raça, Linguagem e Cultura).
Além das severas críticas que fez ao método evolucionista, Boas também criticou o hiper-difusionismo e o funcionalismo, ambos em evidência na época.
O evolucionismo buscava leis gerais que regessem toda a humanidade, concebendo uma evolução igual para todas as sociedades. Os fenômenos semelhantes que ocorrem em épocas e lugares diferentes provariam a existência de uma origem comum da humanidade. Boas, pelo contrário, afirmava que esses fenômenos similares poderiam ter se originado por caminhos diversos, e que o mesmo fenômeno tem sentidos variados em cada cultura. Antes de se fazerem suposições, devia-se investigar a fundo as causas dos fenômenos, utilizando-se da investigação histórica, tão defendida por ele. O segundo método, o hiper-difusionismo, atribuia a criatividade a alguns poucos grupos - como egípcios e gregos - que passariam o seu legado para outras culturas. Boas critica ainda o funcionalismo que vê as culturas enquanto meras adaptações do Homem às suas necessidades, naquilo de C. Geertz chamaria de "visão estratigráfica". Isto é, enquanto os funcionalistas vêem a cultura como algo limitado pelo biológico e pelo ambiente. Boas embora reconheç esta limitação, sugere que a cultura pode, por vezes, ultrapassá-las.
Além disso, Boas inaugura o conceito de culturas, no plural, através do particularismo histórico - onde cada cultura tem sua própria história. Segundo o pesquisador teuto-americano todas as culturas são dinâmicas, sofrem mudanças ao longo do tempo. Logo, o objetivo da pesquisa antropológica, para Boas, está em compreender os processos adjacentes aos fenômenos dessas culturas particulares, e qual sentido os membros de uma cultura atribuem às suas práticas. Ao invés de estabelecer leis gerais - como pensavam os evolucionistas -, historiografias da origem - como insistiam os difusionistas - ou listas de objetos com funções correlatas - como queriam os funcionalistas. É importante ressaltar, no entanto, que os evolucionistas não eram necessariamente racistas, mas etnocêntricos, visto que admitiam o "selvagem" como uma etapa inicial rumo ao lugar elevado que a Europa assumia na linha evolutiva.
[editar]Citações

"Recebemos uma lista de invenções, instituições e idéias, mas aprendemos pouco ou nada sobre o modo pelo qual o indivíduo vive sob essas instituições, com essas invenções e idéias, assim como não sabemos como suas atividades afetam os grupos culturais dos quais ele participa. As informações sobre esses pontos são extremamente necessárias, pois a dinâmica da vida social só pode ser compreendida com base na reação do indivíduo à cultura na qual vive."
"Até agora temos nos divertido com devaneios mais ou menos engenhosos. O trabalho sólido ainda está todo a frente."
"Na etnologia, tudo é individualidade".
Arte Primitiva, 1927:
"Qualquer pessoa que tenha vivido com tribos primitivas, que tenha partilhado as suas alegrias e tristezas, as suas privações e abundâncias, que veja nelas não apenas objetos de estudo a serem examinados, como células a um microscópio, mas seres humanos pensantes e com sentimentos, concordará que não existe uma ‘mente primitiva’, um modo de pensar ‘mágico’ ou ‘pré-lógico’, mas cada indivíduo numa sociedade ‘primitiva’ é um homem, uma mulher, uma criança da mesma espécie com o mesmo modo de pensar, sentir e agir que qualquer homem, mulher ou criança da nossa sociedade."
"A nossa experiência tradicional ensinou-nos a considerar o curso dos acontecimentos objectivos como o resultado de uma causalidade objectiva e definida. Uma causalidade inexorável que governa este mundo, e o mundo exterior, não pode ser influenciada por condições mentais. (...) Nosso ambiente cultural inculcou-nos este ponto de vista de tal modo que aceitamos como elementar a impossibilidade de os fenômenos materiais, exteriores ao domínio do comportamento humano, poderem ser influenciados por processos mentais, subjectivos. Porém, todo o desejo ardente implica possibilidade de realização (…)que comprovam a fragilidade da nossa pretensão a uma visão racional do mundo."
"Certa vez, numa visita à Colúmbia Britânica comprei a uma mulher já de idade um saco executado num tear, decorado com uma série de losangos e pequenas figuras bordadas em forma de cruz. Após ter perguntado, fiquei a saber que o saco fora comprado a uma tribo vizinha e que a nova proprietária nada sabia do significado original do padrão decorativo (…) À nova proprietária, pareceu-lhe que os losangos se assemelhavam a lagos ligados entre si por um rio. As diferentes cores do losango pareceram-lhe sugestivas das cores dos lagos: um bordo verde, a vegetação da margem; uma área amarelada no interior, as águas pouco profundas; e, um centro azul, as águas profundas. A interpretação não lhe pareceu suficientemente clara e então completou-a bordando pássaros voando em direção aos lagos. Deste modo, deu um maior realismo à sua concepção e tornou-a mais inteligível para os seus companheiros."
"Como em todas as outras questões étnicas, devemos evitar tratar as tribos como unidades padronizadas. As variações individuais, tanto em termos de aparência física como de vida mental, são tão importantes na sociedade primitiva como na nossa sociedade."
"A grande variedade de interpretações para a mesma figura, por um lado, e, por outro, o número de formas através das quais uma mesma ideia ganha expressão, demonstram que (…) existe uma certa associação entre o modelo artístico geral e um determinado número de ideias que são selecionadas de acordo com o uso da tribo e, também, de acordo com o interesse do indivíduo que, no momento, fornece a explicação".

A Wikipédia possui o portal:
Portal de antropologia
[editar]Obras em português

1938, A Mente do Ser Primitivo, RJ, Vozes, 2010 (Interne Archive en. Jul. 2011)
MOURA, Margarida Maria. “Nascimento da antropologia cultural: a obra de Franz Boas." São Paulo: Ed. Hucitec, 2004.
Textos selecionados
Stocking Jr., George W. (org.) Franz Boas: a formação da antropologia americana 1883-1911. RJ Contraponto Editora/ UFRJ, 2004
Castro, Celso. (org.) Antropologia cultural / Franz Boas. RJ, Zahar, 2010
Em espanhol
Franz Boas: textos de antropología, Editorial Centro de Estudios Ramón Areces, Madrid, 2008,
"The Relation of Darwin to Anthropology" («La relación de Darwin y la antropología») notes for a lecture; Boas papers (B/B61.5) American Philosophical Society, Philadelphia. Published on line with Herbert Lewis 2001b.
1911, The Mind of Primitive Man (La mente del hombre primitivo)
1928, Anthropology and Modern Life (Antropología y vida moderna) (2004 ed.)
1940, Race, Language, and Culture (La raza, el lenguaje y la cultura)
1947, El Arte Primitivo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Franz_Boas
J B Pereira, Franz Boas (2004) e resenha de J B Pereira
Enviado por J B Pereira em 12/08/2012
Código do texto: T3827431
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
J B Pereira
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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J B Pereira