A felicidade tem preço?
Há pessoas que desnudam suas vidas com a maior facilidade. Isso é muito comum em sala de espera de consultório. O início da conversa, geralmente, é sobre as previsões meteorológicas; em seguida, o motivo que as fizeram marcar a consulta; posteriormente, desatam a narrar seus problemas e inquietações; e mais: esperam que os ‘ouvintes’ opinem! Aí, começa o que denomino de prática da psicologia do achismo. A gente passa a achar isso ou aquilo, sem a noção exata do que realmente acontece na vida daquela pessoa.
Esse tipo de episódio aconteceu comigo a semana passada. Estava aguardando ser atendida pelo oftalmologista quando uma mulher, aparentando uns 35 anos, sentou-se ao meu lado. Ela ajeitava os cabelos um pouco desalinhados, pela fina chuva que caia lá fora. Olhou-me e começou a reclamar da mudança do tempo, pois, provocou engarrafamento e seu atraso aos compromissos. Sorri, disse um “pois é...” e continuei a ler a revista.
Impaciente, ela escolheu uma revista, folheou-a e recomeçou a conversa. Estava indignada mostrando a foto de celebridades recém-casadas, após três meses de namoro. Disse ela: “Esses artistas não sabem o que querem, trocam de parceiros, como de roupas”. Desse assunto a falar sobre sua vida foi um pulo! Relatou as decepções amorosas e os últimos acontecimentos de seu lado afetivo. Nessa hora, abandonei a revista e passei a escutá-la. Então, questionou-me sobre o preço a pagar pela felicidade. A psicologia do achismo incorporou em mim. Ela ouvia-me atentamente. Mas, que pena... Era a minha vez de ser atendida e nos despedimos. Passei o resto do dia pensando nisso:
A felicidade tem preço?
Todos buscam a felicidade! Sonhar em ser feliz é sonho pensado e muito procurado. Cada pessoa imagina e corre atrás de seu sonho de forma diferente ou, até, fica sentada com a “boca cheia de dentes” esperando ele realizar-se! A escolha em ser feliz, em determinado momento, traz um peso muito grande. É uma opção que gera uma infelicidade em outros setores da vida...
Mas será que vale à pena?
Há vidas entrelaçadas por sentimentos de amor e que, aos poucos, os corações ficam distantes, as almas desoladas e a cumplicidade limitada. Na estrada da vida, quando os passos estão em desarmonia e os pensamentos desencontrados logo deixam o amor abalado.
A felicidade, nós sabemos, é uma busca incessante. Às vezes, ela se resguarda por inteira mesmo estando ao nosso alcance; Não é aceita por esbarrar em conceitos preestabelecidos. Nesse caso, a felicidade surge incompleta, imperfeita... As amarras dificultam a liberdade sonhada, porém se a vida é para ser vivida e o presente é o que importa, para que retardar a felicidade se ela bate à nossa porta!
E o que dizem os amigos? Algumas pessoas entendem que amigo verdadeiro é o que dar conselhos, compreende, aceita e não censura, pois se isso for mudado a amizade é chué! O que fazer, então, para se calar e não enxergar com ‘ar’ de censura? É difícil, isso eu sei... Ai, ai, que vida dura!
Para vivenciar novos caminhos é preciso grandes mudanças. Não basta ter coragem. É mais do que destemor, aventura e pensamento libertador... Há necessidade de desprendimento de outras coisas, pessoas e até lugares. É um ganho que em contrapartida, poderá gerar perdas. E perdas significativas.
A pessoa sabe o caminho a seguir, mas a situação a faz recuar e sofrer com a passividade. É uma luta perdida em prol de uma sociedade que fala em bem-estar espiritual, felicidade como prioridade, mas com a ótica dessa sociedade. Se assim não for, é preciso muita confiança e certeza para não ganhar um sonho e perder o que já se conquistou.
(Foto extraida do site www.leticiathompson.net)
Há pessoas que desnudam suas vidas com a maior facilidade. Isso é muito comum em sala de espera de consultório. O início da conversa, geralmente, é sobre as previsões meteorológicas; em seguida, o motivo que as fizeram marcar a consulta; posteriormente, desatam a narrar seus problemas e inquietações; e mais: esperam que os ‘ouvintes’ opinem! Aí, começa o que denomino de prática da psicologia do achismo. A gente passa a achar isso ou aquilo, sem a noção exata do que realmente acontece na vida daquela pessoa.
Esse tipo de episódio aconteceu comigo a semana passada. Estava aguardando ser atendida pelo oftalmologista quando uma mulher, aparentando uns 35 anos, sentou-se ao meu lado. Ela ajeitava os cabelos um pouco desalinhados, pela fina chuva que caia lá fora. Olhou-me e começou a reclamar da mudança do tempo, pois, provocou engarrafamento e seu atraso aos compromissos. Sorri, disse um “pois é...” e continuei a ler a revista.
Impaciente, ela escolheu uma revista, folheou-a e recomeçou a conversa. Estava indignada mostrando a foto de celebridades recém-casadas, após três meses de namoro. Disse ela: “Esses artistas não sabem o que querem, trocam de parceiros, como de roupas”. Desse assunto a falar sobre sua vida foi um pulo! Relatou as decepções amorosas e os últimos acontecimentos de seu lado afetivo. Nessa hora, abandonei a revista e passei a escutá-la. Então, questionou-me sobre o preço a pagar pela felicidade. A psicologia do achismo incorporou em mim. Ela ouvia-me atentamente. Mas, que pena... Era a minha vez de ser atendida e nos despedimos. Passei o resto do dia pensando nisso:
A felicidade tem preço?
Todos buscam a felicidade! Sonhar em ser feliz é sonho pensado e muito procurado. Cada pessoa imagina e corre atrás de seu sonho de forma diferente ou, até, fica sentada com a “boca cheia de dentes” esperando ele realizar-se! A escolha em ser feliz, em determinado momento, traz um peso muito grande. É uma opção que gera uma infelicidade em outros setores da vida...
Mas será que vale à pena?
Há vidas entrelaçadas por sentimentos de amor e que, aos poucos, os corações ficam distantes, as almas desoladas e a cumplicidade limitada. Na estrada da vida, quando os passos estão em desarmonia e os pensamentos desencontrados logo deixam o amor abalado.
A felicidade, nós sabemos, é uma busca incessante. Às vezes, ela se resguarda por inteira mesmo estando ao nosso alcance; Não é aceita por esbarrar em conceitos preestabelecidos. Nesse caso, a felicidade surge incompleta, imperfeita... As amarras dificultam a liberdade sonhada, porém se a vida é para ser vivida e o presente é o que importa, para que retardar a felicidade se ela bate à nossa porta!
E o que dizem os amigos? Algumas pessoas entendem que amigo verdadeiro é o que dar conselhos, compreende, aceita e não censura, pois se isso for mudado a amizade é chué! O que fazer, então, para se calar e não enxergar com ‘ar’ de censura? É difícil, isso eu sei... Ai, ai, que vida dura!
Para vivenciar novos caminhos é preciso grandes mudanças. Não basta ter coragem. É mais do que destemor, aventura e pensamento libertador... Há necessidade de desprendimento de outras coisas, pessoas e até lugares. É um ganho que em contrapartida, poderá gerar perdas. E perdas significativas.
A pessoa sabe o caminho a seguir, mas a situação a faz recuar e sofrer com a passividade. É uma luta perdida em prol de uma sociedade que fala em bem-estar espiritual, felicidade como prioridade, mas com a ótica dessa sociedade. Se assim não for, é preciso muita confiança e certeza para não ganhar um sonho e perder o que já se conquistou.
(Foto extraida do site www.leticiathompson.net)