RASTEJAR
Francisco de Paula Melo Aguiar
O comportamento humano é sempre desconhecido.
É de vaca desconhecer o bezerro para se atingir a fama, para muita gente vale tudo.
Para se observar isto basta ler ou ouvir os noticiários diários da imprensa de muro baixo e ou de muro alto ou às redes sociais.
É roupa suja para se perder de vista para ser visto ou aparecer na mídia como ela é no espetáculo de tudo que tem de bom e de ruim no mundo desde que o mundo é mundo.
Uma certa vez em lendo por acaso um trecho escrito pelo escritor, poeta, clérigo, critico literário e prosador satírico anglo-irlandês Jonathan Swift (1667-1745) , onde ele reflete de forma literal e crítica sobre os comportamentos humanos dos indivíduos motivados pela ambição, isto mesmo sem exceções e ou raríssimas exceções, a exemplo do comportamento humano de Jesus Cristo, porque o lado ou comportamento divino do Salvador já conhecemos e nenhum ser humano fora Ele é capaz de ter.
E o escritor antes citado aponta que em busca de ascensão, tem gente que muitas vezes recorrem a a Deus e ao Diabo, a atos infames e degradantes, porque quer as alturas de quaisquer formas ou maneiras, o importante é ter, comparando a postura de “subir” à de “rastejar” , assim como as cobras com ou sem peçonha.
Diante disto, o pensamento do dito autor provoca uma reflexão sobre a moralidade privada e os valores pessoais individuais diante do desejo puro e simples para alcançar puder e ou sucesso, se envolvendo em tramoia ou corrupção de todos os naipes ideológicos em nome da ambição e da lei do menor esforço, onde tudo tem preço e não valor, que ética esta gente tem já que é farinha do mesmo saco de lixo jogado no meio da rua para entupir os bueiros da levada pública das ruas das grandes e pequenas cidades do mundo, diante da falta do esgotamento sanitário adequado.
É assim mesmo, o id, o ego e o superego das pessoas são distintos porque tem ambições recíprocas ou invejas do que um tem e os outros não têm.