O Assalto Frustrado
Um dia como outro amanhecia na maviosidade da Belém, das saudades. Quando o cheiro de café já ascendia na casa do Senhor Darciel, enquanto do outro lado da Bernaldo Couto, na casa do seu Waldemar, um papagaio irrequieto gritava alegremente, que já iniciava um novo dia.
Tia Dina, deitada na rede com o seu filho, Higino febril, com a garganta inflamada e sob uma febre quase controlada, ouviu um barulho na cozinha e quis se levantar sem acordar o seu filho ênfermo, porém se deparou com uma pessoa desconhecida no quarto aberto ao lado da sala, que ordenou-a com um revólver, manter o silêncio.
A angustia da impossibilidade tomou conta dos seus nervos porque ali, além do seu filho consigo na rede, seu marido, Ademar, logo abaixo dormia profundamente.
Dentre as situações, que se dissolviam naquele espaço, outras preocupações, vinham à tona. Como a de algum dos seus outros três filhos no quarto anterior acordassem, de repente ou de sua mãe, Nazaré, que dormia numa rede na cozinha levantasse.
As horas passavam, caminhavam sob uma angustia, uma ansiedade, que aprisionava qualquer decisão. Não permitindo, a ela, ir além de assistir calada, aqueles três individuos carregarem a empilhar as coisas do seu suor a depositar próximo a janela da sala.
Ela até queria não acreditar, mas estava acontecendo em sua casa um assalto, que a impossibilidade de reação fustigava ao conflito do bom senso ao impuldo desvairado de uma reação.
As horas caminhavam angustiante, cobrando uma reação, fustigando um conflito entre o bom senso e o impulso desvairado de uma reação.
Quando os pensanentos foram se acostumando a situação. Deu pra pensar e enxergar, que os três meliantes estavam com foco na sala e se prendiam a destrancar a janela.
Quando enfim a abriram um deles, imefiatamente pulou-a e logo recebeu dois ventiladores e o toca fitas.
Ainda tinha a televisão, o frigo bar e outras coisas menos relevantes.
De um salto...imbuída na coragem e impetuosidade feminina, ela foi a porta lateral, exatamente, quando eles conseguiram colocar a televisão pra fora, ela chamou o vizinho:
- Seu Darciel...seu Darciel tem ladrões em casa.
Naquela época, ainda se estava sob os efeitos dos grandes heróis do faroeste, que tomavam conta das tvs brasileiras.
Então, ao ouvir o clamor da vizinha, seu Darciel pegou o seu revolver e veio em socorro atirando na direção dos bandidos:
- Pei...
E correndo com a arma em punho pela lateral da casa.
Esse tiro e o barulho comprometeu o quase bem sucedido assalto. Pois os bandidos ficaram atônitos. O que ja estava lá fora recebeu a companhia de um outro, que pulou a janela sem saber como, deixando tudo para trás, pra juntos embarcarem numa carreira a tentarem despistar a persseguição frenética empreendida pelo seu Darciel.
O terceiro, coitado, atarantado nem acertava pular a janela. Mas o fez, mais do que depressa, quando viu o tio Ademar levantar e a cavalaria despertada, dos três rapazes, Aldenir, Adevaldo e Júnior que acordaram e ainda de pijama se municiaram das trancas, de proteção da casa para melhor incentivar a fuga do ladrão, que saiu em disparada na sombra da madrugada pra desaparecer e ficar só na lembrança dessa história.