O Eco

O eco, esse fenômeno mágico que sempre me encantou desde criança. Lembro-me com carinho dos dias em que eu corria pelo quintal dos meus avós, buscando aquele lugar especial onde o eco se fazia presente.

No quintal, havia um barracão de cal ao lado das bananeiras. Era ali que eu e meus primos passávamos horas brincando de corre-corre. Aquele espaço era perfeito para nossas aventuras infantis, com suas paredes altas e aconchegantes.

Era ali, naquele pequeno recanto, que o eco ganhava vida. Cada grito, cada risada, cada palavra que pronunciávamos era devolvida pelo eco, como se o próprio quintal estivesse nos respondendo. Era uma sensação mágica, como se estivéssemos conversando com um amigo invisível.

Lembro-me de como ficávamos empolgados ao descobrir o poder do eco. Gritávamos cada vez mais alto, experimentando diferentes palavras e sons, apenas para ouvir aquela resposta distorcida e engraçada. Era como se o próprio ambiente estivesse brincando conosco, nos desafiando a encontrar novas formas de nos divertir.

O eco do quintal dos meus avós se tornou nosso companheiro de brincadeiras. Ele nos acompanhava em todas as nossas aventuras, nos fazendo rir e nos enchendo de alegria. Era uma conexão única com a natureza, uma forma de interagir com o mundo ao nosso redor.

Às vezes, quando o eco nos respondia, imaginávamos que ele era um ser mágico, um guardião invisível do quintal. Acreditávamos que ele nos protegia e nos guiava em nossas travessuras infantis. Era uma crença ingênua, mas que nos trazia conforto e nos fazia sentir especiais.

Com o tempo, as brincadeiras no quintal dos meus avós foram ficando para trás. A vida adulta chegou, e as responsabilidades tomaram conta do meu dia a dia. Mas o eco, esse sempre permaneceu em minha memória.

Hoje, eu estou pronto para me lembrar da criança que um dia fui. E, por alguns instantes, eu me permito voltar no tempo, correndo e gritando, sentindo novamente aquela alegria pura e descomplicada.

O eco do quintal dos meus avós me ensinou a valorizar as pequenas coisas da vida, a encontrar prazer nas brincadeiras simples e a aproveitar cada momento. Ele me mostrou que, mesmo com o passar dos anos, é importante manter viva a criança que existe dentro de nós.

E assim, mesmo que o tempo passe e as brincadeiras mudem, o eco sempre estará presente em minha vida, lembrando-me da magia e da inocência da infância. E, quem sabe, um dia eu meus filhos possam compartilhar essa experiência com seus próprios filhos, apresentando-lhes o maravilhoso mundo do eco no quintal dos avós.

pedroluizalmeida
Enviado por pedroluizalmeida em 27/02/2024
Código do texto: T8008684
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