LIMITES

 

Atualmente, tenho observado que a maioria de nossos alunos apresenta necessidades de respostas para as suas preocupações sociais: valores, deveres e direitos, passando por outros fatores, como autoridade, disciplina e ausência de limites.

Alguns jovens dizem que a sociedade está vivenciando um momento de "mal-estar" ético: a falta de respeito.  Há insatisfações generalizadas sobre hipocrisia, desonestidade, egoísmo, vandalismo, violência e imoralidade.  No entanto, esta crise não deve sufocar as perspectivas de um amanhã melhor.  Outros consideram que a degradação de valores não é muito profunda, porém reivindicam encontros para discutirem os novos princípios de vida.

Sabe-se que a família e a escola são, hoje, quase que os únicos responsáveis pela construção da moral.  Logo, cabe-lhes pautar atitudes e comportamentos por normas e por limites claros, os quais não devem, em nenhum momento, ser vistos apenas como pontos extremos, proibição ou algo a não ser transposto.

É importantíssimo à criança e o adolescente saberem discernir se o limite estabelecido é um chamado a entrar para o outro lado ou, pelo contrário, uma determinação para ficarem de um só lado; as duas alternativas existem: "o dever transpor e o dever não transpor".

São os limites que levam a construir e aprender a gostar, a respeitar e a admirar aqueles que preservam suas individualidades.  Uma ação educativa é pré-requisito para aceitar e ponderar os limites sociais.

 

"O problema da liberdade não se restringe às limitações a quem vive em sociedade. É preciso ainda saber que ações os homens aceitam normatizar em nome da cultura". (Yves de La Taille)

Ilda Maria Costa Brasil
Enviado por Ilda Maria Costa Brasil em 24/01/2024
Código do texto: T7983594
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