O que se vai falar aqui é da vida do ponto de vista de um sexagenário que ainda, e penso que seja bom assim, tem muito a aprender e pouco a ensinar. 

Mas isso não me deixa à margem para falar um pouco do que venho entendendo.

Dizer que a vida é bela, é o mínimo, e quem a cantou soube defini-la muito bem, ...e a vida, diga lá o que é meu irmão.

Perceber que para conhecer o alvorecer é necessário passear pela escuridão. Que para ver brotar a rosa é preciso antes soterrar a semente e esquecê-la por um tempo no subsolo. Que para entender a felicidade é preciso uma hospedagem na tristeza. Que sem a sombra não perecemos a luz. Que só damos valor à presença, mesmo do mais intransigente, somente quando o perdemos. Tal a amizade, só se percebe na adversidade. Sem os trovões, como apreciar o silêncio. Que mais vale uma criança correndo pela casa imitando um carro do corpo de bombeiros, ao silêncio consumido pela doença agonizante. Que é melhor ouvir, ver, sentir à completa alienação. Que só se dá valor às pequenas conquistas quando se perde. Por isso tudo é que a vida é estranha, porém, fascinante.

Ver as coisas como um completo 

Ignorante, nos faz entender e

Dar valor a cada uma das nossas

Amizades ao longo da vida.

 

Hora do Café com Blues no KYOZKY