CARTA AO PROFESSOR ANDRÉ

Ribeirão Pires, 19 de Abril de 2022

Querido Professor André

Primeiramente espero que esteja bem, por mais que as intempéries da vida possam nos desviar de nossas ocupações e prazer da profissão. A princípio reitero que você caro professor tomou as devidas atenções ao caso e a sua pessoa, falando com colegas, autoridades e a diretoria da escola, colocou a cara a bater diante do aluno literalmente, a respeito das mudanças que nossas utopias internas tendem a colocar diante desse mundo obscuro deverás. Informo-lhe que te desejo condolências e queria muito fazer mais por ti do que somente lhe escrever. Impossível me colocar em seu lugar mas fique firme, o otimismo mora no seu e no meu coração.

Fale novamente com o aluno Carlos, e escolha um momento que ele esteja aberto o máximo pra te ouvir (embora sei de seu temperamento), vamos combinar ver sempre ele como alguém desfavorável, por tal seu comportamento demonstra uma clara falta de seu seio familiar, aqui é um país que infelizmente não abraça esse tipo de dificuldade. Começando assim, te indico agir com a cautela de sempre, já que pouco apoio temos da diretoria e autoridade.

Não desanime pelas pedras em seu caminho, com essa bela demonstração de inquietude que teve no caso do aluno de temperamento algoz Carlos, mostra seu caráter afilado com a justiça e a honra em nossa profissão; pois quem te escreves é um sujeito que quer alcançar sua devida ocupação, pois estudo graduação em licenciatura, por tal me coloco em sua situação diante todo esse sistema omisso e quanto suas filhas vítimas e delinquentes. Persiste até onde você não se machuque, escreva para Carlo se preciso, assim como nessa folha depositei sinceros estímulos a sua pessoa e passagem atual, nunca desista da profissão das profissões e mantenha a cabeça erguida porque longos e honrados serão os dias daqueles que lutam em prol dos pequenos e erguem-se aos grandes omissos.

Um abraço do Aluno que almeja ser Professor.

João Victor de Souza S. Filgueira