A alegria e melancolia de ser eu.

Abstrato como um sonho, aquilo que não pode ser visto a olho nu! Aliás, a nenhum olho.

Porque só em transe profundo e mergulhado em si você é capaz de sonhar.

Uma dádiva de algum ser superior, algo ofertado as vezes, por pouco tempo... Tão especial que ao acordar nem lembramos o que aconteceu no sonho

Duas pedras de gelo, o gelo água de côco. Duas doses de whisky, desses que idolatram por aí.

Soberba? Talvez!

Prefiro encarar de duas formas!

1- Uma oferta minha a mim mesmo pela guerra que travo todos os dias para não enlouquecer.

2- Um belo trago de alcoolismo que me acompanha quase invisível deixando a sua marca a cada dose!

Resta-me escolher qual violino se encaixa melhor na minha valsa!

Porque se estou dançando, que pelo menos seja ao som da minha música com alguém cantarolando em bemóis.

Uma ciranda de notas cromáticas baixinhas para não acordar, um staccato alto para não dormir, Piu forte, forte, forte como o whisky e leve como a água de côco...

Para a primeira de todas as manhãs, para a saideira de todos os dias.

A mim, e ao meu eu no divã.

Saúde!

São Paulo sexto dia do mês de Nossa Senhora de dois mil e vinte e dois, ano de nosso senhor Jesus Cristo.

Laudo Costa

Laudo Costa
Enviado por Laudo Costa em 06/10/2022
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