A Vassoura venceu a Espada
Se, como hoje, adolescente de 17 anos pudesse votar, em 1960 eu teria votado em Jânio Quadros, "o homem da vassoura", que derrotou o Marechal Henrique Teixeira Lott, "o homem da espada."
A vassoura, segundo o próprio candidato, seria para varrer a corrupção. Isto segnifica que o desvio de conduta do homem já vinha de longe. O escritor Laurentino Gomes, em suas obras com os títulos 1908, 1922 e 1889, chega a afirmar que já herdamos da Corte Portuguesa.
Mas, se hoje, o Brasil já é uma potência econômica maior que Portugal, nem deveria se queixar da "herança maldita."
Jânio Quadros, que renunciou alegando "forças ocultas", não teve peito para enfrentar aquilo que o elegeu: acabar com a corrupção.
O Presidente atual empunhou a mesma bandeira e alguns dos seus opositores chegaram a dizer que ele não resistiria a mais de 60 dias no poder. Se já ultrapassou 3 anos, mesmo levando pedradas por todos os lados, uma coisa ele teve mais que Jânio Quadros: coragem.
Ora, se foge à liturgia do cargo, com seu pavio curto, isso agrada a muita gente, que não tolera a incoerência de outras instituições, que, como ele próprio diz, "sai das quatro linhas da Constituição."
Agora já não são "forças ocultas", como dizia Jânio Quadros, mas, muito visíveis, como mostra a mídia.
Para dor de cotovelos daqueles que profetizavam sua renúncia, como fez Jânio Quadros, o capitão, ex-baixo clero da Câmara, superou forças poderosas e lá está no topo do poder, coisa que os velhos caciques da política ali não chegaram.
Se a moda é falar em democracia, então respeitemos o resultado das urnas de 2018.