Negro(a) Sem Divisão

Sou negro(a) e não pedi divisão, minha cor não é simples razão de empunhar bandeira e afiar a voz.

Se estou na rua de passo firme, de cabeça erguida e com meu black desenhado é por merecer ser respeitado(a) por igual direito humano.

Escolhi enfrentar o racismo e tornar público o meu lance livre, ser eu na minha multiplicidade.

No meu tanto de atitude vou me agromerando, acolhido(a) por fatias também livres que unidas marcham.

Quem naturalmente pertence ao universo, compartilha do desejo por uma morada sólida, advento de vida que prospere sem fracionar violentamente.

Vou persistindo, dizendo não para conquistar um sim apaziguador, deliberadamente sem voz de prisão, meu grito é possuído de perdão e decência.

Desacato autoridade facista num gesto de toda uma vida merecendo viver sem implorar, sou negro(a) e penso já.

Para ter, poder, conviver, sou negro(a) sim com felicidade e prazer. Para enxergar, somar, reinvidicar, negro(a) sou com amor.

Sou luminoso(a), não me enjeito nem me rejeito, sou arte moldada por divindade, como toda raça humana, sou verdade, e não me cabe a vaidade que vitima outros.

Este outro(a) sou eu refletido(a), resultando em apenas criatura, somente, unicamente, simplesmente definida gente.

CarlaBezerra

Divina Flor
Enviado por Divina Flor em 19/11/2021
Reeditado em 19/11/2021
Código do texto: T7389546
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