E OS VIRA LATAS MANTERÃO TRUMP NO PODER




Os vira latas são dóceis e subservientes.  Possuem a genética de raças variadas e não se parecem, fisicamente, com nenhuma raça definida.  Este enunciado, respeitados os cãezinhos soltos nas ruas, serve para caracterizar as raças humanas que vivem entre a Linha do Equador e o Polo Sul do nosso continente.  Exceto algumas tribos indígenas, os latino-americanos não possuem um traço fisionômico comum.  Por isso, os olhos azuis norte-americanos os denominam e os veem como vira latas.  Não é raro acontecer de, quando Trump estala os dedos, algum vira lata chefe, que hoje "comanda" um canil latino-americano, pronta e fielmente atender ao seu chamado e, balançando sua caudinha, correr para o Hemisfério Norte a fim de lamber as suas mãos.  Não tenho dúvidas de que a fidelidade latina é mesmo canina.
Não gosto de dizer as coisas sem prová-las.  Então, se você acha por bem não ficar calado, vamos às análises adiante.
É notório, o senhor TRUMP trabalha em favor de sua reeleição, transformando estrategicamente o seu racismo, o seu ódio aos imigrantes e o seu desdém pela saúde em temas de campanha. 
Os grandes empresários norte-americanos, como sempre a ele solidários, garantirão financeiramente a sua vitória, todavia, como é praxe no sistema capitalista, não sem uma boa compensação.
A estratégia:
Com a pandemia deste ano (distanciamento social), caíu a produção de combustíveis e biocombustíveis no mundo.  No Brasil, por exemplo, a queda no consumo do etanol (álcool para motores a combustão)  foi de 43% até o final de julho/2020. Os Estados Unidos também se ressentiram de idêntica perda.
Aí, quando os produtores sucroalcooleiros brasileiros se preparam para recuperar as suas perdas (somos autossuficientes em etanol, limpo), os Estados Unidos impõem o fornecimento do seu etanol sujo (extraído a partir do milho) para vender ao Brasil sob tarifa zero.  Acordo já consagrado entre os dois governos, para o período setembro/dezembro/2020, com a concordância do Ministro das Relações Exteriores (o já por demais conhecido entreguista Ernesto de Araújo) e membros da equipe econômica do Ministério da Economia do Brasil.
Pagaremos em dólares por um produto nosso, que, por força das circunstâncias, tivemos de fazer grande estoque nos últimos cinco meses.
Um dado relevante, para nossa análise, é que o período 07/09/2020 a 31/12/2020 cabe exatamente dentro da gaveta eleitoral do sr. Trump.  Bela "independência" (?) econômico-financeira, a nossa, quando ao seu arbítrio, os poderes político e econômico norte-americanos se juntam para impor o seu produto e ainda elevar a quota de exportação de 600 para 700 milhões de litros, com isenção de tarifas e sem que se esboce no país receptor/submisso qualquer reação contra o ataque à sua soberania!...  O sr. Trump comemorou sua vitória no Twitter, mas apagou logo após necessária autocrítica.
Nordeste, o maior prejudicado:
Por questões econômicas (preços competitivos) e de logística (proximidade geográfica dos EUA), a grande parte desse etanol sujo será despejada no Nordeste - ficou assim determinado no acordo. 
Obviamente, um produto processado lá fora gera desemprego aqui em nosso país.  A mão de obra sucroalcooleira, força de trabalho dessa pobre Região, despencará, portanto, em média 35%.  O governo brasileiro, sumamente subserviente às determinações do chicote norte-americano, parece mesmo despreocupado com o elevado índice de desemprego em nosso país.
Os  representantes sucroalcooleiros das Regiões Centro e Sul praticamente não sofrerão o impacto dessa decisão eleitoreira.  Até torcem para que isso aconteça, sem os prejudicar, porque - como se vem lutando há mais de dez anos - acham que é o momento ideal de os EUA reduzirem suas tarifas sobre o açúcar que exportamos. Doce ilusão.
No final das contas, se olharmos o Brasil como um todo, o maior produtor de etanol limpo do mundo, fica mais uma vez adiado o triunfo do biocombustível brasileiro.
Até quando?!... 






 
Fernando A Freire
Enviado por Fernando A Freire em 13/09/2020
Reeditado em 10/11/2020
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