Ela
Ela tem uma autenticidade irreverente; é geniosa. Seus pensamentos são complexos, não dúbios. Não se finge de flor para ser cortejada, os colibris que se cuidem! O coração, esse é de açúcar, mas ela o transformou em rapadura, e não derrete assim, do nada.
Sabe muito bem o que quer, é decidida. Atrasa o relógio sempre, e quando toma as rédeas do destino, não olha para trás. Não adota as reações automáticas como ponto de partida, e o arrependimento não é justificativa para um círculo vicioso.
Dona de um senso de justiça pulsante, ousaria a dizer, atemporal. Ela se define como justa, pois a bondade é disfarçada de afinidade; não é recomendado ter uma balança desregulada.Tem um problema incorrigível, sofre de racionalidade exagerada; ela tem que desacelerar um pouco e reaprender a confiar.
A falta de crença no homem não caiu de paraquedas, e as circunstâncias do dia a dia dispararam o gatilho. Não é muito habilidosa com a ludicidade; todavia, cria histórias com base na observação do seu entorno, nem sempre o artista pinta um quadro de si mesmo.
Ela tem o dom de desenhar palavras sem ajuda de um normógrafo. Não é soberba, não, não! É adrenalina! Cada humano tem a sua lei de superação, a dela, é decodificar as infinitas impressões. No fundo, no fundo, uma garotinha doce e mimada ficou aprisionada. Ela é amor da cabeça aos pés, mas não suporta tudo.