SE QUEIMAREM O GABINETE DO ÓDIO,
O GOVERNO RANZINZA VAI VIRAR CINZA




"Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" (Jair, 8:32).

Levamos ao poder, na verdade, a menor e pior das oligarquias:  o clã que representa as milícias. Numa campanha eleitoral sem prazo de validade, o clã (didático) dividiu e abriu as águas de um mar vermelho pra seus fiéis seguidores o pisarem, espezinharem, pisotearem e, cumprida essa verdadeira missão litúrgica e evangélica, atravessarem o lamaçal a salvo.
Acontece que essa história de mar vermelho era uma invencionice, uma inverdade, uma isca.
Pra dizer a verdade (a de João) trata-se de um mar de lama escondido no lindo pendão da desesperança: de um lado o verde das florestas, do outro lado o amarelo ouro de "nossas riquezas" e, no centro, o centrão:
"Fico, como no tempo da corrupção, do lado dos que mais ouro e mais cargos me dão".
Pior:  o lamaçal está fechando e grande parte dos maluvidos, dos que ainda acreditam na travessia para o nada, vai sucumbir aterrada ou afogada.
.   .   .   .   .
De repente: "Terra à vista!"...
Decepção. Não era a outra margem do mar, não!...
Na verdade, só mais uma inverdade nascida na fábrica de mentiras instalada (à jusante do povo) parede-meia com o cais do gabinete presidencial. Até seus assíduos frequentadores o reconhecem como "Gabinete do ódio". 
Terra à vista, sim, e a preço de banana, agora mesmo na região amazônica, segundo a verdade de João...
Terra tomada dos indígenas pelos garimpeiros e madeireiros.
Quem as invade vai poder formalizar a santa aquisição. Depois de regularizá-las (com instrumento registrado em cartório), poderá vendê-las formalmente (?), mais adiante, para os grandes latifundiários, seus concorrentes, aqueles que plantam com grandes máquinas importadas (que é para descartar mão de obra braçal), exportam grãos em profusão e estão ficando cada vez mais milionários com o dólar mantido a preço de ouro.
Agricultor pequeno que tentar concorrer vai morrer de fome. Então, vende a terra legalmente (?) para os que já a possuem e ainda acham poucas as terras que já têm entre seus bens.
É só ver na história a Lei Imperial de Terras, de 26/06/1850, ludibriada pelos então posseiros, que empurraram seus efeitos por 70 anos (até 1920). isto é: até o império republicano do coronelismo. Deleites de uma lei mãe de leite. 
Os grandes beneficiários de então se tornaram grandes latifundiários, ao adquirirem quase tudo de graça. Pequenos sítios foram tomados dos pobres posseiros ignorantes da Lei, cujos herdeiros se tornaram, mais adiante, maltrapilhos "retirantes" (Ver quadro de Cândido Portinari).
Venceu a chibata dos mais fortes. Sempre vence. Milhares de hectares de terra registrada em nome de poucos novos ricos. 
E os novos ricos de então assumiram o poder da nação. Desde então ainda aí estão. 
A história agora se repete, com o ressurgimento dos métodos estabelecidos naquela Lei de Terra, debulhada agora por um grupo de criminosos que, a partir desse "gabinete do ódio", influencia as mentes ignaras brasileiras por meio de mentiras e difamações (incessantemente, desde a última até a próxima eleição presidencial), abrindo caminhos para o vandalismo florestal.
Ao mesmo tempo, via "fake news", estimula a implantação de mais uma ditadura militar, baseada no ódio, no preconceito e no egocentrismo.  Como se fosse possível, a ditadura do "eu";  a ditadura do "meu".  Quem sabe, como desejam esses sacanas, uma ditadura milico-miliciana ! . . . Uma ditadura que garanta a implantação de um plano insano, antiquado e em putrefação.
O tal "gabinete do ódio" ainda tudo consegue. Compõe-se de uma quadrilha virtual que, por meio de extensa rede de mentiras, prega o descrédito:
- nas instituições democráticas;
- na honra de cidadãos que se evidenciam, se destacam ou se destacaram na vida pública, mas que não lhe serve;
- na educação que não tenha por princípio o "pensamento único" indispensável para a implantação de sua troncha e desumana ideologia...
Na verdade, uma quadrilha de malfeitores que arrasta o nosso país para o obscurantismo, para o esvaziamento de caráter de um  povo pacato e para a derrocada final da democracia, o caos.
Impõem-nos acreditar numa velha raposa mentirosa da política, metamorfoseada de salvadora da pátria. 
Em suas mensagens, não existem no país os grandes problemas sociais.  Seus resquícios serão agora eliminados, pois que os miseráveis, aqueles que escaparem do ataque do coronavírus, morrerão de fome e de frio nas calçadas. 
Eis a mais forte razão por que os meliantes - que elegemos para administrar a nação - não se mexem para combater esse terrível mal que vai lhes ajudar a dizimar inúmeros brasileiros, como realmente vem acontecendo com a grande parte dos que nada têm. 
"E o que eu tenho a ver com isso?"  - Disse, há poucos dias, um ranzinza, esquivante e esquisito mito. 
Fernando A Freire
Enviado por Fernando A Freire em 06/05/2020
Reeditado em 15/05/2020
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