DEVANEIOS KARNAIS POR UMA COSTELLA -
DEVANEIOS KARNAIS POR UMA COSTELLA
PREFACIO
31mar20
Ontem ouvia a ESPN, provavelmente uma reprise, pois o mundo parou: ou é reprise ou é covid-19, entre os dois fico com a reprise, que apresentava uma entrevista com o Cortella filosofo atual que como tal demonstra o “ amor pela sabedoria, experimentado apenas pelo ser humano consciente de sua própria ignorância”, e se assim é desfilava ditos e citações de Platão a Karnal, explicando no cenário do futebol as obviedades da vida, e é no óbvio que temos o grande segredo da vida. A mediocridade do ser humano passa a ser entendida como algo pejorativo e, como tal é encontrado nos dicionários, mas ser medíocre é ser mediano, é estar entre a opulência e a simplicidade, é ser modesto. E modéstia à parte este é o segundo grande segredo: o equilíbrio. Culinariamente falando o ato de temperar só é o equilibrar dos sabores.
É obvio que o equilíbrio é que nos permite à felicidade e é ela que é a grande meta, o objetivo da vida. Para não fugirmos ao tema vamos filosofar sobre a felicidade se a imaginarmos como uma porção, algo quantificável nossa meta é obter a maior quantidade possível mesmo que com isso alguém se torne infeliz e se isto ocorre deixamos de ser felizes, pois a felicidade só é plena se for para todos. Ainda sobre a felicidade podemos dizer que só saberemos se somos felizes se tivermos experimentado a infelicidade e se assim é temos que entender que é na contradição que encontraremos a certeza ou o equilíbrio.
Voltando ao Cortella quando citou o Karnal me lembrei de momentos onde o óbvio e o equilíbrio se tornam plenos nos dando a total dimensão da felicidade de nossa vida. É o prazer carnal de quando encontramos o ser feito de nossa costela.
Nada mais óbvio de voltarmos ao nosso estado original de animal que somos, pois, ser animal é ter vida.
Geraldo Cerqueira