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OS HOMENS E SEUS CARACTERES

     Há poucas páginas termino de ler o meu primeiro livro de Diderot - O Sobrinho de Rameau. Um dos diálogos mais importantes à minha construção como ser pensante, e cada vez mais racional. Solilóquios de Agostinho de Hipona, teve meus singelos agrados, daquelas leitura (obrigatórias) não meramente as que gostamos mas precisamos. Gosto de ler as falas; Ele e Eu; monólogos, imaginando imersas conversas das quais possa ter que nunca terei nem aqui e em toda outra terra plana. as caligrafias desse fato quase que inenarráveis. Diderot (Filósofo e escritor francês, notável durante o iluminismo) Influenciado fortemente por Voltaire e Descartes.

     O diálogo de seus homens e seus caracteres enuncia a conversa entre um boêmio, meio desocupado e subjugado pela burguesia atual mas que entende como poucos a música e a arte. Eles falam sobre o gênio. No mundo se tem livros dos quais uma pessoa deve viver para ler, e quase nunca o contrário. Mas pela força não se entra a sabedoria na cabeça; e por esta pode sim conter o aborrecimento. Essa é a explicação da burrice hereditária.

     Em meio ao livro, Rameau indaga o boêmio falastrão, dos saberes da música e de suas teorias, que leste:

Ele: Li, leio e releio Teofrasto, La Bruyère e Molière

Eu: São excelentes livros

Ele: São bons e melhores do que pensas, porém pra quem sabe lê-los

     Diderot desenrola a enfática fala dizendo que todos são bons conforme o espírito de cada um, perguntando o que o sobrinho procura nessas leituras, ele pronuncia que divertimento e instrução (Sem mais spoiler sobre o livro). Cabe saber e entender que falta o entendimento, do mesmo modo como se dirige e "alguns" estão aptos à isso, outros nem tantos e tais nunca. Ultimamente estamos sendo o resultado da violência de cultura que sofremos, a maior de todas. Paro aqui esta reflexão do livro pois falta mais páginas a serem interpretadas, fiz aqui minha análise com o que se perdeu com nosso tempo. O bom tempo perdido na boa leitura, escrever uma página bem letrada, um bom vinho, o ócio criativo parafraseando Domenico De Masi. Os homens e seus caracteres quebram uma nota e o tempo único e refinado, fazendo apenas uma coisa e bem feita. Leiam O Sobrinho de Rameau - Diderot.
     
JOÃO VICTOR FILGUEIRA
Enviado por JOÃO VICTOR FILGUEIRA em 11/07/2019
Código do texto: T6693284
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
JOÃO VICTOR FILGUEIRA
Ribeirão Pires - São Paulo - Brasil, 23 anos
64 textos (4833 leituras)
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JOÃO VICTOR FILGUEIRA