Sempre falo que comecei a praticar mindfulness na fase mais complicada da doença,quando já tinha tentado tudo e eu não sabia mais o que fazer. Praticar não melhorou minha condição física imediatamente, mas me ajudou a começar a compreender a situação;  meditar também diminuiu meu estresse e desespero; e eu consegui raciocinar com mais clareza. Eu consegui buscar soluções e ajuda.

O primeiro ponto positivo na prática da atenção plena, foi não tentar me convencer de nada;  eu apenas aceitei um convite. Também não me disseram para me esforçar e ficar sentada imóvel meditando, -isso seria impossível para alguém em crise-, eu tinha liberdade para escolher a melhor posição para minhas necessidades.

Mas mindfulness me conquistou de vez, quando me convidou a viver o momento presente, tal como ele se apresentava. Meu momento era dificílimo, mesmo assim eu podia tentar acolher esse momento, e voltar a ser boa pra mim. Eu comecei a treinar, praticar com muito esforço e coragem; com todo apoio e no meu tempo. Aos poucos, fez sentido.

Mindfulness é uma prática que faz sentido para quem sente dor , todos os tipos de dor, e convive com doenças crônicas. Doenças que ninguém mais tem, doenças que trazem muito sofrimento. As práticas sempre começam com um convite, sempre se preocupam  com meu conforto e limitações; sempre me lembram que precisa existir gentileza, amorosidade e autocuidado.
Então eu cuido  de mim com mais amor, menos cobrança, mais compaixão e muito carinho. Eu me abro para a experiência, e conforme vou me fortalecendo, meu amor cresce;  e com ele vêm o desejo de abraçar o resto do mundo.
Faz sentido, mindfulness faz todo sentido na minha vida.

#convivendocomadorcronica
Giselle Sato
Enviado por Giselle Sato em 29/01/2019
Reeditado em 13/05/2019
Código do texto: T6562566
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