“As batidas continuam a ecoar”
Anunciando o final de uma era...
Anunciando o fim de alguém que já era...
De uma pessoa que não soube ser,
Não soube viver.
E agora vive distante e isolado
Num canto frio e maltratado.
Não reagindo aos ataques,
Não se importando com o desgaste.
Agonizando com a ferida aberta,
Perecendo com a mente despeça.
- ele quis fugir... Quis fugir!
As batidas do coração ecoam e ele enlouquece,
Mentindo para si mesmo ele esmorece
Num sofrimento sem fim.
Os olhos enxergam, as mãos sentem uma esperança já morta!
Ele tenta, mas sem apoio ele se entrega...
A esse pesadelo frio e obscuro
Que o mantém num sentimento confuso e absurdo.
E que sem dó o envolve e o sufoca
Fazendo-o cair ao chão, sem forças, e sem sentido!
Então ele rasteja, tentando sair desse círculo
Que o prende e que se torna um vício...
Maldito vício que o corrói!
E as palavras sendo como pedra que destrói o vidro,
Deixando tudo em cacos, deixando a vida sem valor.
- ele quis fugir... Quis fugir!
Mas a batida o persegue e continua ecoando
Para que ele se lembre que ele errou e
Enganou-se ao achar que a vida iria seguir sem se alterar.
A vida nunca deixará de cumprir o seu papel,
Que é mudar e sempre renovar,
Acompanhando as batidas que não param de ecoar.