“As batidas que ecoam”
As batidas do relógio não param de ecoar
Parecem querer me avisar que minha hora chegou.
Não sei se serei feliz com esse novo jeito de viver,
As dúvidas só aumentam e eu não consigo entender.
Eu tive muitas chances e não olhei pra trás
E agora não tenho como voltar.
Não é medo e sim incerteza do que possa acontecer,
Talvez se eu tivesse me importado um pouco mais,
Então hoje eu saberia o que fazer.
É tão difícil abandonar o que tanto se quis,
Mas não tenho opção, vou seguir...
E agora esse momento absurdo não para de aumentar,
Sinto a faca na garganta apertando bem devagar.
Tentando não agir de um modo desesperado, mas minhas mãos soam,
A boca seca e o coração seguem apertados.
Será que eu sobreviverei!?
Será que retornarei ao sonho que um dia eu aniquilei!?
Tudo está contra mim agora, estou sem aliado,
Grito e enfrento essa guerra
Ou então morro calado.
As batidas do relógio não param de ecoar
E agora eu não tenho como voltar.
Tive muitas chances, mas não olhei pra trais.
Talvez se eu tivesse me importado um pouco mais!
Mas não quis e agora eu sofro tendo de viver,
Admitindo que fui um tolo.
Muitas “coisinhas” acontecem em minha volta
E eu só deveria escolher Entre abrir os olhos ou fechar a porta.
Agora, tudo por perto parece deserto,
Só ganho coisas rudes, nada de afeto!
E as batidas do relógio continuam a ecoar
Anunciando um estranho final,
De mais um errante e imperfeito mortal.