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NÃO É PRECISO MUITO



Hoje descobri que no Natal não é preciso muito. Jesus precisou apenas de uma manjedoura. E hoje descobri que eu precisava apenas de estar um pouco com a natureza. Estar com a natureza é estar com Deus. É sentir uma força única difícil de explicar.  



O verde nos equilibra e já falei isso em algum momento.




Aliás, na vida não é preciso muito.  Nós é que a complicamos em nossas correrias pela vida. Quiséramos correr apenas pelos campos para sentir o vento. Sentir até as pedras debaixo de nossos pés.



Eu tenho corrido tanto que cheguei a tomar ansiolíticos para driblar minha tensão e ansiedade. Logo eu que fui contra sempre. Eu que queria sentir tudo de cara limpa... Não aguentei. Mas graças a Deus eu tenho a poesia no olhar e foi ela que não me deixou enlouquecer ou morrer. Sei lá... Mesmo em meu mundo de concreto tento olhar em volta de mim. Quando vou a pé para o trabalho ou quando passo no meu fusca pela avenida do córrego. Em nossas correrias deixamos de olhar em volta.  De sentir a poesia do mundo.



O mundo é poético vocês sabiam? A poesia está ali no verde, nas árvore, no canto dos pássaros... Não, não duvidem... Não duvidem nem mesmo aqueles que ousam criticar a poesia.



Nós somos parte dela porque somos parte do mundo e o mundo é poesia pura.



Se pensássemos bem passaríamos mais tempo em contato com a natureza. Andaríamos pelas estradas margeadas de árvores...



Nos sentaríamos no chão...



Nos sentaríamos em velhos troncos... Sem tempo... Sem hora marcada...




O simples fato de fazer isso é como escrever um poema e certamente o fazemos apenas com o nosso sentir. Sem palavras, sem rimas, sem metáforas, sem estruturas métricas. O que quer que seja, porque poesia é poder sentir...



Poesia é sentar no chão e olhar o topo das árvores...



Poesia é se perder no bosque e se misturar com folhas e troncos... 



Poesia é caminhar, caminhar e sentir os próprios passos pisando o cascalho...



Poesia é brincar, brincar consigo mesmo e sentir o riso das árvores...




Hoje eu senti tudo isso nas coisas simples que fiz em meu pequeno passeio de uma hora pela natureza e tive um Natal poético.



De fato não  é preciso muito no Natal. E nem na vida...

 

Justificando:
Hoje passei metade do dia nesse paraíso e foi um Natal maravilhoso apesar de todas as tristezas que passei ultimamente. Meu Deus como é bom sentir a natureza. Por uma hora eu sai pelos arredores para curtir a natureza e fui eu mesma me fotografando. Quase perdi a hora do almoço. A natureza tem o poder de nos fazer esquecer de tudo. Eu colocava o celular nas cercas, no chão, nos troncos de árvores e eu mesma fotografava pois ele é daqueles que basta apontar a palma da mão que clica. Essas tecnologias que nos ajudam tanto . Ficou até engraçado. Mas eu nem me importei até porque era apenas eu e a natureza e ela jamais ia me criticar. Kkkk.. Então fiz esse ensaio fotográfico e com ele teci minha crônica desse dia de Natal. Tudo que sento nesse dia. Perdoem-me pela minha exposição excessiva. Mas faço parte dessa história e então não tinha como não me expor. E depois aprendi com minha especialização em Mídias que imagens podem dizer muito mais que palavras às vezes.  De novo desejo a todos um Feliz Natal. Até mais...
 

Sonia de Fátima Machado Silva
Enviado por Sonia de Fátima Machado Silva em 25/12/2018
Código do texto: T6535491
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Sonia de Fátima Machado Silva
Coromandel - Minas Gerais - Brasil, 57 anos
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2 e-livros (150 leituras)
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Sonia de Fátima Machado Silva

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