O MARKETING DAS TREVAS (2008)

Ao ligarmos o televisor, somos invadidos pelas imagens e recursos malfadados, de cenas fantasmagóricas e grunhidos suplicantes, dos mais diversos recursos subliminares de propaganda, com a tentativa única de fazer-nos de experiências, sem consultar-nos, se permitimos ou não, que nos façam de depósito de tanto lixo publicitário, sem nenhuma relevância de interesse comum.

Muitos, com certeza brincam com o slogan: o povo é distraído e incauto, é necessário chocá-lo! São poucos os que pensam! A propaganda tem que gerar impacto e quando ele acordar já foi amordaçado pelo consumo.

Infelizmente, existem pseudos profissionais, ou que se identificam como tal para práticas nocivas e denigrentes quais podem intitular “Marketing das trevas”!

Justifico, quando nos dispomos assistir algo que nos apetece, ou melhor, fomos induzidos à curiosidade, o que é quase nula a chance de isso ser um exemplo nas programações, sentimo-nos traídos pela insensatez dos desinformados diretores, que pensam que nos enganaram. Ledo engano! Vem propaganda ruim, marketing sem recurso intelectual, baixaria nociva aos olhos, num clique rimos dos que ainda estão na idade da pedra e não tem controle remoto. Localizamos outro canal e antes que também nos contaminem com os esdrúxulos e maus formados conceitos do ato de criar e nos fazer impressionar com as programações do inicio do século passado, outro clique e nova decepção!

Desligamos o aparelho, que, por falta de humildade dos buscadores de índices, esqueceram da qualidade. Suplicávamos ao menos uns 50%. Os outros 50% treinaríamos os olhos e estômago para de repente, tornamo-nos cúmplices, ou ignorássemos por completo essa parte terrível que eles tanto se dedicam e tanto nos faz mal. Nessa hora! Eles que se danem, vamos escutar música no rádio e se não tiver nada de bom, vamos mudando as estações até migramos para a próxima alternativa, ouvir música no CD, MP3.

Ufa, tem o jornal, novo motivo de náuseas, se torcerem só sai sangue. Parece que “algumas” revistas estão pesquisando as nossas necessidades de informações e lemos o que nos interessa, para finalmente, sem alternativas para suprir o tempo e compromisso que disponibilizamos para melhorar a nossa cultura, declinamos ao inusitado da internet. Não que seja a solução de saudáveis informações, mas, neste caso, abrimos nossos e-mail e deletamos todos os que aos nossos olhos são lixos e por termos o, “livre arbítrio” acionamos o buscador de novidades e mesmo ainda não sendo a melhor fonte de instrução e entretenimento, é a que podemos manipular ao nosso próprio ego.

Podemos continuar nas trevas de conhecimentos por falta de informações decentes, mas não somos militantes do inferno e caos que nos oferecem, por isso, vamos aprender a manter desligado o companheiro do infortúnio, que vive de baixo astral, com a péssima programação que lhe inserem, tirando algumas exceções, dos poucos programas de qualidade, a cada dia mais escasso nas televisões brasileiras.

Essa é uma minúscula amostra da falta de respeito que a tribo dos fazedores de mídia tem com os seres pensantes no Brasil. Ou será que são eles que não pensam?

Sinceramente eu não sei o porquê dessa maldade,

muito embora, pesquisei, sobre qual necessidade

a mídia faz de piloto, para ação publicitária,

pois me deparo ao ignoto, na programação diária!

São raros os bons projetos, pois faltam as competências,

de profissionais seletos, ávidos de experiências,

que nos tragam bons exemplos, nos induzam a pensar,

sobre inusitados templos, quais insistem visitar.

Vamos refletir um pouco, sobre a inteligência alheia

do equilibrado e do louco, que mostra o sangue na veia.

A mídia nos discrimina, e nos vende porcaria...

Como se fosse à menina, que nos vende a cortesia.

É necessário mudar, o conceito da mentira,

Não há como respirar, ao meio de tanta ira!

Josias Alcantara