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Falta de consciência

O dia 20 de novembro de 2018. Amanheceu tão lindo o sol despontou  radiante. Respirei fundo, mas não  quis sair da cama... Ali permaneci e quase dormi novamente.
Quando fui acordada por um dos meus irmãos, perguntando se eu iria  ao médico? Eu-, hum! Ainda dá tempo? Saí da cama e fui ao toalete como de costume, em seguida meu sobrinho tirou o carro da garagem e foi me levar.
Ao chegar ao médico. Só havia dois pacientes para que chegasse a minha vez.
Pensei: Que bom que deu tempo, pois se meu irmão não me chamasse eu perderia a hora.
Ao chegar à clínica a enfermeira muito simpática uma morena bonita. Pegou meu prontuário entregou para secretária do médico. Eu ali sentada no corredor, e logo a senhora que estava assentada do meu lado começou a puxar assunto, perguntando se eu gostava do médico se era bom mesmo! Afirmei que sim. Ao mesmo instante que um senhor alto, moreno, charmoso elegante, como sempre! Passou pelo corredor e foi até a recepção falar com uma das funcionárias. Logo a senhora olhou para mim e disse: Esse deve ser o vigilante daqui! Não é? Eu respondi não senhora; ele é dono. Ela - , mas dono do prédio? Eu-, sim!
Nesse instante ela baixou a cabeça pareceu constrangida.
Ao mesmo tempo que na recepção. A enfermeira morena estava triste e emudecida meio que pasmada não acreditando no que acabara de ouvir.
A outra enfermeira secretária do meu médico chegou para a morena e disse:  Parabéns (...), ela respondeu porque estou sendo parabenizada não é o meu aniversário?
Ela-, respondeu! Pelo seu dia ... A morena exclamou meu dia?Não estou entendendo! Hoje é o dia da consciência negra! Seu dia. Ah!Ah!Ah!
Isso, bem alto, que os pacientes que estavam na recepção ouviram e olharam uns para o outros com um ar de reprovação.
A pobre enfermeira ficou sem chão, com a alma abatida era visível a decepção.
Quanto ao senhor dono da clínica é um dos meus irmãos. Ouvi o que a senhora disse, mas não deixei ela saber que ele é meu irmão.
A enfermeira depois de refeita foi comunicar ao chefe (meu irmão) o que havia se passado com ela, ele ficou de resolver... Que atitude tomaria com a secretária. Quando ele mesmo também acabara de passar pela mesma situação. Porque eu mesma falei para ele. Ele ficou pensativo e largou um sorriso.
Por isso. Eu penso: Isso nunca vai acabar, meu irmão só por ser moreno pode ser o vigilante. Não pode o ser o médico e /ou o dono da clínica.
Tudo isso no dia da consciência negra. Que para mim é o dia da falta de consciência. Quando se abre um leque para consciência negra, cota para negro , índio etc. Eu entendo como um preconceito contra os brancos, amarelos, pardos etc. Porque deixa os outros em desvantagem! A nossa sabedoria não está na nossa pele. Dessa forma, isto nunca vai acabar, só não vai para uma eternidade porque Deus não faz acepção de pessoas!

Mary Jun
20/11/2018
Mary Jun
Enviado por Mary Jun em 22/11/2018
Código do texto: T6509470
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Mary Jun
Recife - Pernambuco - Brasil, 55 anos
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1 e-livros (97 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/09/20 04:37)
Mary Jun