SER OU NÃO SER OBJETIVO (BVIW)
O professor de Literatura pergunta: quem é Pinóquio? Alguém responde que é personagem do livro de Carlo Collodi, criado por Gepetto. Outro fala que é isso tudo que o colega falou, mas o nariz cresce quando ele mente. Um terceiro diz apenas que é um boneco de madeira de nariz comprido. O questionamento termina aí. O que o último falou é o tema da lição: Objetividade na resposta. O poder de síntese de quem escreve.
A pergunta não foi quem escreveu o livro, nem quem criou, nem a característica que o marcou. Quando se acrescenta num texto um trecho, sem fazer parte da ideia central, estamos preenchendo espaços para que o livro chegue perto das trezentas ou quatrocentas páginas, mas o leitor com experiência fará uma leitura dinâmica desses detalhes dispensáveis. Lendo um livro de suspense a menor coisa que importa é que o jardim em outra estação do ano fica mais ou menos florido, ou em que data foi construído certo edifício. Acrescentar adjetivos que são sinônimos é outro recurso de quem quer aumentar a quantidade de linhas. Ou seja, duas ou três frases com o mesmo significado, mudando o floreio. Neste texto eu posso cortar a introdução para um terço, somente com a terceira resposta do aluno.
Tema: Arte de criar textos curtos.