O dia da Juju chegou!

Daqui a dois dias minha filha mais nova faz aniversário. Vinte e um anos!

Aniversário pra ela não é qualquer data. Na verdade, nem é uma data especial! A realidade nua e crua é que Aniversário da Juju é aquele dia em que o mundo tem que parar, dar parabéns pra ela e dizer o quanto ela é especial!

Mas ela o é, e por isso comecei esse texto!

Algumas vezes, confesso, já fiquei ansiosa e talvez um pouco estressada pensando no que fazer pra que o dia não só não passasse em branco, mas também para que fosse um dia especial pra sempre! E tinha que ser o dia do aniversário de verdade e o dia da comemoração! Sempre foi assim!

Quando se é criança, nem é tão difícil. Criança tem o sorriso fácil, a gratidão por pequenas coisas é natural (inclusive dar presente pra ela era muito fácil e barato, né Juju??!!!). E as festinhas eram sempre muito bem aproveitadas! Principalmente se a mamãe aqui fizesse bolo de cenoura em forma de borboleta com confete e também brigadeiro... muuuuuito brigadeiro! (É, desde muito pequena ela tem obsessão com brigadeiro, é só ver o filme do aniversário de UM aninho!).

Na adolescência, porém, não foi tããão simples. Meio de semestre, sempre época de elaborar e corrigir provas, tempo escasso e certo estresse no trabalho... e lá vinha ela com a festa (ou o "evento", se preferir!) toda planejada e com as tarefas todas que me cabiam! Mas vê-la sorrindo e feliz, comemorando a vida com amigos e família era sempre um presente que eu ganhava no dia que era dela!

Hoje ela não é mais criança nem adolescente, amadureceu; está um pouquinho menos "exigente", contudo não menos especial!

Sempre foi muito espirituosa, engraçada, divertida, geniosa, determinada, intensa! Talvez por isso, nada era simples nunca! Quando ria, tinha ataque de riso. Quando chorava, tinha crise de choro! Como dizia a professora do jardim de infância na Alemanha: "Sie hat viiiiiel Temperament! Es kommt alles aus dem 'Bauch'!" Bem, não vou nem tentar traduzir. Ao pé da letra inclusive faz pouco sentido, mas é mais ou menos o seguinte: "Ela tem muita personalidade! Age com intensidade pra tudo!"; e olha que a criaturinha tinha só 3 anos!

Depois da Juju, o dia a dia realmente se tornou nada comum. Ela sempre tinha algo especial a acrescentar, que fosse uma birra (!) ou uma surpresa que ela mesma teria preparado pra mim! Eu a vi crescer com muita alegria e com uma satisfação inexplicável dentro de mim!

Hoje ela é uma mulher! Uma linda mulher! Ainda mais determinada e muito consciente do seu entorno. Claro que, como mãe, meu peito se enche de orgulho ao percebê-la tão madura, tão dona de si, tão esforçada nas suas responsabilidades e tão pronta a servir. Não digo que não tenha fraquezas, todos as temos! Não digo que não dê passos em falso aqui e ali, quem nunca não os deu? Mas no meu coração, o que percebo é uma gratidão enorme por tê-la na minha vida e um amor indizível, sem tamanho! Quem é mãe sabe!

Hoje li uma frase em um texto, por sinal muito sensível, da Mari Furst Viza que me fez pensar em tudo isso - "o pequenino grão me trouxe para fora, quando, na verdade, fui eu que lhe apresentei a vida" -.

O grãozinho que a Juju foi, me trouxe "pra fora", me deu mais vida, quando na verdade, fui eu quem lhe apresentei a vida.

Hoje ela não é mais apenas grão, ela é planta robusta, regada com muito amor nosso e do Pai! O mesmo Pai no qual ela crê e com quem fez uma aliança. Seu amigo maior! Hoje ela é a Júlia, que se preocupa com o outro e, com sensibilidade, acolhe o mais fraco. Que tem amor no olhar, no abraço e no afago! Mas nunca vai deixar de ser a "minha Juju", de voz rouquinha e gargalhada solta! Minha Juju beijoqueira, consoladora (Juju Trösterin!), que gosta de abraço e cafuné!

Lendo o diário que fiz de sua infância, me emocionei quando li uma de suas histórias, que resume um pouco da simplicidade, alegria, vitalidade e energia ainda tão presentes na minha menina. Eu escrevi:

"Ju está com dois aninhos. Brincando com o papai na areia, olhou pra cima, toda satisfeita e gritou alto e gostoso: 'Bigada Jesus'!"

É isso! Obrigada Jesus, pela vida! Pela minha Juju! Por nos ter feito mãe e filha!

Te amo, amor da mamãe!

(Em 31 de março de 2017, no marocollatio.blogspot.com br)

Marô da Matta Machado
Enviado por Marô da Matta Machado em 04/04/2017
Reeditado em 04/04/2017
Código do texto: T5961113
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