Respirar é um ato mecânico e natural, ninguém fica observando como respira. A não ser que esteja atento.

 
Atenção plena no  ato de respirar é um exercício que pode ajudar muito,  tanto a parte física como a emocional.  A prática me ajudou a perceber que nos picos da dor “prendia’’  a respiração e me retraía,  num mecanismo de defesa difícil de abandonar.  Além da dor inicial somava a contratura muscular, esforço extra, cansaço e desânimo.

 Vejo a dor crônica como uma mala pesada, cheia de excessos que podem ser descartados: má alimentação, sedentarismo, tensão, ansiedade, julgamentos, raiva, mágoas, depressão, preguiça, muitos sentimentos e sensações que não deveriam fazer parte desta bagagem.

 A dor é velha conhecida, estamos juntas há anos e vamos ter que conviver pacificamente porque é ligada a condições crônicas, degenerativas e autoimunes. Ela melhora, piora, aumenta, diminui, some quase por completo e reaparece quando menos espero. E ela sozinha não é tão assustadora, é apenas um incômodo que estou aprendendo a aceitar.
Giselle Sato
Enviado por Giselle Sato em 24/11/2016
Reeditado em 01/02/2017
Código do texto: T5833834
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