"A DISCIPLINA DO ERRO E O HÁBITO OBSTINADO"

Enganos e falhas são inerentes ao ser humano. Cometemos uma série delas durante o dia, seja por desatenção, ou quaisquer outros motivos. Erros podem ser alheios à nossa vontade ou, também, ser causados por nós mesmos. Tratando destes que foram causados pela vontade direta, sua reincidência constante torna a pessoa portadora de um sofrimento incalculável, com o passar do tempo. Tal repetição da conduta nociva causa a destruição dos pilares da autoestima e, consequentemente, afeta o comportamento. Gera-se uma necessidade de cobrir o espaço sem proteção emocional e preencher o vazio da alma. Nessa hora, nos entorpecemos com todos os alimentos tangíveis e intangíveis que sejam possíveis. Tanto alcoólicos quanto pornográficos. Tanto gordurosos quanto audiovisuais. É possível que isto explique a tendência de tratar com superficialidade nossos desconfortos mais íntimos. Talvez o desconhecimento de ferramentas para vencer essa guerra e/ou falta de esperança de superar seus desafios psíquicos, tornem rotineiros tais hábitos de passividade.

Causar o próprio dano tornou-se especialidade dos homens nesses tempos conturbados. Quando falta o conhecimento sobre a fonte que causa o autoprejuízo, torna-se razoavelmente admissível a nossa inércia, desde que, momentânea. Entretanto, a busca por compreender os fatos geradores de nosso caos interior deve ser feita. Esta busca, não pode ser desdenhada.

Agora, quando existe conhecimento sobre aquilo que nos afeta e, simplesmente, ignoramos os fatos no sentido de nos ajudar, passa a ser alimentado o ciclo da autossabotagem. Isto significa que já percebemos os malefícios feitos ao nosso espírito. Significa que já ouvimos informações ou conselhos a respeito do assunto. Significa que nossa consciência nos deu um sinal claro de conflito entre nossa teoria e a prática. Significa que tornamo-nos escravos de nós mesmos.

O hábito obstinado torna-se teimosia e, passa, pouco a pouco, a desbotar nosso caráter. Se tal hábito fora orquestrado por nós mesmos, o fruto colhido terá um amargor um pouco mais intenso.É importante salientar que ocorrerá, também, uma dificuldade natural em superar os desafios da vida.

Jovens, saibamos que o hábito sempre nos alimenta.

Para o bem.

Ou para o mal.

AUTOR: André Nasser

André Nasser
Enviado por André Nasser em 09/09/2016
Reeditado em 09/09/2016
Código do texto: T5755493
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