FEIRANTE À BALA !

Acompanhei numa reportagem uma cena de suposta agressão – do militar e o feirante.

O primeiro sob a proteção das armas e o segundo, por informações ligeiras, apenas um trabalhador em busca do pão de cada dia . A conferir.

Bem, sem entrar no mérito da questão, se o fato da animosidade seria algum tipo de violação aos ditames da lei ou coisa de somenos importância – me chama, certamente, à atenção algumas situações:

. É legal e legítimo se usar o poder bélico contra um civil desarmado nessas circunstâncias em pleno mercado à céu aberto, colocando-se em risco o transitar de outras pessoas que por ali passam ? ...

. Tenho amigos do quadro oficial da nossa briosa polícia militar, a partir de casa, e todos, em clarividências, são unânimes em estabelecer limites, até porque com violência não se faz justiça e por esses meandros e encruzilhadas, poderemos transformar isso aqui numa “ faixa de Gaza “ - e não é por aí – e nunca foi.

O que ocorre no mais das vezes, é que, se abriu mão do diálogo em opção às armas, por ser mais fácil a trajetória e mais letal a solução.

Por esses parâmetos, oficializa-se a banalização da vida humana e terminaremos por dar asas a crimes brutais por motivos fúteis, como intolerância generalizada, deixando-se de lado o bom senso, a dignidade e a razão de viver.

Em tese, eis o caminho.

E a vida pede passagem !

Enock Santos
Enviado por Enock Santos em 31/07/2014
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