Negrinha
A negrinha chora, sofre e apanha. Porém sonha, luta e deseja poder ter uma boneca bonita loura de louça igual as das meninas ricas. Mas lhe é proibido sua cor, sua condição a impedem de almejar tal ousadia.
Em seu cantinho sobrevive escondida, humilhada, com medo de todos procura se proteger da maldade e do preconceito humano.
Sua triste existência é dedicada a satisfazer os prazeres cruéis de seus donos. Que em sua prepotência e superioridade acreditam que ela não é gente.
Ah! Negrinha...
É desumano, inconcebível imaginar que após 500 anos somos ainda escravos de nossos pré-conceitos e medos.
Tua alma escrava, inocente, clama, por justiça, com esperança de encontrar a tão sonhada “boneca”.
(Baseado na obra: Negrinha, de Monteiro Lobato).
06/06/2000