A VIDA NO MUNDO DA ROÇA

Minha terra tem parmeira, onde se a canta os sabiá. Ou nas roça ou nas cidade, nois vivemos tudo iguá.

Antão vô fazê um isforço pra iscrevê iguá o pessoá da cidade, vô tentá trocá o meu caipirez pelo purguguês de ocês.

A felicidade do caipira no mundo da roça, não é diferente dos minimo no mundo da cidade. a diferença está no sofrimento e na sua intensidade. Aqui tamém tem mardade e bondade, tristeza, felicidade e dor, amor e desamor, encanto e desencanto de verdade, como toda sociedade.

Aqui nem tudo é bonito, temos nossas dificurdades. Morremo e naiscemo, perdemo e ganhemo como os minino da cidade.

Na roça nós sofremo menos. A violênça fica por conta da televisão. Das coisas que vem da cidade grande

E que machucam tanto o coração

Aqui nós plantemo e colhemo, criamo e desenvorvemo, tem chão puro, tem mata nativa, tem rios limpos vindo das nascentes, tem ar puro e ficamos menos doentes.

Nas noite o céu é mais negro pra sobressair a lua e suas estrela companheira, os ventu as veiz traiçoero sempre traiso gostoso cheio que vem das mata e até dos curral, lembrando ao caipira que amanhã é outro dia e temo muito o que faze para alimentar o povo brasileiro.

Como é bom, no se esconder do dia, uma roda de peão em vorta da mesa na varanda, uma garrafa de aguardente das boa, a sanfona e a viola tocano e jogar convesa fora, proseando “causos’ à luz da lua. Eta! Vida boa! Né?

Mas temos a seca, que maltrata a plantação, racha a terra e nem sempre temos irrigação. E quando chegam os temporais, exagerados que afogam toda a plantação. As veiz falta até o pão, mas nós acreditamo e esperamo que a seca vai melhorar e a chuva diminuir e continuamo a plantar e em Deus se acudir para a vida sempre melhorar.

Nossa vida tem os passarinho proseando mais eles e a beleza do lugar, temos grãos, folhas e frutos para nos alimentar, temos Deus para nós se segurar e os governos para nos atrapalhar.

Nossas mão, calejada desde minino piqueno, pois sempre trabalhamo muito por tão pouco, mais pouco para tantos que vivem na cidade, que acham que tudo é só máquina moderna. Essas somos nós, que carregamos no lombo e nem sempre com emoção a comida pro prato da nação.

“No paraíso caboclo nem tudo é encanto e poesia”. Disse bem o poeta em sua melodia, mas a felicidade aqui também não é de noite e de dia, é igual na cidade, com todas as dificuldades que cantada em verso e prosa nos alegra e entristece como toda a nação. É só ligar a televisão.

Aqui na roça, o PATO do dia, é nos domingo, que reunimos a família e os amigos, em volta da mesa da refeição, com tristeza no coração e sem nenhuma felicidade, pra falar de como vive o pessoal da cidade. Pra lá, não quero ir não! Meu querido irmão.