Sonho de um trabalhador

Sinhô Presidente Lula,

Que bão seria se o sinhô excelença pudesse se transformá por um meizinho só, num humirde trabalhadô das cidade e dos interiô.

Cumo é que o sinhô ia comprá cumida, pagá alugué, água, luz e imposto; carçá e vesti, o sinhô mesmu os minino e a muié, se na metade dos mês o dinhero já acabô.

Nas hora das emergênça tê que corrê pros hospitá e dispois de uma filá de matá num incontrá o dotô e ficá jogado por lá.

Os minino tudo pronto com vontade de istudá na hora das necessidade do ABC num tem iscola pra aprendê ou professô pra insina.

No finá da labuta, cansado de trabaiá, vai pra casa descansá, mas num sabe com certeza se lá vai conseguí chegá.

É que a violença se espaiou pra tudo quanto é lugá e nois fica tudo cum medo de bandido e de poliça, que parece tudo iguá.

Tem veis que inté, de as aparênça se confundí, as policia oia nóis e vê um marginá. E inté nóis expricá que somo cidadão honesto, já sofremo as humilhação de sê um pobre trabalhadô.

O sinhô ia vê os mininu piqueno seno arrastado feito boi laçado pelas rua da cidade, vê as bala perdida achano o pessoá pelos caminho. Que tristeza né sinhô?!

Um mês dispois, da mágica se terminá, o sinhô excelença vorta pra presidênça e vai nossa vida miorá. Pruque num acredito de tanto o sinhô sofrê, como humirde trabalhadô, vai deixá tudo do jeitinho que está.

Inté excelença!

E vamô torcê pra nossa vida miorá.