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Só sobre o Amor

Ontem eu simplesmente comecei o dia puto. Mas puto ao ponto de querer pegar uma marreta e destruir o primeiro prédio na base da porrada. Eu estava assim fazia algum tempo, algo em torno de cinco ou seis dias, por causa de uma garota. Uma não... A garota. Com "A" tamanho 72 sublinhado, em itálico e com negrito.

Ela é a pessoa que eu realmente amo. Não sei se tal sentimento é recíproco e tal, mas ela sabe que eu gosto dela além de amizade.
Sabe quando você anda na rua e lembra de alguma coisa estúpida e, quando vê, está sorrindo que nem um idiota só de lembrar do sorriso da pessoa que estava com você? As lembranças engraçadas que tenho com ela funcionam assim. E não se ri baixo nessa hora. Uma gargalhada sai do fundo do peito e quando acaba, seu coração pesa menos uma tonelada do que antes. É uma felicidade natural, espontânea!

Enfim... Eu estava meio que puto por eu amá-la faz tempo e ela não perceber/me dar uma chance. Tudo bem que ela é uma pessoa que não curte muito contato físico e a gente se conhece pessoalmente faz uns poucos meses. Sim, eu me apaixonei por uma pessoa que eu sequer dou um abraço ou um aperto de mão.

Se o problema é esse, sinceramente, não me importo. Eu estou apaixonado de verdade. Se não tiver beijo, abraço, mão dada, aperto de mão ou cafuné, isso é um bônus. Só estar com ela tendo um sentimento ressonante já bastaria. Só de saber que amo e sou amado.

Ontem, só de estar na porta dela e ouvir a voz feminina irritada com algo foi o suficiente para tudo o que tinha de ruim dentro do meu coração evaporar e aquela gargalhada chegar até minhas cordas vocais.

E acho que é isso que eu meio queria desabafar aqui neste texto. Eu sou o tipo de pessoa extremamente tímida e, acho meio que com medo de ser rejeitado, eu simplesmente não consigo falar tudo o que eu sinto.

Mas, apesar de eu achar impossível que isso chegue até ela desta maneira, só quero acabar o texto sendo sincero: mesmo com todas essas incertezas, esse amor é uma constante - e não haverão barreiras que me impedirão de a alcançar.

Felipe Cesario
Enviado por Felipe Cesario em 16/12/2012
Reeditado em 16/08/2013
Código do texto: T4039275
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Felipe Cesario
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 26 anos
35 textos (1872 leituras)
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Felipe Cesario