Não se dorme mais, como antigamente...

Aonde as noites tranquilas para o sono repousante de outrora?

Madrugadas sem fim mostram as olheiras profundas...

O vizinho passa a noite com a televisão ligada, assistindo filmes pornôs em último volume...

Os viciados no ponto de tráfico, na esquina ao lado, ficam numa algazarra sem fim, com gritos de " cala a boca" e até, "some daqui seu vagabundo"...

O catador de sucata passa a noite bêbado, tentando amassar a lataria de uma funilaria, dentro do carrinho de mão...

O guarda noturno faz voltas com seu apito infernal...

O sono, claro, não se aventura num barulho desses...

Confesso, dormir, era coisa que se pensara, poder fazer-se, um dia...

Explicado o por que de gritos em descontrole à revelia...

A mente sadia sabia dar olé nos contragostos...

Em seu oposto, só Deus sabe a avaria...

Queremos dormir, precisamos dormir e os outros nos invadem...

Como fechar o cerco?

Perco-me em viagens astrais e saio da terra, assim sem mais...

Os humanos, meus irmãos, estão se tornando cada vez mais insuportáveis...

Resta tomar muito café, a conselho de um amigo...

Vou lá me me apoiar na cafeína e deixar que a esperança-menina, cresça em sonhos de amanhãs mais risonhos...

Bom dia para vós que dormís sem atropelos...

Aos descabelos, lá vou eu para a labuta...

ANA MARIA GAZZANEO
Enviado por ANA MARIA GAZZANEO em 11/12/2012
Reeditado em 11/12/2012
Código do texto: T4030152
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