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Morre aos 104 anos o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer

07.dez.2012 - Caixão com o corpo do arquiteto Oscar Niemeyer chega ao cemitério São João Batista , no Rio de Janeiro, onde foi enterrado nesta sexta-feira, segundo Julia Affonso/UOL
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Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares GCSE • ComIH (Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 1907 — Rio de Janeiro, 5 de dezembro de 2012) foi o arquiteto brasileiro de nome mais influente na arquitetura moderna. Foi pioneiro na exploração das possibilidades construtivas e plásticas do concreto armado, e por este motivo teve grande fama nacional e internacional desde a década de 1940.[1]
Seus trabalhos mais conhecidos são os edifícios públicos que projetou para a cidade de Brasília, embora possua um grande corpo de trabalho desde sua graduação pela Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1934.
Índice  [esconder]
1 Biografia
1.1 Formação acadêmica
1.2 Posições político-ideológicas
1.3 Custo de projetos
1.4 Os engenheiros
2 Primeiros trabalhos
2.1 Obra do Berço
2.2 Ministério da Educação e Saúde
2.3 Pavilhão Brasileiro na Feira Mundial de Nova Iorque
3 Década de 1940
3.1 Conjunto Arquitetônico da Pampulha
3.1.1 Igreja São Francisco de Assis
3.2 Cataguases
3.3 Sede das Nações Unidas
3.4 Banco Boavista
4 Década de 1950
4.1 Parque do Ibirapuera
4.2 Edifício Copan
4.3 Casa das Canoas
4.4 Outras obras no período
5 Brasília
5.1 Igrejinha da 307/308 Sul
5.2 Palácio da Alvorada
5.3 Palácio do Planalto
5.4 Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida
5.5 Casa do Cantador
5.6 Edifício do Congresso Nacional
6 Exílio e projetos além mares
7 Anos 1980 e 1990
7.1 Memorial a Cabanagem
7.2 Terminal Rodoviário de Londrina
7.3 Memorial da América Latina
7.4 Museu de Arte Contemporânea de Niterói
8 Anos 2000
8.1 Museu Oscar Niemeyer
8.2 Anexo da Serpentine Gallery
8.3 Auditório Ibirapuera
8.4 Museu Nacional Honestino Guimarães
8.5 Caminho Niemeyer de Niterói
8.6 Centro Cultural Oscar Niemeyer
8.7 2007: Seu centenário
8.8 2008
8.8.1 Estação Cabo Branco
8.8.2 Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte
8.8.3 Outras obras no período
8.9 2010
8.10 Cidade Administrativa de Minas Gerais Presidente Tancredo Neves
8.11 Universidade de Música e Arte de Araraquara
8.12 Museu Pelé
9 Design
10 Esculturas
11 Literatura
12 Filmografia
13 Impressões sobre o arquiteto
14 Premiações e reconhecimentos
15 Ver também
16 Referências
17 Bibliografia
18 Ligações externas
18.1 Imagens das obras
Biografia

Filho de Oscar de Niemeyer Soares e Delfina Ribeiro de Almeida,[2] Oscar Niemeyer nasceu no bairro de Laranjeiras, na rua Passos Manuel, que receberia no futuro o nome de seu avô Ribeiro de Almeida, ministro do Supremo Tribunal Federal. Niemeyer foi profundamente marcado pela lisura na vida pública do avô, que como herança os deixou apenas a casa em que morava e cuja regalia era uma missa em casa aos domingos, apesar de ser um ateu convicto[3]
Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein.[4][5][6][7]
— Oscar Niemeyer
Niemeyer passa a sua juventude sem preocupações e na boêmia, frequentando o Café Lamas, o clube do Fluminense[8] e a Lapa. Em suas palavras: "parecia que estávamos na vida para nos divertir, que era um passeio."
Em 1928, aos 21 anos, casou-se com Anita Baldo, 18 anos, filha de imigrantes italianos da província de Pádua. A cerimônia de casamento na igreja do bairro atendeu aos desejos da noiva. "Casei por formalidade. Mais católica do que minha esposa é impossível, então não me incomodei em casar dessa forma". O casamento foi no mesmo ano da formatura no ensino médio. O casal teve somente uma filha, Anna Maria Niemeyer, que deu cinco netos, treze bisnetos e quatro trinetos ao arquiteto. Anna Maria faleceu no dia 6 de junho de 2012, aos 82 anos.[9][10]
Viúvo desde 2004, casou em novembro de 2006 com sua secretária, Vera Lúcia Cabreira, de 60 anos.


Oscar Niemeyer em 2008.
Até 23 de setembro de 2009, quando foi internado, passando em seguida por duas cirurgias, para retirada da vesícula e de um tumor do cólon, o arquiteto costumava ir todos os dias ao seu escritório em Copacabana, onde trabalhava no projeto Caminho Niemeyer, em Niterói, um conjunto de nove prédios de sua autoria.[11] Até outubro de 2009, Niemeyer permaneceu internado no mesmo hospital, no Rio de Janeiro. Em 25 de abril de 2010, foi novamente internado, apresentando um quadro de infecção urinária. O arquiteto deveria participar do lançamento da edição especial da revista "Nosso Caminho", no dia 27 de abril, em homenagem aos 50 anos de Brasília. A festa foi cancelada.[12]
Poucos dias antes de completar 105 anos de idade, Oscar Niemeyer faleceu no Rio de Janeiro, a 5 de dezembro de 2012, às 21h55', em decorrência de uma infecção respiratória. Ele estava internado desde 2 de novembro, no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul da cidade.[13]
Formação acadêmica
Casado, Oscar troca a vida boêmia pelo trabalho na tipografia do pai. Resolve retomar os estudos. Em 1929 ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, de onde saiu formado como arquiteto e engenheiro, em 1934.
Posições político-ideológicas
“As ideias marxistas continuam perfeitas, os homens é que deveriam ser mais fraternos”
— Oscar Niemeyer[14]


Com Leonel Brizola, em 2002, na casa do arquiteto.
A luta política é uma das questões que sempre marcaram a vida e obra de Oscar Niemeyer. Em 1945, já um arquiteto conhecido, conheceu Luís Carlos Prestes e filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB). Niemeyer emprestou a Prestes a casa que usava como escritório, para que este montasse o comitê do partido. Sempre foi um forte defensor de sua posição como stalinista.[15] Durante alguns anos da ditadura militar do Brasil autoexilou-se na França. Um ministro da Aeronáutica da época diria que "lugar de arquiteto comunista é em Moscou".[16] Visitou a União Soviética, teve encontros com diversos líderes socialistas e foi amigo de alguns deles. Em 2007 presenteou Fidel Castro com uma escultura de caráter antiamericano: uma figura mostruosa ameaçando um homem que se defende empunhando uma bandeira de Cuba.[17][18] Em seu discurso de 2007, onde Fidel fala em aposentadoria, faz referência ao amigo Niemeyer: "Penso, como (o arquiteto brasileiro Oscar) Niemeyer, que se deve ser consequente até o final".[19] Esta frase foi repetida em sua carta de renúncia de 18 de fevereiro de 2008.[20]
Não me sinto importante. Arquitetura é meu jeito de expressar meus ideais: ser simples, criar um mundo igualitário para todos, olhar as pessoas com otimismo. Eu não quero nada além da felicidade geral.
— Oscar Niemeyer[21]
Tem fama de ser desapegado de dinheiro e pródigo, de ter doado diversos projetos e não ter acumulado fortuna.
Custo de projetos
Os projetos arquitetônicos de Niemeyer,[8][21] custam altas cifras ao Estado: em 2007, cobrou 7 milhões de reais pelo projeto da nova sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília,[22] tendo sua empresa recebido 33,5 milhões de reais do governo federal, entre 1996 e 2008, apenas por projetos de obras em Brasília.[23]
Os engenheiros
Dada a preferência pelo concreto armado e o desenvolvimento das inúmeras possibilidades fornecidas pelo mesmo, as obras de Niemeyer contaram com a fundamental parceria dos engenheiros Joaquim Cardozo (1897-1978) e José Carlos Sussekind (1947), sendo o primeiro responsável pelo cálculo da maioria das obras da construção de Brasília e o segundo pelas obras da década de 70 até a atualidade. Juntos, Oscar Niemeyer e José Carlos Sussekind publicaram em 2002 o livro Conversa de Amigos - Correspondência entre Oscar Niemeyer e José Carlos Sussekind, uma coletânea das cartas trocadas entre os amigos desde março de 2001 até o início de 2002, onde falam de assuntos diversos: desde arquitetura e engenharia à literatura, filosofia e atualidade política.
Primeiros trabalhos

Desde sempre idealista, mesmo passando por dificuldades financeiras, decide trabalhar sem remuneração no escritório de Lúcio Costa e Carlos Leão. Não lhe agradava a arquitetura comercial vigente e viu no escritório de Lúcio Costa uma oportunidade para aprender e praticar uma nova arquitetura.
Obra do Berço
Seu primeiro projeto individual a ser construído foi a Obra do Berço, em 1937, no bairro da Lagoa, Rio de Janeiro. Neste edifício nota-se a presença dos elementos defendidos na arquitetura moderna e a influência do arquiteto francês Le Corbusier: o pilotis, a planta livre, a fachada livre, possibilitando a abertura total de janelas na fachada, o terraço-jardim e o brise-soleil, pela primeira vez utilizado na vertical. Durante a construção, o arquiteto estava fora do Brasil e, ao retornar, encontrou o brise instalado de forma inapropriada, sem proteger o interior contra a insolação. Sendo assim, Niemeyer, que nada havia cobrado pelo projeto, pagou pela execução do brise na forma em que havia projetado. O prédio da Obra do Berço foi inaugurado em 1938 e em 2012 a instituição ainda o ocupa.
Ministério da Educação e Saúde


Ministério da Educação e Saúde: pilotis e azulejos de Portinari. Inaugurado em 1943.
Ver artigo principal: Ministério da Educação e Saúde
Em 1936, o escritório onde Niemeyer trabalhava como estagiário, dirigido por Lúcio Costa e Carlos Leão, foi chamado pelo ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema (que anulara o concurso público ganho por Archimedes Memoria), para projetar o novo edifício do Ministério da Educação e Saúde.[24] Este projeto estava inserido no contexto político do Estado Novo, quando Getúlio Vargas, presidente do Brasil, usava a arquitetura e o urbanismo como ferramentas para ilustrar os novos rumos da nação em uma fase intermediária, que buscava se transformar de potência agrícola exportadora de café em um país industrializado.


Ministério da Educação e Saúde: fachada com brises.
Lúcio Costa pediu assessoria ao arquiteto franco-suíço Le Corbusier, um dos grandes expoentes mundiais do Movimento Moderno e montou uma equipe de arquitetos para o desenvolvimento do projeto: Affonso Eduardo Reidy, Ernani Vasconcellos, Jorge Moreira, Carlos Leão e Niemeyer. O projeto segue os 5-pontos corbusianos, já realizados no Pavilhão Suíço, um prédio de apartamentos em Paris projetado por Le Corbusier em 1930. O edifício do MEC, terminado em 1943,[16] eleva-se da rua apoiando-se em pilotis: sistema de pilares de concreto que mantém o prédio "suspenso", permitindo o trânsito livre de pedestres por baixo do mesmo (um espaço público de passagem). O prédio uniu os maiores nomes do modernismo brasileiro, com azulejos de Portinari, esculturas de Alfredo Ceschiatti e jardins de Roberto Burle Marx e é considerado o primeiro grande marco da Arquitetura Moderna no Brasil.[16]
Pavilhão Brasileiro na Feira Mundial de Nova Iorque
Em 1939, Niemeyer viaja com Lúcio Costa para projetar o Pavilhão Brasileiro na Feira Mundial de Nova Iorque de 1939-40. Associam-se ao escritório de Paul Lester Wiener, responsável pelo detalhamento dos interiores e stands de exposição. Em uma época em que a Europa e os Estados Unidos estavam concentrando suas potências industriais na Segunda Guerra Mundial, o Brasil estava investindo em arquitetura, o que lhe colocou na vanguarda da Arquitetura Modernista internacional, onde ainda permaneceu por várias décadas, graças em boa parte ao talento de Oscar Niemeyer.
Década de 1940

Conjunto Arquitetônico da Pampulha


Igreja São Francisco de Assis Belo Horizonte.
Igrejinha da Pampulha. Concluída em 1943.
Em 1940, Niemeyer conheceu Juscelino Kubitschek, na ocasião prefeito de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, que tinha interesse em desenvolver uma área ao norte da cidade, chamada Pampulha. Encomendou a Niemeyer um conjunto de edificações que seriam conhecidas como Conjunto Arquitetônico da Pampulha.
Igreja São Francisco de Assis
Ver artigo principal: Igreja São Francisco de Assis (Belo Horizonte)
Finalizados em 1943, os prédios foram alvo de muitas críticas e admiração, causando polêmicas locais. A Igreja católica negou-se a benzer a Igreja São Francisco de Assis Belo Horizonte, em parte por sua aparência não usual, e em parte pelo mural moderno pintado por Portinari, que possuía traços abstratos e onde reconhecia-se um cachorro, representando um lobo junto a São Francisco de Assis.[25] Através do conjunto da Pampulha, Niemeyer conseguiu sua primeira projeção internacional. No conjunto da Pampulha desponta o estilo que irá marcar suas obras: o uso da plasticidade no concreto armado gerando formas sinuosas em seus prédios. Os projetos de Niemeyer são de traços mínimos, e a arquitetura deve se resolver pela estrutura. No entanto, ele nega que a estética de seus prédios se sobreponha ao utilitarismo; sempre escreveu enormes memoriais, descrevendo e justificando os detalhes plásticos do edifício. Segundo ele, se não se pode justificar uma ideia em um parágrafo, desiste-se dela.
Com a obra da Pampulha o vocabulário plástico da minha arquitetura, num jogo inesperado de retas e curvas, começou a se definir.
— Oscar Niemeyer
Cataguases
Ainda no início dos anos 40, Niemeyer recebeu duas encomendas de Francisco Inácio Peixoto: uma casa e um colégio em Cataguases. O projeto da residência de Chico Peixoto e o Colégio Cataguases, inaugurado em 1949, levaram Cataguases à cena da Arquitetura Moderna, atraindo olhares para a pequena cidade mineira. Ambas obras contaram com jardins de Burle Marx. O Colégio possui murais de Paulo Werneck e Cândido Portinari.[26]
Sede das Nações Unidas


Sede da ONU, projeto de 1947.
Em 1946 seu nome já circula internacionalmente - sobretudo após a Pampulha -, e Niemeyer é convidado a lecionar na Universidade de Yale. Porém, em razão de sua posição política (desde 1945, era filiado ao Partido Comunista Brasileiro) teve o pedido de visto de entrada negado pelas autoridades dos Estados Unidos.
Em 1947, Niemeyer novamente é indicado para fazer parte da equipe internacional de arquitetos que deveria desenvolver o projeto da Sede das Nações Unidas em Nova York. Como sempre, tal como ocorrera em 1946, ele não poderia entrar nos Estados Unidos, por ser comunista. Mas, dessa vez, sendo membro da equipe internacional do concurso para o projeto da ONU, recebeu autorização para morar sete meses em Nova York. Assim, não apenas integrou a equipe mas apresentou a proposta que viria a ser a escolhida - apesar da oposição do Corbusier, que queria fazer valer seu próprio projeto e pedira a Niemeyer que não apresentasse sua contribuição. Os prédios da ONU formam uma praça - elemento constante na arquitetura de Oscar Niemeyer e que preenche diversas funções, dando unidade ao conjunto. [27]
Banco Boavista
Ainda em 1946 projeta o Edifício do Banco Boavista, um de seus projetos mais expressivos no Rio de Janeiro. Niemeyer aplica a curva desta vez ao tijolo de vidro que reveste a fachada frontal, iluminando e enriquecendo o interior do banco. O edifício, inaugurado em 1948, foi tombado pelo INEPAC em 1992.
Década de 1950



Edifício Copan em São Paulo, construção concluída em 1966.
Em 1950, o primeiro livro sobre seu trabalho (The Work of Oscar Niemeyer) é publicado nos Estados Unidos, por Stamo Papadaki.
Parque do Ibirapuera
Ver artigo principal: Parque do Ibirapuera
No Brasil, projeta em São Paulo o Conjunto do Ibirapuera, (um parque com pavilhões de exposições em homenagem ao aniversário de 400 anos da cidade), inaugurado 21 de agosto de 1954.
Edifício Copan
Ver artigo principal: Edifício Copan
Para a mesma comemoração, Niemeyer projeta em 1951 o edifício Copan, implantado no velho Centro de São Paulo. Seu desenho sinuoso e o caráter moderno o tornariam um dos símbolos da cidade de São Paulo. O Copan é a maior estrutura de concreto armado do Brasil.[28]
Casa das Canoas
Ainda em 1951 e no ano seguinte constrói sua própria casa no Rio de Janeiro. Esta, chamada a Casa das Canoas, nome da estrada em que se encontra, tornar-se-á muitos anos mais tarde parte da Fundação Oscar Niemeyer. A casa foi tombada em 2007 pelo IPHAN.
Outras obras no período
Em meados da década de 50, Oscar Niemeyer atuou, ainda que brevemente, no mercado imobiliário de São Paulo, para o Banco Nacional Imobiliário (BNI). Os edifícios Montreal, Triângulo, Califórnia e Eiffel são fruto de seu escritório montado em São Paulo neste período, sob supervisão do arquiteto Carlos Lemos, também responsável pela finalização e acompanhamento da execução do Copan. Na mesma época, Niemeyer também projetou o Edifício Itatiaia, em Campinas.
No Rio de Janeiro, projeta em 1954 a Casa Edmundo Cavanelas, em Petrópolis, que foi usada para ambientação da minissérie Queridos Amigos (rede Globo) exibida em 2008. A casa possui uma cobertura apoiada nas quatro extremidades, que lembra um lençol ou uma tenda, de concreto. Ainda em 1954 projetou, sob encomenda de Juscelino, a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, em Belo Horizonte, inaugurada em 1961.[29] Projetou a Escola Estadual Governador Milton Campos em Belo Horizonte, mais conhecida como Colégio Estadual Central, inaugurada em 1956, cujo conjunto foi tombado pelo Patrimônio Histórico de Minas Gerais.[30]
Em 1955, funda a revista Módulo, no Rio de Janeiro, uma das mais importantes revistas de arquitetura, urbanismo, arte e cultura da década de 50. Sua produção foi proibida pela ditadura militar em [1965 e só voltou a circular em 1975.[31]
Juscelino Kubitschek, eleito presidente do Brasil em 1956, volta a entrar em contato com Niemeyer, desta vez com um projeto político mais ambicioso: mover a capital nacional para uma região despovoada no centro do país. Assim, Juscelino o chama para a direção da Novacap, empresa urbanizadora da nova capital.
Brasília



O Palácio do Planalto.
Em 1957, Niemeyer abre um concurso público para o Plano Piloto de Brasília, a nova capital. O projeto vencedor é o apresentado por Lúcio Costa, seu amigo e ex-patrão. Niemeyer, arquiteto escolhido por Juscelino, seria responsável pelos projetos dos edifícios, enquanto Lúcio Costa desenvolveria o plano da cidade.
Brasília foi um grande desafio; a cidade foi construída na velocidade de um mandato, e Niemeyer teve de planejar uma série de edifícios em poucos meses para configurá-la. Entre os de maior destaque estão a residência do Presidente (Palácio da Alvorada), o Edifício do Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal), a Catedral de Brasília, os prédios dos ministérios, a sede do governo (Palácio do Planalto) além de prédios residenciais e comerciais.
A determinação de Kubitschek foi fundamental para a construção de Brasília, levando para frente sua intenção de desenvolver o centro despovoado do Brasil (a exemplo da marcha do oeste norte-americana): povoar o interior e levar o progresso Brasil adentro.
O projeto de Lúcio Costa, vencedor do concurso, punha em prática os conceitos modernistas de cidade: o automóvel no topo da hierarquia viária, facilitando o deslocamento na cidade, os blocos de edifícios afastados, em pilotis sobre grandes áreas verdes. Brasília possui diretrizes que remetem aos projetos de Le Corbusier na década de 1920 e ainda ao seu projeto para a cidade de Chandigarh, pela escala monumental dos edifícios governamentais. A cidade de Lúcio Costa também possui conceitos semelhantes aos dos estudos de Hilberseimer.
“""…quem for a Brasília, pode gostar ou não dos palácios, mas não pode dizer que viu antes coisa parecida. E arquitetura é isso - invenção." ”
— Oscar Niemeyer
Nesta nova cidade projetada, levou-se em conta o ideal socialista, onde todas as moradias pertenceriam ao governo e seriam utilizadas pelos funcionários públicos. Nesta visão, todos os funcionários, fossem serventes ou parlamentares, deveriam habitar os mesmos prédios.
A construção de Brasília foi controversa; os preceitos do urbanismo modernista já sofriam críticas antes mesmo do início de sua construção, devido a sua escala monumental e à prioridade dada ao automóvel. Brasília cresceu de forma não prevista e cidades-satélite surgiram para acomodar a crescente população. Atualmente, apenas uma pequena parcela dos habitantes do Distrito Federal habita na área prevista pelo plano piloto de Lúcio Costa.


Palácio da Alvorada.


A catedral de Brasília.
Igrejinha da 307/308 Sul
Ver artigo principal: Igrejinha da 307/308 Sul
Em maio de 1958 inaugurou-se o primeiro templo de alvenaria em Brasília, a Igrejinha da 307/308 Sul, construída em 100 dias.
Palácio da Alvorada
Ver artigo principal: Palácio da Alvorada
O Palácio da Alvorada foi o primeiro edifício público inaugurado em Brasília, em junho de 1958. Nesta obra Niemeyer desenha pilares em um formato inusitado. A forma dos pilares da fachada deu origem ao símbolo e emblema da cidade, presente no brasão do Distrito Federal.
Palácio do Planalto
Ver artigo principal: Palácio do Planalto
O Palácio do Planalto foi inaugurado no dia da transição da capital, em 21 de abril de 1960. Durante a construção do edifício, a sede do Governo funcionou no Catetinho, um sobrado de madeira, nos arredores de Brasília. É um dos edifícios da Praça dos Três Poderes, sendo os demais o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional.
Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida
Ver artigo principal: Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida
Marcante por sua arquitetura singular, a Catedral Metropolitana é uma das obras mais expressivas de Brasília. O acesso à nave se dá através de uma passagem subterrânea, intencionalmente escura e mal-iluminada, visando o contraste com o interior que recebe iluminação natural intensa. Foi inaugurada em 1960.


Congresso Nacional em Brasília.
Casa do Cantador
Ver artigo principal: Casa do Cantador
Uma edificação moderna para homenagear a comunidade nordestina que habita o Distrito Federal. Localizada na cidade de Ceilândia, a Casa é a sede do cantador repentista, do poeta cordelista, do coquista embolador e de um sem-número de artistas do improviso e da literatura de cordel, verdadeiros representantes da cultura popular. Inaugurada a 9 de novembro de 1986, a Casa do Cantador tem sido palco de grandes manifestações culturais, a exemplo dos Festivais Nacionais de Cantadores Repentistas e Poetas Cordelistas que acontecem há mais de 22 anos. Nestes eventos a Casa abre suas portas para a arte e a cultura e recebe de bom grado toda a mistura de brasileiros que reside no Distrito Federal.
Edifício do Congresso Nacional
Ver artigo principal: Edifício do Congresso Nacional
O edifício do Congresso Nacional do Brasil, inaugurado em 1960, localiza-se no centro do Eixo Monumental, a principal avenida de Brasília. À frente há um espelho d'água e um grande gramado e na parte posterior do edifício se encontra a Praça dos Três Poderes. É um dos edifícios mais importantes do Brasil. É composto de duas semiesferas, que abrigam o Câmara dos Deputados e o Senado. Entre as semiesferas há dois blocos de escritórios.

Vista panorâmica da Praça dos Três Poderes: a esquerda (sul) o poder judiciário (Supremo Tribunal Federal - nº3), no centro o poder legislativo (Congresso Nacional - nº12) e a direita a sede do poder executivo (Palácio do Planalto - nº16).
Exílio e projetos além mares



O Casino do Funchal. Inaugurado em 1976.
Em 1964 viaja para Israel a trabalho e volta para um Brasil completamente diferente. Em março o presidente João Goulart, (Jango), que assumira após o presidente eleito Jânio Quadros renunciar, havia sido deposto por um golpe dos militares, que assumem o controle do país e instauram um regime de ditadura que duraria 21 anos.
O comunismo de Niemeyer lhe custou caro. No período da ditadura militar do Brasil, a revista Módulo, que dirigia, tem a sede parcialmente destruída, o escritório de Niemeyer é saqueado, seus projetos passam a ser recusados e a clientela desaparece.[32]
Em 1965, 223 professores, entre eles Niemeyer, se demitem da Universidade de Brasília, em protesto contra a política universitária e retaliações do Governo Militar.[33] No mesmo ano viaja para França, para uma exposição sobre sua obra no Museu do Louvre.
No ano seguinte, impedido de trabalhar no Brasil, muda-se para Paris. Começa aí uma nova fase de sua vida e obra. Abre um escritório nos Champs-Élysées, e tem clientes em diversos países, em especial na Argélia, onde desenha a Universidade de Constantine e, em 1970, a mesquita de Argel. Na França, projeta a sede do Partido Comunista Francês (doação), a Bolsa de Trabalho de Bobigny, o Centro Cultural Le Havre e na Itália a Editora Mondadori.
Em Portugal tem apenas uma obra, na cidade do Funchal, o Pestana Casino Park, um projecto de 1966, mas concluído em 1976 e que é composto por três edifícios: um cassino, um centro de congressos e um hotel de cinco estrelas.
Anos 1980 e 1990



Mão, escultura de Niemeyer no Memorial da América Latina, São Paulo, 1989.
Niemeyer retorna ao Brasil no começo dos anos 80, no início da abertura política, quando da anistia dos exilados no governo João Figueiredo.
Na ocasião o antropólogo Darcy Ribeiro, amigo de Niemeyer, era vice de Brizola, ex-exilado e governador do Rio de Janeiro eleito em 1982. Para consolidar os projetos educacionais e culturais de Darcy Ribeiro, Niemeyer projeta os CIEPs e o Sambódromo do Rio de Janeiro, que possui salas de aula sob as arquibancadas.
Projetou ainda na década de 1980 o Memorial JK; o Edifício Manchete; sede do Grupo Bloch em 1983; a Arena de Rodeios e o Parque do Peão "Mussa Calil Neto", na cidade de Barretos, interior de São Paulo (1984); o Panteão da Pátria em Brasília (1985) e o Memorial da América Latina (1987), em São Paulo.
Em 1988, é criada a Fundação Oscar Niemeyer a fim de preservar o seu acervo de cerca de 500 trabalhos.
Memorial a Cabanagem
O Memorial da Cabanagem é um monumento de 15 metros de altura por 20 de comprimento, todo em concreto, erguido no complexo do entroncamento em Belém do Pará. A pedido do então governador do Pará, Jader Barbalho, o monumento foi construído para compor as comemorações do sesquicentenário da Cabanagem, que aconteceu em 7 de janeiro de 1985. Esteticamente a obra pode ser definida como uma rampa elevada em direção ao céu com uma inclinação acentuada apontando para um ponto sem fim, tendo no meio uma "fratura", um pedaço do monumento que jaz no chão. Segundo a concepção de Nyemeyer, o monumento representa a luta heróica do povo cabano, que foi um dos movimentos mais importantes de todo o Brasil. A rampa elevada em direção ao firmamento representa a grandiosidade da revolta popular que chegou muito perto de atingir seus objetivos e a "fratura" faz alusão à ruptura do processo revolucionário. Mas embora tenha sido sufocada, a Cabanagem permanece viva na memória do povo, por isso, o bloco continua subindo para o infinito, simbolizando que a essência, os ideais e a luta cabana continuam latentes na história do país. Hoje o monumento à Cabanagem faz parte do complexo viário do Entroncamento e está longe de cumprir o seu papel de museu, pois é fechado à visitação pública e, há algum tempo, foi alvo de vandalismo por parte de moradores de rua. Em 1997, o então prefeito Edmílson Rodrigues determinou que o monumento fosse limpo e restaurado. Este momunento é o único de Oscar Niemeyer em território paraense, no entanto é vítima de constantes arrombamentos, pichações e depredações. O monumento aponta para a vila de Icoaraci onde muitos combatentes cabanos foram mortos e enterrados.A "mão fraturada"(sem o polegar)faz referência a pacificação ocorrida após a cabanagem numa época onde quem era pego com armas de fogo tinha o polegar cortado.
Terminal Rodoviário de Londrina
Ver artigo principal: Terminal Rodoviário de Londrina
Ainda em 1988 projetou para a cidade de Londrina, no Paraná, o Terminal Rodoviário de Londrina (José Garcia Villar), que foi inaugurado em 25 de junho de 1988. A construção é toda feita de zinco, possui o formato circular, no centro onde tem abertura que sai para o jardim.


Museu de Arte Contemporânea de Niterói, 1996.
Memorial da América Latina
Ver artigo principal: Memorial da América Latina
O Memorial da América Latina, localizado no bairro da Barra Funda, na cidade de São Paulo, inaugurado em 18 de março de 1989, possui o conceito e o projeto cultural desenvolvido pelo antropólogo Darcy Ribeiro.
Museu de Arte Contemporânea de Niterói
Ver artigo principal: Museu de Arte Contemporânea de Niterói
Em 1991, aos 84 anos, projetou o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, MAC em um terreno que o próprio escolheu quando andava de carro por Niterói. Considerado uma de suas grandes obras, o projeto do MAC integra a arquitetura com o panorama da Baía de Guanabara, a praia de Icaraí e o relevo do Rio de Janeiro.
Anos 2000



Museu Oscar Niemeyer, Curitiba. Inaugurado em 2002.
Museu Oscar Niemeyer
Ver artigo principal: Museu Oscar Niemeyer
Em 22 de novembro de 2002 foi inaugurado o complexo que abriga o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Por sua forma inusitada, o museu é popularmente chamado de Museu do Olho ou Olho do Niemeyer. Abriga diversas exposições ao longo do ano e traz milhares de turistas do Brasil e do exterior. O Museu preza por sua arquitetura moderna, representando originalmente um pinheiro (segundo Niemeyer).
Anexo da Serpentine Gallery
Em [2003, Niemeyer foi escolhido para projetar seu primeiro edifício na Grã-Bretanha, um anexo provisório na Serpentine Gallery - uma galeria londrina que constrói a cada ano um pavilhão no Jardim do Hyde Park. Apesar de sua preferência pelo concreto, Niemeyer optou pela execução em aço devido ao caráter temporário da obra, que pedia uma arquitetura desmontável.


Auditório Ibirapuera, concluído em 2005.
Auditório Ibirapuera
Ver artigo principal: Auditório Ibirapuera
No ano de 2002 é concluída a 12ª versão do projeto do Auditório Ibirapuera, projetado para o local desde 1952 e cujas obras são finalizadas em 2005.[34]


Museu Nacional Honestino Guimarães, no Complexo Cultural da República, Brasília, 2006.
Museu Nacional Honestino Guimarães
Em 15 de dezembro de 2006, com quase 50 anos de atraso, foi inaugurado o Museu Nacional Honestino Guimarães e a Biblioteca Nacional Leonel de Moura Brizola, que formam, juntas, o maior centro cultural do Brasil, denominado Complexo Cultural da República, na Esplanada dos Ministérios em Brasília. O Complexo, de 91,8 mil metros quadrados custou 110 milhões de reais ao Governo do Distrito Federal.[35] A inauguração foi programada para coincidir com o 99º aniversário de Oscar Niemeyer.


Niemeyer explicando como seria o Complexo Cultural durante a solenidade de assinatura do protocolo de intenção no Espaço Dercy Gonçalves que fica na cobertura do Teatro Nacional
Caminho Niemeyer de Niterói
Ver artigo principal: Caminho Niemeyer


Trecho do Caminho Niemeyer visto de uma barca; à esquerda, a Fundação Oscar Niemeyer e, à direita, o Teatro Popular de Niterói
Conjunto, projetado por Oscar Niemeyer, de construções na orla da cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil, em caráter complementar ao Museu de Arte Contemporânea de Niterói, em um caminho entre o Centro da cidade e os bairros da Zona Sul, formando um complexo cultural, o Caminho Niemeyer. Integram, além do Museu de Arte Contemporânea, a estação de catamarãs de Charitas, o Teatro Popular de Niterói, o Memorial Roberto Silveira, a sede da Fundação Oscar Niemeyer e a Praça JK. Está em construção o Museu do Cinema Brasileiro. Foram acrescentados recentemente, ao projeto, uma torre panorâmica, uma nova estação de barcas e um centro de convenções.[36]
Centro Cultural Oscar Niemeyer
Ver artigo principal: Centro Cultural Oscar Niemeyer
Em 2006 concebe em Goiânia um complexo que leva o seu nome Centro Cultural Oscar Niemeyer, em sua homenagem.
2007: Seu centenário
Niemeyer completou em 2007 o centésimo aniversário[37] perfeitamente lúcido e ativo. Neste mesmo ano, no dia 12 de dezembro, recebeu a mais alta condecoração do governo francês pelo conjunto de sua obra, o título de Comendador da Ordem Nacional da Legião de Honra.[38]
Vladimir Putin, presidente da Rússia, conferiu-lhe a condecoração da Ordem da Amizade no dia 14 de dezembro.[39] No mesmo ano de 2007 o Iphan tombou 35 obras do arquiteto, das quais 24 foram selecionadas pelo próprio Niemeyer.[16][40]
Fora do Brasil, em 2007, o arquiteto iniciou as obras do seu primeiro projecto em Espanha: um centro cultural com o seu nome, Centro Niemeyer, em Avilés, Astúrias. Este projecto foi oferecido à Fundação Príncipe das Astúrias como agradecimento pela condecoração que Niemeyer recebeu, em 1989 (Prémio Príncipe das Astúrias das Artes). Do projecto consta de cinco peças separadas e complementares: praça, auditório, cúpula, torre e um edifício polivalente. Foi inaugurado na Primavera de 2011.


Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer, Espanha
Ainda em 2007, ano de comemoração do seu centenário, Oscar Niemeyer aceitou ser presidente de honra do Centro de Educação Popular e Pesquisas Econômicas e Sociais CEPPES, centro de estudos fundado por Luís Carlos Prestes.
Havia projetado um balneário para Potsdam, na Alemanha, com inauguração marcada para 2007, cujas obras foram canceladas antes do início da edificação devido às suas dimensões faraônicas.
Em dezembro de 2007 foram iniciadas as obras do complexo da Cidade Administrativa de Minas Gerais, no bairro Serra Verde, região norte de Belo Horizonte. O projeto do complexo arquitetônico do Centro Administrativo previa a construção de uma praça cívica e cinco edificações: a Sede do Governo de Minas Gerais, duas torres com 15 andares, um auditório, e um centro de convivência em uma área de 804 mil metros quadrados. O término das obras se deu em março de 2010. Oscar Niemeyer é autor de quinze obras na cidade, incluindo esta em construção.[41][42]
Ainda 2007 Niemeyer fora convidado para redesenhar o prédio do Detran, de sua autoria, em São Paulo, que abrigará o novo MAC da USP.[43] No entanto, devido à grande intervenção proposta, o projeto foi vetado pelo Conpresp em abril de 2009.[44] Orçada em 120 milhões, a reforma proposta por Niemeyer ficaria além da verba disponível.[45]
2008


Estação Cabo Branco em João Pessoa (PB).
Estação Cabo Branco
Ver artigo principal: Estação Cabo Branco
Em 2008 foi inaugurada a Estação Cabo Branco, em João Pessoa no estado da Paraíba. O complexo, localizado na Ponta do Seixas, extremo oriental das Américas, tem como foco central "uma torre espelhada erguida em forma octogonal, com 43 metros de distância entre lados opostos e apoiada sobre uma parede cilíndrica com 15 metros de diâmetro". O projeto tem 8.571m².
Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte


Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte em Natal (RN).
Ver artigo principal: Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte
Em 21 de julho de 2008 foi inaugurado na cidade de Natal o parque urbano Dom Nivaldo Monte, com o projeto arquitetônico de autoria de Oscar Niemeyer. O parque ocupa uma área de 64 hectares, sendo composto por dois estacionamentos, dois pórticos de entrada, cinco trilhas pavimentadas (6,5 km), quatro unidades de descanso, quatro baterias de banheiros, biblioteca, auditório, centro de educação ambiental, um monumento com doze andares, constituindo memorial da cidade e mirantes.
Outras obras no período
Ainda em 2008 Niemeyer apresentou um novo projeto. A sede do Centro Cultural Casa das Américas que será na cidade de Nova Friburgo, Rio de Janeiro.[46]
Niemeyer já se dispôs a projetar um estádio de futebol no Brasil para a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil.[47]
As obras tombadas pelo IPHAN ou declaradas Patrimônio da Humanidade pela Unesco (caso de Brasília), só podem ser alteradas com autorização do arquiteto.
O centenário arquiteto entregou também por volta de 2008 um projeto nada modesto para a construção da Holoteca, no bairro Cognópolis em Foz do Iguaçu. Se trata de uma megabiblioteca com auditório que custará pelo menos R$ 13 milhões.[48]
2010
Cidade Administrativa de Minas Gerais Presidente Tancredo Neves
Ver artigo principal: Cidade Administrativa de Minas Gerais


Palácio Tiradentes, uma das edificações que compõe a Cidade Administrativa de Minas Gerais.
Também foi convidado a elaborar o projeto arquitetônico do novo centro administrativo do governo de Minas Gerais. Este centro localiza-se entre a capital mineira e o Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins). Mais um projeto ousado que - dentre outras edificações no local - previa uma laje de quase 150 metros apoiada em apenas dois pilares.
Curvas, concreto armado e o maior prédio suspenso do mundo. A Cidade Administrativa de Minas Gerais[49] é considerada o projeto mais ousado de Oscar Niemeyer. A obra, realizada no governo Aécio Neves, abriga as Secretarias e órgãos do Estado e foi inaugurada 4 de março de 2010.
Dar vida às formas desenhadas por Niemeyer foi um grande desafio conquistado pela a engenharia. O conjunto abriga ao todo cinco edificações. O Palácio Tiradentes, sede do governo, é totalmente suspenso por cabos de aço, formando um vão livre de 147 metros no térreo. As Secretarias foram alocadas em dois prédios idênticos com os nomes "Minas" e "Gerais", feitos em curva, com 15 andares cada um.
Completam o cenário, um centro de convivência em formato redondo, com lojas, restaurantes e bancos, e o auditório JK com 490 lugares. A construção côncava, com um espaço vazado na parte de cima, representa a figura de um olho e lembra a igrejinha da Pampulha, obra que reflete bem o estilo arquitetônico de Niemeyer.
Universidade de Música e Arte de Araraquara
Ousado, o projeto da Universidade de Música de Araraquara prevê três prédios: duas cúpulas e um extenso bloco, distribuídos numa área de 9 mil m² de construção. Uma enorme rampa fará a ligação entre os três locais. As dependências da Universidade de Música terão, além das salas de ensino, biblioteca, área de convivência interna, teatro, auditório e refeitório. Niemeyer está empolgado com um projeto e priorizou a beleza dentro das limitações do local. A previsão de inauguração da Universidade é novembro de 2011.
Museu Pelé
"Um dia vieram me dizer que o Niemeyer é o Pelé da arquitetura. Nada disso. Eu é que sou o Niemeyer do futebol."[50]
Pelé
O museu orçado em R$ 20 milhões já começou a ser construído na cidade de Santos no litoral do Estado de São Paulo. A obra é mais um projeto de Oscar Niemeyer. A previsão é que as obras terminem em 2012. A inspiração foi pelo pulo do jogador de futebol Pelé com o braço levantado, refletindo como símbolo do monumento. O jogador costumava comemorar seus gols dessa forma.
O acervo vai agregar mais de três mil peças, inclusive uma réplica da taça do mundial de 1970, a Taça Jules Rimet.[51]
Design

Niemeyer também produziu mobílias de design, levando à madeira prensada as curvas que já aplicava ao concreto. Foi um dos pioneiros no design de móveis no Brasil. Projetou o mobiliário do Palácio da Alvorada, o da Sede do Partido Comunista Francês e alguns móveis em parceria com a filha, na década de 1970. Os móveis de Niemeyer foram expostos em diversos museus brasileiros e salões e feiras internacionais.[52]
Esculturas

Monumento a Carlos Fonseca Amador, Nicarágua, 1982
Monumento "Tortura Nunca Mais", Rio de Janeiro, 1986
Monumento "Nove de Novembro" (dedicado aos três operários assassinados durante a greve de novembro de 1988), Volta Redonda, 1988
Escultura Mão, na Praça Cívica do Memorial da América Latina , 1989
Memorial da Ilha de Gorée, Largo de Dakar, Senegal, 1991
Marco à Coluna Prestes, Santo Ângelo, 1995
Esculturas "Forma no Espaço II", "Mulher I", "Violêcia", "Retirantes" e "Forma no Espaço I" (encomendadas pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, expostas na praia do Leme em 2000 e atualmente instaladas no Parque Dois Irmãos, também no Rio de Janeiro[53]) - nomes por ordem na foto da ligação.[54]
Escultura "Uma Mulher, uma Flor, Solidariedade", Parque Bercy, Paris, 2007
Escultura para Cuba (doação), Havana, 2007[55]
Literatura

Quase memórias: viagens, tempos de entusiasmo e revolta - [1968
Minha experiência em Brasília, 1961, editado posteriormente na França, Cuba e Rússia
A forma na arquitetura - 1980
Rio: de Província a Metrópole - 1980
Como se faz arquitetura - 1986
Trecho de Nuvens - 1989
Conversa de arquiteto - 1994
As curvas do tempo - Memórias - 1998
Meu sósia e eu - 1999
As curvas do tempo - 2000
Minha arquitetura Editora Revan, Rio de Janeiro, 2000
Conversa de amigos - Correspondência entre Oscar Niemeyer e José Carlos Sussekind, com José Carlos Sussekind, 2002
Minha arquitetura - 1937-2004, Editora Revan, Rio de Janeiro, 2004
Sem rodeios - 2006, contos. Editora Revan, Rio de Janeiro, 2006
Filmografia

Em 2007 foi lançado o documentário sobre vida e obra de Oscar Niemeyer, A vida é um sopro, com direção e roteiro de Fabiano Maciel.[56]
Impressões sobre o arquiteto

Ele tem sido exaltado pelos seus admiradores como grande artista e um dos mais importantes arquitetos de sua geração.[57] Aqueles que não o admiram dizem que é vaidoso, frívolo e contraditório. Ironicamente, estes últimos deram-lhe a alcunha de "arquiteto oficial", graças ao seu grande prestígio junto aos políticos.[58]
Em 2007 foi eleito o nono gênio mundial vivo em uma lista compilada pela empresa Syntetics (Lista dos 100 maiores gênios vivos).[59]
Se é certo - como acredito - que nós, homens, inventamos a vida, o mundo imaginário em que habitamos, Oscar Niemeyer é um dos que mais contribuíram para isso, inventando uma arquitetura que parece nascida do sonho e, com isso, nos ajuda a viver.
— Ferreira Gullar[60]
Para os arquitetos criados pelo movimento moderno, Oscar Niemeyer posiciona-se no mais alto grau de sabedoria. Invertendo o ditado familiar de que 'forma segue a função', Niemeyer demonstrou que 'quando a forma cria beleza, ela se transforma em funcional, e, portanto, fundamental na arquitetura'.
Dizem que Iuri Gagarin, o pioneiro cosmonauta russo, visitou Brasília e comparou a experiência com aterrissar em um planeta diferente. Muitas pessoas quando vêem a cidade de Niemeyer pela primeira vez devem sentir o mesmo. É audaciosa, escultural, colorida e livre - e não se compara a nada que se tenha feito antes. Poucos arquitetos na história recente têm sido capazes de convocar tal vocabulário vibrante e estruturá-lo em tal linguagem tectônica brilhantemente comunicativa e sedutora.

— Sir Norman Foster, arquiteto[60]
Todavia, há personalidades que não concordam com a genialidade de Niemeyer:
Sobre o projeto da biblioteca no Memorial da América Latina, na Barra Funda, em São Paulo:


Biblioteca Victor Civita, no Memorial da América Latina.
A casca é uma forma inteligentíssima porque trabalha somente à compressão, sob medida para o concreto, que não tem resistência à tração. Ora, romper o trânsito dos esforços que se dirigiam tranquilamente ao solo, para remetê-los a uma viga reta gigantesca, "a maior do mundo", é no mínimo um tremendo non sense, 95 metros. Niemeyer insiste na ideia de que isso é "avanço tecnológico" e às vezes apresenta suas "intuições estruturais" como uma homenagem à engenharia nacional. É preciso que alguém aponte a ingenuidade dessa deslocada pretensão que, ao contrário do que dizem e repetem seus admiradores, não constitui intuição estrutural: tudo não vai além de investir recursos públicos no alto custo de uma proposta tecnicamente ineficiente.
— Joaquim Guedes[58]
Sei que isso pode soar chocante, porque há um consenso quase universal aqui no Brasil de que Niemeyer é um gênio. (…) Deixando de lado a política stalinista de Niemeyer, que é execrável, há uma contradição fundamental e irreconciliável entre o que ele professa e a obra que ele produziu. Ele afirma querer uma sociedade baseada em princípios igualitários, mas sua arquitetura, para usar a linguagem do mundo da computação, não é user-friendly. Ao contrário: ela é profundamente elitista e mesmo egoísta, concentrada principalmente em fazer declarações grandiosas e eloquentes por si mesmas, para satisfação de Niemeyer e seus admiradores, mesmo que cause desconforto ou inconveniência ao usuário."
— Larry Rohter[61][62]
Premiações e reconhecimentos

1963 - Prêmio Lênin da Paz, Governo da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
1963 - Membro honorário do Instituto Americano de Arquitetos
1964 - Membro honorário da Academia Americana de Artes e Letras e do Instituto Nacional de Artes e Letras
1975 - Comendador da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal (3 de Março)[63]
1988 - Prêmio Pritzker de Arquitetura, dos Estados Unidos[52]
1989 - Título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Brasília
1989 - Prémio Príncipe das Astúrias das Artes Espanha
1989 - Medalha Chico Mendes de Resistência.
1990 - Cavaleiro Comendador da Ordem de São Gregório Magno, Vaticano
1994 - Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada de Portugal (26 de Novembro)[64]
1995 - Título de Doutor Honoris Causa da Universidade de São Paulo
1995 - Título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal de Minas Gerais
1996 - Prêmio Leão de Ouro da Bienal de Veneza, VI Mostra Internacional de Arquitetura
1998 - Royal Gold Medal do Royal Institute of British Architects
2001 - Medalha da Ordem da Solidariedade do Conselho de Estado da República de Cuba
2001 - Medalha do Mérito Darcy Ribeiro do Conselho Estadual de Educação do Estado do Rio de Janeiro
2001 - Prêmio UNESCO 2001, na categoria Cultura
2001 - Título de Grande Oficial da Ordem do Mérito Docente e Cultural Gabriela Mistral, do Ministério da Educação do Chile
2001 - Título de Arquiteto do Século XX, do Conselho Superior do Instituto de Arquitetos do Brasil
2004 - Praemium Imperiale, Japan Art Association
2005 - Patrono da Arquitetura Brasileira, declarado pela Lei nº 11.117, de 18 de maio de 2005]]
2007 - Medalha Ordem do Mérito Cultural, Brasil
2007 - Medalha e título de Comendador da Ordem Nacional da Legião da Honra, Governo da França
2007 - Medalha da Ordem da Amizade, Governo da Rússia
2007 - Medalha Oscar Niemeyer do Partido Comunista Marxista-Leninista[65]
2008 - Prêmio ALBA das Artes, Venezuela, Cuba, Bolívia, Nicarágua[66]
2009 - Orden de las Artes y las Letras de España
2009 - Título de Doutor Honoris Causa da Universidade Técnica de Lisboa[67]
2009 - XXXIII Encontro Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo. Mostrando-se ainda jovem, participou como pôde do maior evento realizado no ano pela FeNEA (Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo): recebeu membros da comissão organizadora para gravação de um bate-papo a ser exibido aos dois mil participantes do encontro, sediado no Ginásio do Mineirinho (Complexo Esportivo da Pampulha), em Belo Horizonte.
Ver também

Anexo:Lista de obras de Oscar Niemeyer
Arquitetura moderna no Brasil
Referências

↑ GOODWIN P., Brazil Builds 1943. Museum of Modern Art of New York
↑ Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares, GeneAll, visitado em 15 de julho de 2008.
↑ "Oscar Niemeyer lança no Rio livro com projetos de igrejas e capelas", G1, Rio de Janeiro, RJ, BR: Globo, 8 2011.
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↑ Torre Oscar Niemeyer, BR: FGV.
↑ "Frases de Oscar Niemeyer", Frases e Pensamentos, BR: Mensagens.
↑ "O arquiteto faz 100 anos", Almanaque Brasil.
↑ a b Isto É - Brasileiro do Século - Arquitetura e Artes Plásticas. Página visitada em 03/09/2008.
↑ Morre Ana Maria Niemeyer. Página visitada em 6 de junho de 2012.
↑ Filha de Oscar Niemeyer morre no Rio. Página visitada em 6 de junho de 2012.
↑ Niemeyer respira sem ajuda de aparelhos, mas segue internado no Rio de Janeiro. Página visitada em 15/10/2009.
↑ Último Segundo, 27 de abril de 2010. Estado de Oscar Niemeyer é estável.
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↑ O arquiteto das curvas e dos grandes palácios. Isto é Gente. Terra. Página visitada em 31/8/2008.
↑ Diário do Nordeste (09/12/07). Elogios a Stalin e a busca pelo belo. Página visitada em 03/08/2008.
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↑ Arcoweb - À espera do último ato. Página visitada em 23/10/2008.
↑ Agência Brasil - Museu e Biblioteca Nacional formam Complexo Cultural da República visitado em 2 de agosto de 2008
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↑ Ao lado de Pelé, Niemeyer apresenta projeto do museu do Rei do futebol
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Bibliografia

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CHARLES, Marcio Torres. "Oscar Niemeyer" , Editora Recomeçar, 2003, ISBN 8576031498
LAGO, Andre Correa do. Oscar Niemeyer - Uma Arquitetura da Sedução, Editora BEI, 2007 ISBN 8586518883
LACERDA, Luiz Claudio e RANDOLPH, Rogerio. Oscar Niemeyer 360 - Minhas Obras Favoritas, 360° EDITORA, 2006 ISBN 8589049051
OHTAKE, Ricardo. Oscar Niemeyer, Publifolha, 2007 ISBN 8574028010
PEREIRA, Miguel Alves. Arquitetura, texto e contexto: O discurso de Oscar Niemeyer, Editora UnB, 1997 ISBN 8523004432
PHILIPPOU, Styliane. Oscar Niemeyer: Curves of Irreverence - Yale University Press, 2008 - ISBN 0300120389
SALVAING, Matthiue. Oscar Niemeyer, Editora Assouline, 2002 ISBN 0300120389
UNDERWOOD, David. Oscar e o Modernismo de Formas Livres no Brasil, Editora COSAC NAIFY, 2002, ISBN 8575031198
Ligações externas

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Niemeyer
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Na saída do caixão do Palácio da Cidade, no Rio, os companheiros cantaram 'A Internacional'

» Estadão.com O corpo do arquiteto Oscar Niemeyer, que morreu na última quarta-feira, aos 104 anos, foi enterrado nesta sexta-feira, 7, por volta das 18h15. Cerca de 400 pessoas assistiram ao sepultamento, contrariando a decisão da família de fazer uma cerimônia fechada.

Além de parentes e amigos, muitos admiradores anônimos e curiosos foram ao cemitério São João Batista, em Botafogo (zona sul). A Banda de Ipanema, da qual Niemeyer era patrono, tocou a música Carinhoso, de Pixinguinha. Companheiros de militância cantaram 'A Internacional', hino dos comunistas.

Velório

Cerca de 150 pessoas assistiram ao culto ecumênico que encerrou o velório iniciado às 8h30, no Palácio da Cidade. A cerimônia durou trinta minutos e foi acompanhada por parentes, amigos, colegas de profissão e admiradores anônimos que chegaram ao palácio pouco antes de os portões serem fechados e foram autorizados pela família a permanecer no salão.

A viúva, Vera Lúcia, ficou especialmente emocionada quando, de mãos dadas, o público cantou a música "Suíte do pescador", de Dorival Caymmi, puxada pelo pastor luterano Mozart Noronha. No momento de saída do caixão, os companheiros cantaram a Internacional, hino dos comunistas, e aplaudiram o arquiteto.

Os portões do Palácio da Cidade, sede da Prefeitura do Rio na zona sul, foram abertos por volta das 8h30 desta sexta-feira para visitação do público ao velório de Oscar Niemeyer. Inicialmente prevista para as 8h, a abertura dos portões atrasou meia hora, porque os organizadores esperaram a chegada da família do arquiteto.

Nesta manhã, minutos antes do início da visitação pública, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, o governador, Sérgio Cabral, e seu vice, Luiz Fernando Pezão, aproximaram-se do caixão, onde permaneceram por cerca de 2 minutos.

O caixão com o corpo de Niemeyer ficou fechado e isolado, por motivos de segurança. Os visitantes ficam a uma distância de cinco metros. Somente familiares e amigos permaneceram dentro da área restrita.

Entre as muitas coroas de flores enviadas ao velório do arquiteto e ex-militante comunista, destacam-se as homenagens dos irmãos Fidel e Raul Castro. Cada um enviou uma coroa. Fidel lembrou "o incondicional amigo de Cuba Oscar Niemeyer", e o irmão Raul, o "querido amigo Niemeyer".

Fidel assinou a lembrança como "comandante em chefe Fidel Castro Ruiz". Seu irmão assina a coroa como "general Raul Castro". Uma terceira coroa de flores foi enviada pelo embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Zamora Rodríguez.

O engenheiro Giorgio Veneziani, de 86 anos, que trabalhou com Niemeyer na construção da Catedral de Brasília, foi ao Palácio da Cidade prestar homenagem ao arquiteto. Ele falou da convivência entre os dois.

"Quando eu estudava na Itália, Niemeyer já era uma referência. Estivemos juntos muitas vezes e tivemos outros pontos de convergência, como o socialismo. E isso nos aproximava ainda mais. Ele me chamava de amigo e companheiro", diz o engenheiro, acrescentando que fez o revestimento de mármore de todos os palácios de Brasília projetados pelo amigo.

Na quinta-feira, 6, o corpo de Niemeyer foi velado no Palácio do Planalto, em Brasília. Ao todo, 44 coroas de flores foram dispostas no salão - de Marisa Letícia e Lula, do governo da Bolívia, de Fidel Castro, da Ambev, do PC do B (uma homenagem ao "grande camarada comunista") e até do Comando da Aeronáutica.

FONTE: http://fotos.noticias.bol.uol.com.br/imagensdodia/2012/12/06/morre-aos-104-anos-o-arquiteto-brasileiro-oscar-niemeyer.htm?fotoNav=74
e
http://gazetaweb.globo.com/mobile/texto_completo.php?c=329216&canal=noticias
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Enviado por J B Pereira em 08/12/2012
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