SOBRE MUDANÇAS E ATITUDES


          Nós humanos somos mesmo seres surpreendentes. Tão surpreendentes que chegamos a surpreender a nós mesmos. Esta capacidade não é medida mas, pode ser observada. E exatamente por ser observada é que as maiores surpresas se apresentam, de forma subjetiva, como juízo de valor. O que se pode observar portanto, é que podemos em um segundo ser juíz e réu, numa via de mão dupla, onde os argumentos e contra-argumentos formam toda base de opinião, influenciando desta forma as diversas surpresas possíveis de aparecerem.

          A complexidade das relações humanas acompanha a nossa complexidade como seres inacabados, entretanto, abertos a uma evolução existencial. Atitudes, ações e reações serão sempre frutos desta relação complexa, a própria vida. A vida é um motor que não para nunca, nem a própria morte é capaz de esvaziá-la, é energia constante, mudando apenas de forma mas, continuamente alimentando uma nova existência.

          As mudanças nem sempre são seguidas de atitudes. Estas podem acontecer independente da primeira porém, não estão livres de se influenciarem mutuamente. Toda mudança traz uma parcela de doação, de dor, de mutação. Uma atitude está sob dois crivos: o da responsabilidade e o da irresponsabilidade. Como seres complexos, quase sempre percorremos os extremos, numa espécie de gangorra, onde costumamos pesar, medir e dar o valor que julgamos ser o correto segundo nosso juízo. Ao meu ver, este é o ponto de estrangulamento do ser humano, à complexidade do erro nas relações de nossas relações existênciais. Mas como acertar se o aprender está no fato de errar ?...Para aprendermos à mudar com atitude!
Ricardo Mascarenhas
Enviado por Ricardo Mascarenhas em 11/06/2012
Reeditado em 11/07/2021
Código do texto: T3717824
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