HUMILDADE, TIMIDEZ OU VAIDADE?
Entre defeitos e virtudes comuns, humildade e timidez tenho-as em boa dosagem. Nada em excesso ou carência, e é nisso que busco o meu equilíbrio. Se o perco, um dos lados inconsequentemente pesou ou há de completar-se. Sinal de humanidade mais imperfeição, de que resulta algum acerto, (h + i = a) equação ou inequação da vida. A exatidão da ciência me diz que a vida é complexa. O humanismo filosófico mostra-me a vida ruidosa e busca-lhe a solução em meio ao raciocínio silencioso. Estou mais para o lado da segunda afirmativa, embora não me escape algum cálculo na contagem da existência. Mas não me julgo mais nem menos em meio a todos, pois que não somos apenas quantidade, mas essência.
Estou a escrever sobre humildade e talvez não me pareça simples. A humildade é prima da vaidade, coisa que tenho em conta menor, sem que a modéstia me perturbe. Modéstia e timidez se confundem. E ao dizer que as tenho em boa dosagem, talvez não seja tão simples (ou vaidoso) quanto pareço. Outros também hão de ver no tímido um tolo esnobe e no humilde um ignorante. Tudo se vê no espelho da vaidade; até pelo jeito de ser simples. E dizer que não se tem vaidade é uma das formas de não ser humilde. Então humano, sou imperfeito. Logo, tenho de tudo, ou penso que tenho. Ora, pensar é uma incerteza. E se eu pouco sei o que sou, sei tudo que não sou. Resta saber: isto é humildade, timidez ou vaidade?
Sabe-se no momento do elogio, da crítica depreciativa ou construtiva. Os brios é que vão dizer. E só aí que sabemos até onde crescemos e em que ponto está nosso amadurecimento. E tudo serve para conscientização do próprio valor, que sabemos, mas que é melhor e especialmente nos faz bem quando é o outro que o reconhece. Aí a natural vaidade cede lugar à timidez, por saber-se grande sendo humilde. É assim que agradeço as palavras de Tânia ao meu poema, cuja apreciação a timidez me diz ficar melhor na página dela.
Ouça
http://www.youtube.com/watch?v=w3WYsdHhC-8
Entre defeitos e virtudes comuns, humildade e timidez tenho-as em boa dosagem. Nada em excesso ou carência, e é nisso que busco o meu equilíbrio. Se o perco, um dos lados inconsequentemente pesou ou há de completar-se. Sinal de humanidade mais imperfeição, de que resulta algum acerto, (h + i = a) equação ou inequação da vida. A exatidão da ciência me diz que a vida é complexa. O humanismo filosófico mostra-me a vida ruidosa e busca-lhe a solução em meio ao raciocínio silencioso. Estou mais para o lado da segunda afirmativa, embora não me escape algum cálculo na contagem da existência. Mas não me julgo mais nem menos em meio a todos, pois que não somos apenas quantidade, mas essência.
Estou a escrever sobre humildade e talvez não me pareça simples. A humildade é prima da vaidade, coisa que tenho em conta menor, sem que a modéstia me perturbe. Modéstia e timidez se confundem. E ao dizer que as tenho em boa dosagem, talvez não seja tão simples (ou vaidoso) quanto pareço. Outros também hão de ver no tímido um tolo esnobe e no humilde um ignorante. Tudo se vê no espelho da vaidade; até pelo jeito de ser simples. E dizer que não se tem vaidade é uma das formas de não ser humilde. Então humano, sou imperfeito. Logo, tenho de tudo, ou penso que tenho. Ora, pensar é uma incerteza. E se eu pouco sei o que sou, sei tudo que não sou. Resta saber: isto é humildade, timidez ou vaidade?
Sabe-se no momento do elogio, da crítica depreciativa ou construtiva. Os brios é que vão dizer. E só aí que sabemos até onde crescemos e em que ponto está nosso amadurecimento. E tudo serve para conscientização do próprio valor, que sabemos, mas que é melhor e especialmente nos faz bem quando é o outro que o reconhece. Aí a natural vaidade cede lugar à timidez, por saber-se grande sendo humilde. É assim que agradeço as palavras de Tânia ao meu poema, cuja apreciação a timidez me diz ficar melhor na página dela.
Ouça
http://www.youtube.com/watch?v=w3WYsdHhC-8