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Homossexualidade: sair ou não do "armário"? Eis a questão

Sempre que o assunto é homossexualidade, as pessoas, salvo as raríssimas exceções, se espantam. E eu me espanto com o tamanho da hipocrisia do ser humano, pois em pleno século XXI ainda existem cabeças tão mesquinhas e reduzidas.

E estas pessoas que "metem o pau", geralmente são as que mais "pagam" com a língua, pois quem cospe para cima, recebe o cuspe de volta na testa, por isso não é raro ver pais preconceituosos tendo que "engolir" o orgulho e aceitar filhos homossexuais. E quando não aceitam, sofrem a vida toda, pois se tem algo que não se muda é esta condição, e não existe ex-filho. Já dizia o ditado: "Quem tem teto de vidro, não atira pedra no do vizinho."

Alguns encaram como opção, eu sou realista e encaro como condição, partindo do princípio de que opção é aquilo que você escolhe. E, sinceramente, ninguém escolhe ser gay.

Quem gosta de ser apontado na rua? Quem gosta de ser alvo de piadinhas ridículas e cheias de preconceito?
Ninguém gosta, portanto, isso não é uma opção.

O termo homossexualismo não se usa mais, pois o sufixo "ismo" significa doença, e já está mais do que provado que homossexualidade não é doença, portanto, que façamos o uso do termo correto.

Os ignorantes dão o nome que quiserem: "bicha", "viado" e "sapatão" são alguns dos termos chulos que a gente escuta por aí.
É por essas e outras que na hora de se assumir gay, muitas pessoas pensam e repensam tanto que a vida passa e a pessoa continua no "armário". Existem pessoas que formam até família, só para escapar do preconceito da sociedade, e com isso são eternos infelizes, pois mentem para si mesmas vivendo uma fantasia para agradar aos padrões.

Faz tempo que não agrado a sociedade, aliás, se tem algo que jamais quis foi isso. Eu vivo de acordo com o que é melhor pra mim. Se eu estou feliz é o que importa. Se nem Jesus que morreu pregado à cruz agradou a todos, eu, uma simples mortal que nada fiz pela humanidade, é que não irei agradar.

É importante ressaltar que, homossexualidade não é sinônimo de promiscuidade. O que você faz e com quem você vive entre quatro paredes, não é o que define o seu caráter.
Sendo assim, respeitar as diferenças é essencial, pois só recebemos respeito quando também somos capazes de oferecê-lo.





Vanessa Pires
Enviado por Vanessa Pires em 24/01/2011
Reeditado em 20/06/2013
Código do texto: T2748946
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Vanessa Pires
Petrópolis - Rio de Janeiro - Brasil, 36 anos
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Vanessa Pires