CRONICA – Política – A posse de Dilma

 

CRÔNICA – POLÍTICA – A POSSE DE DILMA – 02.01.2011

 

            Acompanhei a posse da doutora Dilma Rousseff no maior cargo político brasileiro, que é a Presidência da República.

            Pela primeira vez no país uma mulher assume o comando de um continente, pois a nossa extensão territorial e populacional, a densidade demográfica nos faz entender como tal. Muitos países juntos cabem dentro do território amazônico para se ter uma ideia.

            Dos discursos, deduzi tratar-se de cópia daqueles da campanha eleitoral do ano passado, novidade quase nenhuma, um emaranhado de promessas pra tudo o que é lado, praticamente irrealizáveis.

            Mas não podemos daqui deste espaço desconfiar de coisa alguma, porquanto o seu governo apenas iniciara, mas pela escolha do seu Ministério, que saiu como se fora um parto, podemos aquilatar das dificuldades da novel presidente do país.

            Claro, evidente, que não pertencemos àquele grupo que diz: “Quanto pior... melhor”. Nunca desejamos ser pessimistas na nossa conduta, que foi sempre de pés no chão.

            Todavia, com a maioria esmagadora que ela tem no Congresso Nacional (mais de 300 deputados federais e 51 senadores), não pode haver dúvidas de que está com a faca e o queijo na mão, pois tudo que quiser será votado de acordo com a sua vontade. No Brasil sempre fora assim: “Manda quem pode e obedece quem tem juízo”.

            Desta vez o PT, mais propriamente o Lula, grande líder nacional, queiram ou não os adversários, derrubou as oposições com uma lapada só, fazendo uma quantidade enorme de governadores, deputados estaduais e federais, e senadores.

            Numa jogada de cunho novo, ao que parece, já fora adiantado que os governadores se mostraram favoráveis ao retorno da famosa CPMF, mas com outro apelido e de forma permanente, não mais provisória. Tratando-se de imposto em cascata, cremos que haverá recursos sobrando para a saúde, um dos setores mais importantes em matéria de necessidade de aporte financeiro e de pessoal qualificado. Sem perder de vista as unidades hospitalares e o número de leitos existentes (há uma semana a esposa de meu pedreiro faleceu no Hospital da Restauração, principalmente por falta de leitos, pois teve de ficar nos corredores, segundo me falara aquele amigo).

            Não creio que ela consiga fazer uma reforma tributária, porquanto os interesses de cada Estado são difusos; reforma política nem pensar, pois se está dando certo pra eles por que mexer, relembrando aquele negócio de que “em time que está ganhando nada se altera”.

            Outros problemas sérios estão a desafiar pessoas competentes, tais como a segurança, a educação e os programas de investimentos públicos, de um modo geral (estamos comprometidos com a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, cujos gastos serão de um valor incalculável, porquanto obras do governo são reajustadas absurdamente no decorrer da execução dos projetos).

            Não é só de pulso forte que se resolvem os problemas de uma nação, e vamos torcer direitinho para que ela cumpra pelo menos cinquenta por cento do que prometera, mas que não se esqueça dos pobres aposentados.

            Que Deus a proteja. E que não venhamos a ter saudades do ex-operário Luiz Inácio Lula da Silva.

            Para encerrar gostaria de dar os parabéns ao vice-presidente, José Alencar, pela entrevista ontem concedida à imprensa, dando conta de que tinha o desejo de ser Presidente da República, a qual muito me comoveu.

 

Em revisão.

ansilgus
Enviado por ansilgus em 02/01/2011
Reeditado em 10/01/2011
Código do texto: T2704251
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