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A humildade diante de portas fechadas

Suzi acordou às duas da madrugada com os gritos dos vizinhos avisando que a rua estava enchendo de água e que todos deveriam tirar o carro da garagem e levá-lo para um lugar mais alto.
O marido rapidamente dirigiu o veículo para a rua lá de cima e voltou correndo para levantar móveis e utensílios domésticos e retirar a família da casa.
Colocaram o colchão das crianças em cima dos armários e o de casal ficou apoiado me móveis mais baixos porque era muito pesado e não havia local alto para colocá-lo.
Saíram de casa já com água pelos joelhos. Marido e esposa carregando os dois filhos do casal. A menina, de 5 anos foi carregada pelo pai no pescoço e a mulher levava o menor enrolado ao peito.
A tempestade fria batia no corpo magro da criança e a mulher sentia a filha tremer junto ao peito.
Passavam pelas ruas de janelas e portas e fechadas e a mulher se perguntava: "Porque ninguém abre uma porta e nos acolhe, nos chama para dentro, fora desta madrugada fria e com um teto para nos aquecer?" Lágrimas de humilhação se misturavam à água da chuva. Mas faltava à aquela família a humildade de bater na porta e pedir, esperavam que outros se compadecessem deles mesmo estando dormindo enquanto a chuva caía lá fora e vizinhos das casas mais baixas passavam diante de suas portas esperando que uma luz se acendesse na noite escura e iluminasse suas vidas molhadas pelo temporal que se abateu sobre a cidade.
Chegaram a um ponto alto da rua e se colocaram dentro do bar sem saber para onde ir.
A manhã veio e alguém trouxe uma manta para a criança se recostar no chão duro.
Como evangélico, o marido foi à igreja pedir roupa e alguns alimentos pois tudo foi perdido na chuva. Voluntários logo se mobilizaram e várias cestas foram dadas aos desabrigados que foram levados pelas autoridades para abrigos improvisados em escolas da região.
"Sei que conseguirei tudo novamente, afirma a mulher, mas não vou me aproveitar da situação como vi muitos fazendo. Pegando até mesmo o que não precisavam e não tinham perdido. O mais triste da situação foi me sentir como uma favelada e na hora da chuva não ver nenhuma porta se abrindo para nos ajudar. Não digo por mim, mas pelos meus filhos que estavam passando por aquela situação. E olha que naquela rua tem também evangélicos!"
Mas o Cristo já falava em seus discursos:
” Peça e você será atendido. Bata e a porta será aberta”
Então, acorde agora.
Peça, acredite,receba. Seja humilde e esqueça o orgulho, pois assim outros também não terão em receio em vos pedir quando puder ajudar.
Sam
Enviado por Sam em 10/02/2010
Código do texto: T2080267
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Sam
Angra dos Reis - Rio de Janeiro - Brasil
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