Casamento

Igrejas suntuosas, castelos, pratarias, cristais, lista quilométrica de presentes caríssimos.

Um luxo!

Vestido confeccionado por estilista famoso, aquela costureira dos velhos tempos nem pensar.

Véu a perder de vista e uma coroa cravejada de brilhantes, esmeraldas, rubis e pérolas. Menos flor de laranjeira.

A decoração é impecável, tapete rubi, não cometa a gafe de pronunciar tapete vermelho, tem que ser rubi, olha o nível da festa!

Nada de carrinho com latinhas amarradas e a célebre frase recém-casados e não ouse levar um saquinho de arroz para jogar nos pombinhos, vai pagar o maior mico. São distribuídos pequenos mimos delicadíssimos com canudinhos para produzir bolhas durante a saída dos noivos, acredito que não seja com sabão, tipo aquelas que fazíamos quando criança, usando canudo do pé de mamão e acabando com o detergente da mãe, nesse caso deve ser colônia espumante francesa atóxica, no caso de algum convidado ingerir o liquido acidentalmente.

E lá se vão os noivos... Ploc, Ploc, ploc...

O que significa isso, um casamento ou uma instituição financeira com altas cotações na bolsa de valores?

Aposto na segunda opção.

Ultimamente o que mais se vê são casamentos glamorosos desfeitos em pouco tempo. Isso não acontece só com ricos e famosos, pessoas comuns levam às vezes muito tempo endividadas por conta de uma festa que dura no máximo quatro horas e o casamento resiste no máximo, três? Seis? Não dá tempo nem de fazer as contas. Sem generalizar, mas isso acontece muito. Acho que gostam mesmo é de festa, por isso casam-se várias vezes e o ápice de tudo é o glamour.

Amor, renúncia, compreensão, respeito, carinho, dedicação... Um ciuminho, um temperinho e pronto.

Singelas flores de laranjeira e uma chuva de arroz têm mais chances de prosperidade.

Presta atenção!

Valéria Cavalcante
Enviado por Valéria Cavalcante em 27/06/2009
Reeditado em 16/09/2013
Código do texto: T1669437
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