Diálogos Modernos

Hoje em dia as horas parecem se arremeter e lançarem-se de uma forma intensamente lépida e veloz. Talvez sejam os costumes novos deste tempo os quais nos fazem esquecer uma velha e boa prosa. Talvez enfim, aquelas prosas morosas fossem um tanto fastidiosas e cansativas, sem contar demoradas, e isso de fato não sei.

O que sei é o que vejo hoje:

-Anda, vamos logo!

-Certo vamos.

É de certo ponto, até engraçado quando paramos para ouvir como este fragmento de conversa se iniciou, Está vendo ali? Não! Ali olha! Ah, então vamos.

Se achamos pouco explicativo, vale lembrar que não vemos o que eles veem para tomarmos a proporção real do assunto. Fiquemos então com um outro trecho:

-Olha Joana, não vejo razão.

-Mas como não se ela estava doente?

-E eu Joana?

E afinal, alguém sabe quem estava doente? E de que? Ou talvez de fato o bom chefe da Joana não precisava mesmo saber que sua avó estava doente e veio a falecer, Eu soube Joana, depois alguém lhe disse e compreendeu o que sucedera, no entanto poderia ser que ele já a tivesse despedido; fiquemos com a próxima:

-Rapaz...

-Rapaz o que?

-É melhor não.

-Vamos rapaz!

-Melhor não irmão... Está certo, vamos logo.

Hoje são de fato assim os diálogos. Rápidos, pequenos e curtos, porem nem tão precisos o quanto, Corre, corre, gostaríamos que, Passa o dinheiro, segura, segura, fossem.

Em situações adversas, vale imaginar os tempos passados os quais não existiam, E fique quieto, não chama a polícia não, situações de prazer e rapidez como, Perdeu, perdeu, estas onde o grade deleite se está em, O pior é que eu precisava mesmo do dinheiro, entender rapidamente do que se conversa.

-Amor, o que é isso?

-Eu posso explicar, eu posso explicar...